17 de agosto de 2011

Crítica: O Atalho

Meek's Cutoff

(O Atalho)

Direção: Kelly Reichardt

Roteiro: Jonathan Raymond

Produção: Elizabeth Cuthrell, Neil Kopp, Anish Savjani, David Urrutia

Ano: 2011

Elenco: Michelle Wiliams, Paul Dano, Bruce Greenwood…

Duração: 104 minutos

Uma história de sobrevivência filmada da forma mais simples possível gera um dos grandes westerns atuais.

Análise: O Atalho é um longa-metragem que já começa com algo não tão comum visto nas películas: o responsável pela direção é uma mulher, Kelly Reichardt. Fora isso, ela não faz uso uso de tiroteios e duelos, como a maioria de westerns, sendo que no filme inteiro escutamos apenas dois tiros e ambos são direcionados para o nada. Possui um bom elenco, sendo que alguns atores até já realizaram filmes mais conhecidos.

A história se passa em 1845, no Estado de Oregon, quando um grupo de colonos começa a desconfiar de que o guia contratados por eles (de nome Stephen Meek, interpretado por Bruce Greenwood) estava perdido após pegar um atalho no deserto. Depois de diversos problemas como a falta de água, comida e de confiança uns nos outros, o grupo começa a ficar tenso. Por sorte, encontram um índio (Rod Rondeaux), o qual diz poder ajudá-los, porém ele não é bem visto, principalmente por Meek. Então, os colonos acabam prendendo o índio para que ele os ajude a encontrar água e também civilização. A tensão é constante e só aumenta, o que dá ao filme seus sinais positivos, até chegar ao final do filme e, juntamente com isso, uma árvore cheia de vida.

A estética de O Atalho é muito comumente associada a uma forma bem "caseira", sem uso de luz artificial, apenas luz do sol nas cenas de manhã e o brilho das fogueiras e lampiões nas cenas de noite, deixando um ar bem sombrio. Os planos de câmera são bastante simples e o longa fica marcado por ter pouco uso de diálogos; prova disso é que as primeiras falas ocorrem apenas com mais de seis minutos e o uso de sons naturais é constante, junto à trilha sonora bastante sobrecarregada. O filme nos enche os olhos com belas paisagens desérticas, principalmente ao pôr-do-sol.

Algo que realmente caiu bem foi o uso dos sons naturais já citados, principalmente para quebrar aquela tensão presente em quase todo o filme, além também do silêncio criado. Pelo fato de as cenas não se utilizaram da luz artificial na noite, temos um resultado mal-iluminado, contando apenas com a iluminação natural. Portanto, é possível perceber que O Atalho está livre das grandes produções de hoje em dia, fazendo da simplicidade o seu principal aliado.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

19 comentários:

  1. Já tinha ouvido falar do filme. Parece ser bem dramático o que normalmente me deixa desconfiado. A ver vamos...

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    Pedro Pereira

    http://por-um-punhado-de-euros.blogspot.com
    http://auto-cadaver.posterous.com
    http://filmesdemerda.tumblr.com

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  2. Pois é. Normalmente os faroestes que não possuem uma alma de faroeste nos deixam com um pé atrás!

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  3. O cenário é bastante fiel à realidade e mostra de forma bem singular como era a vida dos viajantes da época. A única coisa que me incomodou um pouco é que o filme é bastante parado e nada nunca acontece. Mas depois comecei a levar isso mais a sério: que tipo de ação teria um filme com a história de uma viagem no meio do deserto de Oregon? Viagens por si só geralmente são bastante paradas. Por isso depois de alguns minutos de filme comecei a me pegar mais nos detalhes e o filme ficou muito mais agradável. Eu particularmente estou acostumado demais com filmes western muito agitados.

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  4. eu ja gosto de western um pouco fora do convencional, ou melhor, aprendi a gostar, pois no começo tinha a concepção de que western = pistoleiros, duelos finais, etc, mas assisti bons filmes que fogem um pouco dessas caracteristicas mas não deixam de ser um bom western.

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  5. Péssimo. enredo sem graça, prende o espectador e depois não dá nada em troca, somente decepção.

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  6. Exageraram tanto no nada que nada aconteceu nem final teve .

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  7. Olá! Já que foi baseado em fatos reais. Alguem sabe se eles chegaram? ou morreram? Fim sem fim não dá.

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  8. O filme serve como aula de história. Bastante interessante no que diz respeito a mostrar como era a vida naqueles tempos. No mais, deixa aquela sensação de que algo vai acontecer na próxima "esquina" o que nunca acontece, ai achamos que o final vai ser estarrecedor, mas não, o final te deixa com cara de otário.

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  9. Horrível o final do filme.Não gostei , esperava que encontrassem água pelo menos. No final agente fica com uma cara de bobos esperando o final do filme.

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  10. Meu esposo e eu ficamos na expectativa do final, mas só tivemos decepção. Que raiva! kdê o final do filme?

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  11. é uma merda mesmo,pausei o filme para continuar depois, quando voltei a assistir, o filme acaba sem um final decente

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  12. Também concordo com a maioria no que diz respeito ao final. O filme vai criando uma expectativa para um desfecho que é montado subjetivamente na mente do expectador (principamente do meio para frente) e nos minutos finais, quando o clímax se instala, e simplesmente termina....... termina... Um dos piores finais que já vi na minha vida de cinéfilo.

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  13. Realmente, o filme nao apresenta acao alguma, mas acaba te prendendo pelo contexto da historia, mas o fato de nao apresentar um final, é uma total falta de consideracao com o publico q perde mais de 1 hora assistindo a esse filme. Decepcionante.....nao recomendo esse filme pra ninguem!! Kkkkkkkk....q lixo.

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  14. um dos piores filmes já feitos, nem final tem

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  15. Palhacada não tem final e ninguém sabe o que aconteceu

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  16. Filme sem final. Perdi duas horas da minha vida com essa bosta.

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