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3 de novembro de 2011

Crítica: Um Homem Chamado Cavalo

A Man Called Horse

(Um Homem Chamado Cavalo)

Direção: Elliot Silverstein

Roteiro: Jack DeWitte

Produção: Frank Brill e Sandy Howard

Ano: 1970

Elenco: Richard Harris, Judith Anderson, Jean Gascon...

Duração: 114 minutos

Tradicional clássico do western apresenta a adaptação de um nobre inglês em uma tribo indígena, demonstrando sua vasta cultura.

Análise: Um Homem Chamado Cavalo, do diretor Elliot Silverstein, é um conhecido western norte-americano realizado no ano de 1970 e baseado no conto homônimo presente no livro Indian Country, de Dorothy M. Johnson, escrito em 1968.

O filme possui duas continuações com o próprio Richard Harris no papel principal, do aristocrata inglês John Morgan. São elas: O Retorno do Homem Chamado Cavalo (1976), dirigido por Irvin Kershner, e O Triunfo de Um Homem Chamado Cavalo (1983), dirigido por John Hough. Ambos os filme não obtiveram tanto sucesso quanto o primeiro da série.

Como era habitual para os filmes do gênero do faroeste realizados nos Estados Unidos, as histórias normalmente se baseavam em contos. Sendo assim, por aqui temos a famosa adaptação através das mãos do roteirista Jack DeWitte, convertendo a estória no papel de Dorothy M. Johnson – o mesmo de O Homem que Matou o Facínora e Árvore dos Enforcados – para as telonas.

John Morgan (Richard Harris), um aristocrata inglês de bons modos, é capturado pelos Sioux, um grupo de nativos americanos. Inicialmente, John é torturado e tratado como um animal, mas logo ele passa a respeitar a tribo que o capturou e conhece Batise (Jean Gascon), um cativo que finge ser maluco e ajuda Morgan a compreender a tribo. Entretanto, ao perceber que não iria conseguir a liberdade, ele tenta alavancar sua vida no local, sendo um índio cada vez mais poderoso. Após escalpelar dois inimigos, John realmente vira um guerreiro e seu nome passa a ser “Cavalo”.

Por último, John consegue arrumar um grande amor na tribo, mas antes de se casar com tal pessoa, ele ainda precisa passar por um doloroso ritual.

Apesar de não contar com um elenco conhecido e nem tão conveniente, a presença de um bom ator faz uma grande diferença: falo de Richard Harris, conhecido principalmente por fazer Albus Dumbledore nos dois primeiros filmes da saga Harry Potter. Em Um Homem Chamado Cavalo, ele adentra a pele de um inglês raptado por índios, sendo um papel difícil e marcante para a carreira, visto que o personagem precisa lidar com as diferenças e dar uma grande reviravolta em sua vida para se tornar um reconhecido índio da tribo Sioux.

A película ainda conta com uma razoável direção de Elliot Silverstein e uma boa trilha sonora com instrumentos peculiares dos índios. Sem dúvida, o auge de todo o trabalho é a empolgante história e o diferente ponto de vista gerado pelo filme.

Concluindo, o filme mostra de uma forma incrível e tão real a cultura da tribo Sioux: como eles atacavam os homens brancos, como os tratavam quando capturados, os costumes e os famosos rituais (como o da Dança do Sol, que não é uma simples dança e sim algo muito pungente). Assim, o idioma indígena é muito bem explorado, sendo que Batise tem um papel fundamental: ele quem interliga John Morgan com a tribo Sioux e com os telespectadores, já que sem Batise o filme teria apenas algumas falas perdidas de Morgan e dos indígenas.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

23 de outubro de 2011

Crítica: Uma razão para viver, uma razão para morrer

Una ragione per vivere e una per morire

(Uma razão para viver, uma razão para morrer)

Direção: Tonino Valerii

Roteiro: Ernesto Gastaldi, Tonino Valerii e Rafael Azcona

Produção: Alfonso Sanssone

Ano: 1972

Elenco: James Coburn, Bud Spencer, Telly Savalas...

Duração: 92 minutos

Carregado por um elenco de peso e um épico final, o filme do ex-assistente de Sergio Leone conta uma ótima história e uma incrível surpresa.

Análise: Uma Razão Para Viver, Uma Razão Para Morrer, do diretor italiano Tonino Valerii, é um mediano western europeu e têm todos os ingredientes para um bom filme do gênero: a Guerra da Secessão, a busca ao ouro, os tiroteios e a vingança.

Durante a Guerra Civil Americana, o Coronel Pembroke (James Coburn) está em busca de conquistar o Forte Holman, o qual outrora já havia pertencido ao Exército da União e tinha o próprio Pembroke no poder. Para ajuda-lo nesta missão quase impossível, o Coronel recruta sete prisioneiros que estavam prontos para serem mortos. Entretanto, durante o caminho para o Forte, alguns dos prisioneiros se desentendem com Pembroke e este cria uma mentira para motivar os seus ajudantes, dizendo que em Holman havia meio milhão de dólares. Com tal motivação, Coronel Pembroke e seus ajudantes conseguem invadir o Forte, mas acabam sendo percebidos e é iniciado um épico tiroteio, revelando o verdadeiro motivo de Pembroke tomar conta do local.

O filme tem bastantes planos longos, os quais vão ao extremo: alguns são um tanto quanto desnecessários, porém outros feitos com tamanha perfeição. E, embora possuindo um elenco de peso com afamados atores, como o grande Bud Spencer e também James Coburn, as atuações não são o ponto mais alto de Uma Razão para Viver, Uma Razão para Morrer. Neste filme, a direção de Tonino Valerii se destaca, mas o ponto principal é – sem dúvida alguma – a boa atmosfera criada através da história e também a surpresa da real motivação do Coronel Pembroke em conquistar o Forte Holman.

Por fim, a película conta com bons efeitos visuais, principalmente nas ótimas explosões. Todavia, também há reveses: existem poucas cenas com sangue, sendo que no final do filme há um intenso tiroteio e este elemento substancial não se torna presente.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

19 de outubro de 2011

Crítica: Disparo para Matar

The Shooting

(Disparo para Matar)

Direção: Monte Hellman

Roteiro: Carole Eastman

Produção: Jack Nicholson e Monte Hellman

Ano: 1966

Elenco: Warren Oates, Will Hutchins, Jack Nicholson, Millie Perkins...

Duração: 82 minutos

Um filme simples e sem tantos recursos, porém que ao final se resulta em algo considerável, principalmente por conta das atuações.

Análise: Disparo para Matar, de Monte Hellman, é um western americano, do ano de 1966. Devido ao seu baixo orçamento, o filme conta com poucos recursos para se tornar melhor do que foi. Seu elenco é razoável, mas surpreende a todos os espectadores com boas atuações, nas quais mais se destacam Millie Perkins e o ainda novo Jack Nicholson.

A trama é básica: Willet Gashade (Oates) acaba de regressar da cidade para um acampamento mineiro, desvendando que o seu irmão Coin fugiu do local e o amigo Leland Drum (B.J. Merholz) havia morrido; lá está apenas um abalado e medroso Coley Boyard (Will Hutchins), devido ao fato que ocorrera.

No dia seguinte, uma mulher que não revela seu nome (Millie Perkins) chega ao acampamento e oferece a Coley e Gashade uma quantia de 1.000 dólares, sendo que esta seria repartida entre eles para que a ajudassem a ir até Kingsley. Durante o percurso com destino à cidade, a mulher demonstra ser uma pessoa rude e não passa confiança aos homens.

No meio da jornada, Billy Spear (Jack Nicholson) se junta ao grupo após estar lhes seguindo – a pedido da jovem – e logo demonstra ser um cara mau, implicando de maneira incômoda com os dois primeiros cowboys, principalmente Coley.

Como um resumo geral, o grupo passa por muitos imprevistos por conta do forte calor do deserto, até conseguir o objetivo da Mulher: encontrar Coin.

Chegando ao fim de tudo, percebemos o quão inovador a película pode ter se tornado, visto que traz uma mulher em um dos papéis principais e, acima de tudo, ela se assemelha à figura do Homem Sem-Nome, de Sergio Leone. Entretanto, vemos que a “Mulher Sem-Nome” é mais fria, misteriosa e não mostra tanta habilidade com a arma igual o personagem interpretado por Clint Eastwood.

Um fato interessante é o de que a Mulher nunca comenta o porquê de estar indo para Kingsley, e sempre ignora as perguntas de Coley e Willett. O até então jovem Jack Nicholson faz uma boa atuação no papel de um cara misterioso e sombrio, mostrando implicância com os acompanhantes da Mulher.

Apesar de tudo, este western é bem limitado, sobretudo devido à falta de orçamento. Conta com uma boa direção de Monte Hellman que, mesmo sendo simples, alterna entre bons e diferentes planos de câmera. Finalizando, também contém lindas paisagens durante a viagem dos protagonistas para Kingsley.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

14 de setembro de 2011

Crítica: O Dólar Furado

OBS.: durante o mês do primeiro aniversário do ANALISANDO O OESTE, aqui nesta postagem está o remake da análise mais vista do blog durante sua vida inteira até agora.

Un dollaro bucato

(O Dólar Furado)

Direção: Giorgio Ferroni

Roteiro: Giorgio Ferroni e Giorgio Stegani

Produção: Bruno Turchetto

Ano: 1965

Elenco: Giuliano Gemma, Ida Gali, Pierre Cressoy…

Duração: 98 minutos

Idolatrado no Brasil pelo fato de ter uma boa história e um elenco mediano, surge mais um western spaghetti com desenrolar vingativo.

Análise: O dólar furado, de Giorgio Ferroni, é um western spaghetti do ano de 1965. Sua história é muito interessante e conta com um dos maiores ícones do bang-bang à italiana: Giuliano Gemma se destaca em meio aos atores não muito conhecidos, como por exemplo, Giuseppe Addobbati e Pierre Cressoy.

Gemma, inclusive, faz desta vez o papel de um soldado sulista chamado Gary O’Hara, o qual acabou retornar da guerra e vai para Yellowstone em busca de emprego. McCory (Cressoy) dá a missão para Gary de capturar um bandido, conhecido como Black Jack (Nazzareno Zamperla). Gary acaba descobrindo, então, que Black Jack era na verdade seu irmão, originalmente chamado Phil O’Hara. Entretanto, Gary acaba levando um tiro de Phil, fazendo este perceber que acabara de atirar em seu próprio irmão; por fim, Phil é baleado por McCory e mais alguns de seus homens. Os dois irmãos, portanto, são levados por um casal para serem enterrados, mas antes de tal ação se realizar percebem que Gary está vivo, e tudo graças ao tiro de McCory ter acertado em uma moeda que seu irmão havia o dado anteriormente. Concluindo, Gary O’Hara descobre que era tudo uma armação e McCory sabia que Gary e Black Jack eram irmãos. A vingança estava armada...

O filme conta, em geral, com uma ótima trilha sonora feita por Gianni Ferrio, compositor responsável por compor a música-tema no game Red Dead Revolver e na película Bastardos Ingórios, de Quentin Tarantino; além disso, também é possível visualizar uma boa direção. O roteiro do filme é recorrente de outros westerns spaghettis, ou seja, possui a habitual busca de vingança por parte do personagem principal que, neste caso, é de Giuliano Gemma. Ao fim de tudo, nos damos de cara com um bom resultado apesar de um elenco mediano, com destaque para Giuliano Gemma em uma excelente atuação.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

7 de setembro de 2011

Crítica: Tex e o Senhor dos Abismos

Tex e il Signore degli Abissi

(Tex e o Senhor dos Abismos)

Direção: Duccio Tessari

Roteiro: Giorgio Bonelli, Giovanni L. Bonelli, Gianfranco Clerici, Marcello Coscia e Duccio Tessari

Produção: Enzo Procelli

Ano: 1985

Elenco: Giuliano Gemma, William Berger, Carlo Mucari…

Duração: 103 minutos

Uma película razoável, baseando-se nas HQ’s do aventureiro Tex Willer: cheia de ação, explosões e tiroteios.

Análise: Tex e o Senhor dos Abismos, de Duccio Tessari, é um western spaghetti de 1985, baseado nas edições de números 40, 41 e 42 da história em quadrinhos Tex Willer, os famosos fumetti – o nome dado ao estilo das HQ’s na Itália. Inicialmente, a película, seria o piloto de uma série, mas devido ao insucesso de bilheterias esta foi cancelada.

Na história, o rancheiro Tex Willer (Giuliano Gemma) é acompanhado por um índio navajo, chamado de Jack Tigre (Carlo Mucari) e outro rancheiro, nomeado Kit Carson (William Berger). Eles são designados a investigar o roubo de rifles ocorrido em territórios mexicanos. Primeiramente, o grupo desconfia de bandidos mexicanos, mas ao achar algumas pistas (como os corpos petrificados dos guardas do comboio que transportava os rifles, e uma corrente típica de índios), começam a desconfiar de alguma tribo do país. Durante o desenrolar da trama, os tiroteios e explosões se tornam constantes, até que Tex, Carson e Tigre descobrem quem estava atrás de tudo.

A película é relativamente mediana, possuindo seus altos e baixos. Tem um elenco razoável, com destaque para William Berger e Giuliano Gemma, sendo que o último realiza mais um bom trabalho em sua carreira. Outro revés do filme foi o ano de lançamento: em 1985, uma época onde o western não estava mais em seu auge. Apesar de o filme não contar com uma boa direção, a situação é revertida com uma elegante trilha sonora. Além disso, conta com muitos tiros, explosões e até alguns elementos mágicos; para quem gosta dos quadrinhos do herói, certamente é uma ótima pedida.

Por último, as cenas de ação são as mais destacáveis, onde os efeitos especiais se prevalecem com as cenas de explosões. Mesmo podendo ter um desenvolvimento melhor a película é razoável e nela se destacam a atuação de Giuliano Gemma, o roteiro e a trilha sonora.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

24 de agosto de 2011

Crítica: Os Profissionais

The Professionals

(Os Profissionais)

Direção: Richard Brooks

Roteiro: Richard Brooks

Produção: Richard Brooks

Ano: 1966

Elenco: Burt Lancaster, Lee Marvin, Claudia Cardinale…

Duração: 117 minutos

Um ótimo filme com as características do western italiano, contando ainda com grandes atuações de um elenco de peso.

Análise: Os Profissionais, inteiramente de Richard Brooks, é um filme norte-americano porém com características do western spaghetti, tanto que foi um grande clássico no auge do gênero. A película conta com um elenco de peso, e é baseado no romance A Mule for the Marquesa, de Frank O’Rourke.

A história é contada a partir de J.W Grant (Ralph Bellamy), o qual contrata um grupo com o objetivo de recuperar sua esposa Maria (Claudia Cardinale) que, segundo ele, fora raptada por um revolucionário mexicano, chamado Jesus Raza (Jack Palance). Como prêmio, ele oferece 10 mil dólares para cada um dos pistoleiros, sendo que estes são Henry Fardan (Lee Marvin), líder do grupo; Bill Dolworth (Burt Lancaster), especialista em dinamites; Hans Ehrengard (Robert Ryan), cuidador dos cavalos; e Jake Sharp (Woody Strode), especialista em arco-e-flecha. O grupo em questão vai em busca de Maria, mas Henry e Bill - que chegaram a trabalhar para Raza por muitos anos e por isso o admiravam ainda - estranham o fato de seu antigo chefe ter raptado a mulher. De qualquer jeito, o quarteto precisa atravessar o deserto, enfrentar alguns bandidos e traçar um plano para recuperar Maria, que tenta resistir ao resgate.

A película tem um elenco altamente qualificado, e conta com a belíssima atriz italiana Claudia Cardinale, famosa pelo papel de Jill McBain em Era uma Vez no Oeste, de Sergio Leone. Fora ela, o filme ainda possuía muitos qualificados atores norte-americanos, como Woody Strode (também de Era uma vez no Oeste, e que ficou muito conhecido por ser um dos primeiros negros a se tornar ator de faroeste nos Estados Unidos) e Lee Marvin (que interpretou o papel de Liberty Valance em um dos clássicos de John Ford, O Homem que Matou o Facínora). O roteiro e direção por parte de Richard Brooks ainda conseguem chamar a atenção, mas o que mais se destaca mesmo é a ótima fotografia de Conrad Hall (indicado ao Oscar de "Melhor Fotografia" por dez vezes e saindo vencedor de três), com belas paisagens.

Apesar de tudo, este é mais um dos filmes com a essência americana, porém que contém muitas influências dos westerns spaghettis; os principais fatores que explicam isso são a grande parte de perseguições, tiros e violência que os demais westerns americanos não possuíam. Mesmo assim, Brooks ainda mantém aquelas pegadas românticas peculiares dos estadunidenses. Uma boa maneira de conclusão para Os Profissionais seria: um ótimo elenco, gerando atuações estupendas que se equivalem à direção de Richard Bronks e a fotografia de Conrad Hall.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

17 de agosto de 2011

Crítica: O Atalho

Meek's Cutoff

(O Atalho)

Direção: Kelly Reichardt

Roteiro: Jonathan Raymond

Produção: Elizabeth Cuthrell, Neil Kopp, Anish Savjani, David Urrutia

Ano: 2011

Elenco: Michelle Wiliams, Paul Dano, Bruce Greenwood…

Duração: 104 minutos

Uma história de sobrevivência filmada da forma mais simples possível gera um dos grandes westerns atuais.

Análise: O Atalho é um longa-metragem que já começa com algo não tão comum visto nas películas: o responsável pela direção é uma mulher, Kelly Reichardt. Fora isso, ela não faz uso uso de tiroteios e duelos, como a maioria de westerns, sendo que no filme inteiro escutamos apenas dois tiros e ambos são direcionados para o nada. Possui um bom elenco, sendo que alguns atores até já realizaram filmes mais conhecidos.

A história se passa em 1845, no Estado de Oregon, quando um grupo de colonos começa a desconfiar de que o guia contratados por eles (de nome Stephen Meek, interpretado por Bruce Greenwood) estava perdido após pegar um atalho no deserto. Depois de diversos problemas como a falta de água, comida e de confiança uns nos outros, o grupo começa a ficar tenso. Por sorte, encontram um índio (Rod Rondeaux), o qual diz poder ajudá-los, porém ele não é bem visto, principalmente por Meek. Então, os colonos acabam prendendo o índio para que ele os ajude a encontrar água e também civilização. A tensão é constante e só aumenta, o que dá ao filme seus sinais positivos, até chegar ao final do filme e, juntamente com isso, uma árvore cheia de vida.

A estética de O Atalho é muito comumente associada a uma forma bem "caseira", sem uso de luz artificial, apenas luz do sol nas cenas de manhã e o brilho das fogueiras e lampiões nas cenas de noite, deixando um ar bem sombrio. Os planos de câmera são bastante simples e o longa fica marcado por ter pouco uso de diálogos; prova disso é que as primeiras falas ocorrem apenas com mais de seis minutos e o uso de sons naturais é constante, junto à trilha sonora bastante sobrecarregada. O filme nos enche os olhos com belas paisagens desérticas, principalmente ao pôr-do-sol.

Algo que realmente caiu bem foi o uso dos sons naturais já citados, principalmente para quebrar aquela tensão presente em quase todo o filme, além também do silêncio criado. Pelo fato de as cenas não se utilizaram da luz artificial na noite, temos um resultado mal-iluminado, contando apenas com a iluminação natural. Portanto, é possível perceber que O Atalho está livre das grandes produções de hoje em dia, fazendo da simplicidade o seu principal aliado.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

3 de agosto de 2011

Crítica: Pequeno Grande Homem

Little Big Man

(Pequeno Grande Homem)

Direção: Arthur Penn

Roteiro: Calder Wilingham

Produção: Stuart Millar

Ano: 1970

Elenco: Dustin Hoffman, Faye Hoffman, Chief Dan George…

Duração: 139 minutos

Um filme que não se apega aos clichês e tem uma história muito interessante.

Análise: O Pequeno Grande Homem é um western norte-americano responsável por carregar em seu interior um espírito cômico, sem os famosos clichês do gênero. A história - que é baseada em uma obra de 1964 do escritor Thomas Berger - é bem diferente, mostrando as várias e diferentes fases que um velho de incríveis 121 anos de idade passou em sua emocionante vida.

O filme acontece por meio da narração de Jack Crabb (Dustin Hoffman), o tal velho de 121 anos, que conta todas suas aventuras para um historiador (William Hickey). A primeira fase mostrada no filme é quando Jack ainda tem dez anos e é capturado junto com sua irmã Caroline (Carole Androsky) por índios Cheyenne. Caroline foge e deixa seu irmão para trás; ele passa a ser criado pelos índios, especialmente por Old Lodge Skins (Chief Dan George), o qual recebe o carinhoso título de "avô". É também neste momento em que o garoto Jack recebe o apelido de Pequeno Grande Homem: era baixo em relação aos outros, porém destemido sem igual. Como nem tudo são flores, Jack faz de Younger Bear (Cal Bellini) um rival na tribo, mas este lhe deve a vida por ser salvo em um ataque. A partir daí, ele passa por mais diversas fases e histórias, como por exemplo a de quando já tinha 16 anos e virou um religioso seduzido pela esposa do reverendo Silas Pendrake Louise (Thayer David) e, desiludido, foge de onde estava; a de quando vira um comerciante e acaba se casando com Olga (Kelly Jean Peters); ao reencontrar a irmã, ele vira um pistoleiro e fica conhecido como Sody Pop Kid, conhecendo o famoso Wild Bill Hickok, mas este logo faz Jack desistir da carreira ao matar uma pessoa; quando vira um condutor de mulas e passa a trabalhar para o oficial da cavalaria George Armstrong Custer (Richard Mulligan), porém larga o emprego após ver a cavalaria matar mulheres e crianças em uma batalha; quando se torna um caçador e vê uma pata de um animal preso em uma armadilha, até pensando em se matar por isso, porém ao ouvir barulhos de corneta não faz tal ato, sendo que estes barulhos eram da tropa de George Armstorng. Então Jack é contratado como olheiro e durante uma batalha, é salvo por Younger Bear, assim pagando a sua divida com ele. Finalmente, o filme acaba com Jack de volta à conversa, pensando profundamente no asilo e expulsando o historiador com quem conversava sobre suas histórias.

Como dito acima, este western não tem clichês, mostra uma história totalmente diferente e a rivalidade entre os homens brancos e os índios de uma forma diferente, sendo que os brancos são mostrados como os malvados. Sem contar que a máscara de látex usada por Dustin Hoffman no começo do filme merece uma menção aqui: ele fica com um aspecto totalmente real de uma pessoa bem velha. Inclusive, sua atuação é boa, já que é como se ele tivesse vários papéis no filme devido as várias alterações da vida de seu personagem; fora ele, também se pode destacar a atuação de Chief Dan George. Um bom detalhe é que são mostrados dois personagens reais no filme: Wild Bill Hickok e Geoge Armstrong Custer.

"Encontros e desencontros", é assim que o filme pode ser resumido. Jack, durante toda a história, encontra e reencontra pessoas, muitas vezes tendo que deixá-las para trás. Com certeza, o melhor do filme é a história sem clichês, também podendo destacar a boa trilha sonora de Jhon Hammond e a direção de Arthur Penn, que consegue pôr tons cômicos em falas e ações dos personagens. Um erro é que o filme tem mais de duas horas e isto o torna cansativo.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

27 de julho de 2011

Crítica: El Condor

El Condor

Direção: John Guillermin

Roteiro: Larry Cohen e Steven Carabatsos

Produção: Andre de Toth

Ano: 1970

Elenco: Jim Brown, Lee Van Cleef, Patric O’Neal…

Duração: 102 minutos

Um filme regular que tem como destaque a sempre boa atuação de Lee Van Cleef.

Análise: El Condor, de John Guillermin, tem como principais estrelas Jim Brown e Lee Van Cleef. No geral, o filme não é tão bom e destaca-se por ter um conteúdo meio violento, cenas de nudez e pela ótima atuação de Lee Van Cleef - já sem precisar fazer muito esforço pelo seu conhecimento no gênero - no papel de um arrogante mineiro chamado Jaroo.

Luke (Jim Brown) consegue fugir de uma prisão e já fora dela encontra um ambicioso mineiro chamado Jaroo, que estava atrás de ouro. Luke sugere a Jaroo para que vá a El Condor, um forte que estava cheio de ouro, segundo rumores que surgiam. Jaroo, que era um bom amigo dos Apaches, junta um bando de índios para acompanhá-lo na tomada do local. Já no final, Luke e Jaroo têm uma surpresa com relação ao ouro, e o filme acaba com um duelo entre os dois. Isto é, uma grande reviravolta!

Como dito anteriormente, a película não é muito boa: tem uma trilha sonora curta e razoável, a direção de John Guilermin é bastante simples e tem muitos planos de câmera iguais. Lee Van Cleef é o grande destaque: faz um papel de mau (nem tanto quanto Angel Eyes de Três Homens em Conflito).

Mesmo assim, apesar de não ser tão bom, ele não chega a ser péssimo. Tem uma história interessante, porém que poderia ser melhor. E mesmo tendo um papel de coadjuvante, Lee Van Cleef consegue se destacar mais que o protagonista, Jim Brown.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.