19 de dezembro de 2012

Django Unchained | Bastidores e trilha sonora

Quentin Tarantino desde sempre foi um exímio conhecedor de trilhas sonoras. Em todos os seus filmes, o ponto em questão nunca foi negativo. Agora, no faroeste dos sonhos do diretor, Django Unchained, ele manda a ver novamente, com clássicos do gênero – que vão desde Bacalov e Ortolani até seu parceiro de longa-data, Morricone. 

Todas as faixas podem ser encontradas na lista abaixo: 

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A seguir, os bastidores das gravações. Aos que não aceitam qualquer tipo de spoiler, é melhor deixar para depois. Porém, qualquer vídeo por trás das câmeras já é capaz de aguçar nossa curiosidade e nos deixar mais empolgados ainda pelo resultado final!

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E lembrando que Franco Nero em pessoa, via Facebook, disponibilizou todas as páginas do roteiro escrito. O ator ainda escreveu: “Para aqueles que querem ver o roteiro, com grande prazer. Como um presente de Natal. Aproveitem”.

Vai perder?

“The D is silent”

11 de dezembro de 2012

Retrospectiva Cangaço | Crítica: Nordeste Sangrento

 NORDESTE SANGRENTO

Direção: Wilson Silva
Roteiro: Ismar Porto, Francisco Pereira da Silva e Wilson Silva
Elenco: Paulo Goulart, Jacy Campos, Irma Álvarez
Ano: 1962
Duração: 72 minutos

Com direito a música de nosso “Rei do Baião”, o centenário Luiz Gonzaga, cria-se um filme médio e de muita religiosidade.

Análise: Nordeste Sangrento é um filme brasileiro dirigido pelo sergipano Wilson Silva, no ano de 1962, e ligado à época do cangaço; seu título foi retirado diretamente da música de Luiz Gonzaga, entre os quais podemos ver algumas semelhanças.

A ambientação da trama se passa em Juazeiro, no Ceará, e foi gravado na cidade de Maruim, Sergipe, com os habitantes atuando na figuração – mais um dos indícios da precariedade da produção, que, junto ao pequeno tempo de projeção, aumenta tais especulações no ato de ver a película.


Quando vemos pela primeira vez Zé Piedade (Paulo Goulart), um vaqueiro com sonho de conhecer o mar, ele se depara com um grupo de religiosos chicoteando a devota Izabel (Irma Álvarez). Zé intervém “erroneamente” na ocasião, já que as chicotadas eram um castigo para livrar a mulher dos pecados, e o seu cavalo foge. Na busca pelo animal, Zé, desta vez, encontra um grupo de cangaceiros liderados por Jacaré (Waldir Maia), com quem tem uma pequena briga; nada que impeça o reatamento da amizade, partindo para Juazeiro juntos dos religiosos com o objetivo de proteger o Padre Cícero (Jacy Campos) dos soldados comandando pelo Tenente Amado (Roberto Durval) – o motivo da intriga entre eles é o fato de o Padre querer se tornar um líder político. As duas partes entram em uma verdadeira guerra, com direito a canhão e duelo entre Zé Piedade e Tenente Amado no cemitério. 
De medidas religiosas assustadoras, percebemos que esta chega a desempenhar um papel especial no filme, porém, logo no começo, nos é revelado que o personagem principal é contra a religião, como por exemplo, quando ele tenta “salvar” Izabel e, logo depois, quando diz não conhecer o Padre Cícero, que era uma das grandes figuras do Ceará daquela época. Podendo até estabelecer laços com os dias de hoje, os conflitos que ocorreram durante o filme só se deram devidos a religião e política.

Nordeste Sangrento tem uma história limitada e com poucas subtramas, e mesmo tendo a curta duração de 72 minutos, a película apresenta muitos planos longos e desnecessários, que mais parecem para aumentar o tempo. O principal aspecto técnico é a trilha sonora, a qual dá ritmo ao filme e nos presenteia com a música homônima de Gonzaga, encaixando perfeitamente à narrativa.

“Felizmente o Juazeiro / Não lutará sozinho / O santo Padrinho Ciço / Mandou a gente rezar / E a maldade dos homens / Nos obrigou a matar”.

MINHA NOTA: 
POR THIERRY VASQUES.