Quentin
Tarantino desde sempre foi um exímio conhecedor de trilhas sonoras. Em
todos os seus filmes, o ponto em questão nunca foi negativo. Agora, no faroeste
dos sonhos do diretor, Django
Unchained, ele manda a ver novamente, com clássicos do gênero – que
vão desde Bacalov e Ortolani até seu parceiro de longa-data, Morricone.
Todas
as faixas podem ser encontradas na lista abaixo:
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A seguir, os bastidores
das gravações. Aos que não aceitam qualquer tipo de spoiler, é melhor deixar para depois. Porém, qualquer vídeo por
trás das câmeras já é capaz de aguçar nossa curiosidade e nos deixar mais
empolgados ainda pelo resultado final!
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E lembrando que Franco
Nero em pessoa, via Facebook,
disponibilizou todas as páginas do roteiro escrito. O ator ainda escreveu: “Para
aqueles que querem ver o roteiro, com grande prazer. Como um presente de Natal.
Aproveitem”.
Roteiro: Ismar Porto, Francisco Pereira da Silva e Wilson Silva
Elenco: Paulo
Goulart, Jacy Campos, Irma Álvarez
Ano: 1962
Duração: 72 minutos
Com direito a música de nosso “Rei do Baião”,
o centenário Luiz Gonzaga, cria-se um filme médio e de muita religiosidade.
Análise:Nordeste
Sangrento é um filme brasileiro dirigido pelo sergipano Wilson Silva, no
ano de 1962, e ligado à época do cangaço; seu título foi retirado diretamente da
música de Luiz Gonzaga, entre os quais podemos ver algumas semelhanças.
A
ambientação da trama se passa em Juazeiro, no Ceará, e foi gravado na cidade de
Maruim, Sergipe, com os habitantes atuando na figuração – mais um dos indícios
da precariedade da produção, que, junto ao pequeno tempo de projeção, aumenta
tais especulações no ato de ver a película.
Quando
vemos pela primeira vez Zé Piedade (Paulo Goulart), um vaqueiro com sonho de
conhecer o mar, ele se depara com um grupo de religiosos chicoteando a devota
Izabel (Irma Álvarez). Zé intervém “erroneamente” na ocasião, já que as
chicotadas eram um castigo para livrar a mulher dos pecados, e o seu cavalo
foge. Na busca pelo animal, Zé, desta vez, encontra um grupo de cangaceiros
liderados por Jacaré (Waldir Maia), com quem tem uma pequena briga; nada que impeça
o reatamento da amizade, partindo para Juazeiro juntos dos religiosos com o
objetivo de proteger o Padre Cícero (Jacy Campos) dos soldados comandando pelo Tenente
Amado (Roberto Durval) – o motivo da intriga entre eles é o fato de o Padre
querer se tornar um líder político. As duas partes entram em uma verdadeira
guerra, com direito a canhão e duelo entre Zé Piedade e Tenente Amado no
cemitério.
De
medidas religiosas assustadoras, percebemos que esta chega a desempenhar um
papel especial no filme, porém, logo no começo, nos é revelado que o personagem
principal é contra a religião, como por exemplo, quando ele tenta “salvar”
Izabel e, logo depois, quando diz não conhecer o Padre Cícero, que era uma das
grandes figuras do Ceará daquela época. Podendo até estabelecer laços com os
dias de hoje, os conflitos que ocorreram durante o filme só se deram devidos a
religião e política.
Nordeste Sangrento tem uma história limitada e com poucas subtramas,
e mesmo tendo a curta duração de 72 minutos, a película apresenta muitos planos
longos e desnecessários, que mais parecem para aumentar o tempo. O principal
aspecto técnico é a trilha sonora, a qual dá ritmo ao filme e nos presenteia
com a música homônima de Gonzaga, encaixando perfeitamente à narrativa.
“Felizmente o Juazeiro / Não lutará
sozinho / O santo Padrinho Ciço / Mandou a gente rezar / E a maldade dos homens
/ Nos obrigou a matar”.