25 de dezembro de 2010
Especial de Natal
18 de dezembro de 2010
Quando Explode a Vingança

Quando explode a vingança
(A Fistful of Dynamite/Duck, you sucker)
Direção: Sergio Leone
Roteiro: Luciano Vincenzoni, Sergio Leone e Sergio Donati
Produção: Fulvio Morsella, Ugo Tucci e Claudio Mancini
Ano: 1971
Elenco: James Coburn, Rod Steiger, Romolo Valli...
Duração: 157 minutos
Apesar de ser um dos mais desconhecidos trabalhos de Sergio Leone, foi um dos melhores, onde prevaleceram as grandes explosões muito bem realizadas e o nível de humor.
Análise: O filme foi um dos mais desconhecidos trabalhos de Sergio Leone no mundo cinematográfico e então um dos que mais pode ter atrapalhado a vida do diretor. Na película, ele acrescentou um tema político com a frase inicial, além de também adicionar uma crítica em relação às diferenças entre as classes sociais e também um pouco de humor. O resultado foi uma má recepção dos críticos e do público, o que o afastou das telas por alguns anos. Além de Leone, outros diretores foram cotados para dirigir a película, como Sam Peckinpah, o qual já vinha tendo experiências ótimas com os westerns e Peter Bogdanovich, vivendo grande fase em sua carreira.
Também é possível detectar alguns erros ao decorrer do filme: a utilização da metralhadora alemã MG-42, a qual só foi introduzida durante a 2ª Guerra Mundial, uma pistola Browning HP lançada em 1935 e a moto utilizada por Coburn que é de 1928.
Em “Quando Explode a Vingança”, viajamos para uma época em que a era dos cowboys e forasteiros já estava no fim: a grande Revolução Mexicana. É neste contexto que aparecem os protagonistas. O primeiro é o mexicano maltrapilho Juan Miranda (Rod Steiger) e sua gangue revolucionária, contando com basicamente sua família. Depois disso, aparece o irlandês especialista em bombas John Mallory (James Coburn), e é a partir de sua especialidade que aparecem as melhores cenas do filme: explosões incríveis, capazes de tirar o fôlego de qualquer um. Após ele se encontrar com Juan Miranda e sua gangue, ele mostra o arsenal de bombas e também suas maiores habilidades. Os mexicanos ficam boquiabertos. E é então que Sergio Leone se influencia em sua primeira obra-prima: Três Homens em Conflito. Os dois personagens entram em uma espécie de jogo. As trapaças vão aparecendo a todo o momento, para ambos os lados. Até que os dois resolvem se juntar e se tornam grandes amigos. Porém, cada um deles tinha um objetivo diferente: enquanto o mexicano Juan Miranda desejava roubar o banco da moderna cidade de Mesa Verde, John Mallory queria vencer a Revolução que não venceu em seu país. O mais engraçado é que, Juan Miranda acaba se tornando o grande herói da Revolução após libertar 150 prisioneiros que estavam trancados no banco e Juan apenas queria encontrar o cofre.
Um detalhe que pode ser percebido ao decorrer do filme é a semelhança entre o personagem mexicano Juan Miranda com Tuco (Eli Wallach, no filme Três Homens em Conflito). Em “Quando Explode a vingança”, Rod Steiger representa um mexicano revolucionário esfarrapado e com um bom nível de humor, além de ser um pregador de peças, características semelhantes à de Eli Wallach na primeira grande obra de Sergio Leone. Graças ao brilhante papel que desempenharam em ambos os filmes, os dois ganharam fama pelo mundo.
Em relação à trilha sonora, Ennio Morricone utilizou algo diferente, parecendo mais como um álbum de música clássica, mais lírico e mais dramático, especialmente quando as imagens de Sergio Leone levam ao passado de John Mallory na Irlanda, onde foi responsável por iniciar uma revolução. Em outras cenas, aparece com sua mulher e um amigo. Neste momento a fotografia também prevalece, sendo Giuseppe Ruzzolini o responsável por isso. As cenas correndo em câmera lenta, com uma forte iluminação.
Em minha opinião, o filme é um dos melhores de Sergio Leone, apesar de ser desconhecido. As diversas explosões ocorrentes durante a película são fantásticas. O humor é colocado de forma muito inteligente na película e merece ser destacado. Como sempre, o diretor utiliza os seus principais planos, caracterizados pelos closes nos rostos. As atuações dos atores também merecem destaque, não só por parte de Rod Steiger, mas também por James Coburn, um tanto quanto acostumado atuar em faroestes.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 10.
ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.
11 de dezembro de 2010
Redemption: a mile from hell

Redemption: A Mile from Hell
Direção: Robert Conway
Roteiro: Robert Conway
Produção: Justin Anderson, Robert Conway e Jason Mager
Ano: 2009
Elenco: Dustin James, Tom Noga, Ash Morgan...
Duração: 90 minutos
Uma película independente, que deixa um pouco a desejar, porém que soube utilizar a tecnologia que lhe dispunha para atrair o espectador.
Análise: Após assistirmos este filme, conseguimos entender que “Redemption” é um “western B”, porém, tratando-se do ano em que foi realizado (2009), dispunha de muitas tecnologias e é claro que teria muitos efeitos visuais e também uma ótima fotografia. Sua interface é, de cara, comparada a um filme independente: os planos de câmera são simples, os cortes de imagens não são precisos, as movimentações da câmera são quase inutilizadas e por vezes percebemos uma lentidão por parte da câmera utilizada nas filmagens. Isso foi fundamental para percebermos a independência da película. Há uma ótima iluminação e esta não deixa a desejar. Algumas cenas ainda passam desconfiadas pelos nossos olhos, já que foram feitas em estúdio. Os sons também foram um detalhe importante, juntamente com a fotografia. Em cenas do passado, os sons ecoam pelo ar, deixando uma sensação do personagem estar sonhando; com a fotografia acontece o mesmo, porém distorcendo as imagens e utilizando muita luminosidade. Apesar dos sons serem bons durante o filme, na cena final, onde ocorre um grande tiroteio, a utilização dos sons não foi muito boa, já que a música calma e baixa parece esconder os barulhos dos tiros. Entrando em questão dos tiroteios, não apenas esse, mas também outros durante o filme são irreais. Possuem muitos cortes de câmera e isso acaba atrapalhando, além de também o personagem principal (de nome Frank Harden, interpretado por Dustin James) ser como um super-herói, já que ninguém o acerta e ele acaba acertando todos em frações de segundo.
No vídeo acima, podemos ver a utilização do efeito Chroma Keyer e também alguns dos efeitos visuais que aparecem na película, como o momento em que aparece a montanha de Monument Valley e a câmera vai se afastando velozmente, além das explosões no final, que antecedem o tiroteio.
As gravações ocorreram no estado do Arizona, oeste dos Estados Unidos (em alguns momentos, no estúdio) e foi produzido por Denis Moore, com parceria da Cas-Mor Produções e da Gallery Films. Para termos uma noção maior da independência do filme, foram gastos aproximadamente 2,000 dólares, um orçamento um tanto quanto baixo para o filme.
CLIQUE AQUI PARA BAIXAR O FILME.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 5,0.
ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.
10 de dezembro de 2010
Download dos filmes 3
4 de dezembro de 2010
Jonah Hex - O caçador de recompensas

Jonah Hex – O caçador de recompensa
(Jonah Hex)
Direção: Jimmy Hayward
Roteiro: Neveldine/Taylor (Mark Neveldine & Brian Taylor)
Produção: Akiva Goldsman e Andrew Lazar
Ano: 2010
Elenco: Josh Brolin, John Malkovich, Megan Fox…
Duração: 81 minutos
Um western irreal e sombrio, marcado pelas inúmeras cenas de ação e pela grande direção de fotografia realizada por Mitchell Amundsen.
Análise: Fracasso crítico e comercial. Esta é a consequência que podemos dar ao filme distribuído pela grande Warner Bros, que tentou – sem sucesso – obter os mesmos resultados de filmes realizados através de personagens de histórias em quadrinhos, como o Batman. A película de “Jonah Hex” foi inspirada no gibi de mesmo nome, escrito por John Albano e Tony DeZuniga. O personagem principal (no filme interpretado por Josh Brolin) possui uma aparência inesquecível, com uma cicatriz em seu rosto devido ao ferro quente colocado por seu eterno inimigo: Quentin Turnbull (John Malkovich).
Apesar de ter sido este tal fracasso, podemos destacar com proeza o trabalho do diretor - e animador, em outros casos - Jimmy Hayward. Alguns exemplos de filmes de sucesso realizados por ele são: “Toy Story”, “Vida de Inseto”, “Monstros S&A”, “Procurando Nemo”, etc... Obs.: Em todos estes citados, Hayward trabalhou como animador. Outra parte do elenco do filme que merece destaque é a fotografia: Mitchell Amundsen. Suas imagens são magníficas, vistas de forma espetacular. Além de todas essas partes, o próprio elenco de atores composto por estrelas do cinema é fantástico.
No filme, percebemos a mistura da realidade do faroeste norte-americano em época de Guerra Civil com uma irrealidade composta por momentos únicos do “herói” Jonah Hex (um exemplo é que ele utiliza duas metralhadoras em cada lado de seu cavalo, inspiração que pode ser causada pelos filmes de super-heróis já realizados pela Warner Bros). Também percebemos nitidamente a contribuição que os efeitos visuais dão para que a irrealidade do filme se torne maior. Vemos isso com a explosão do barco, no fim do filme; ou no momento em que Hex sai debaixo da terra para resolver “um assunto” com Turnbull, etc...
A película tem início na casa onde Hex mora com sua família. Ele está amarrado em madeiras. Turnbull e seus capangas estão ali, prontos para marcarem a vida do “herói” do filme: além de queimar a casa com a família de Hex dentro, ainda utilizam ferro-quente para deixar uma cicatriz no rosto dele. Após isso, Hex torna-se um caçador de recompensa (daqueles bem clássicos) e surge uma proposta para capturar o homem que lhe tirou tudo. Sendo assim, a vingança reina na mente de Hex, o qual irá buscar esta querida vingança no restante do filme todo. Para essa jornada, Hex consegue uma companheira comum em filmes do gênero: uma prostituta, de nome Lilah (Megan Fox).
O que deixou a desejar neste filme é a sua curta duração. Um filme com muitas cenas de ação em pouco tempo é algo que não agrada à plateia, sempre deixando um gostinho de “quero mais”. As cenas de ação merecem destaque e percebemos que elas foram realizadas de forma única. Outro detalhe importante foram os efeitos visuais, aparecendo em grande parte deste filme que mistura um mundo totalmente irreal com um western sombrio.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 5,0.
ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.