29 de janeiro de 2011

Download dos filmes 4

Hoooowdy! Quero avisa-los que, hoje não farei nenhuma análise, pois acabei de voltar de viagem. Inclusive, comprei um poncho e um chapéu, ambos idênticos ao do grande Clint Eastwood. Mas, não vou decepcionar vocês, leitores do blog. Estou aqui para colocar em ação na tela de seu computador as críticas dos filmes que analisamos após a terceira parte dos downloads. Lembro, mais uma vez, que é necessário ter o programa uTorrent para conseguir baixar os filmes e assisti-los. Em todos os arquivos .rar estão o torrent e as legendas dos filmes em questão (clique no nome da película para baixar):

21 de janeiro de 2011

Cavalgada Infernal

Take a Hard Ride

(Cavalgada Infernal)

Direção: Antonio Margheritti

Roteiro: Eric Bercovici, Jerrold L. Ludiwg

Produção: Harry Bernsen

Ano: 1975

Elenco: Jim Brown, Lee Van Cleef, Fred Williamson

Duração: 103 minutos

Um dos últimos filmes de Lee Van Cleef, onde tudo é válido para ficar rico!

Análise: O filme tem efeitos visuais bons, como na explosão da parte final. Mas peca em algumas partes, como quando Tyree (Fred Williamson) está caindo da cachoeira. O filme ainda dá outra escorregada quando Pike (Jim Brown) e Tyree saem do rio e estão praticamente secos. E também vale ressaltar as partes que tem tiroteio, as quais estão bem feitas.

O filme acontece nos EUA com a fronteira do México e gira em torno de Pike, o qual está em uma missão: levar 86 mil dólares para o Rancho Morgan. Isso acontece com muitas perseguições de ladrões querendo o dinheiro.

Pike recebeu essa missão quando Morgan (Dana Andrews), seu padrão, morre. Desde então Pike ganha alguns parceiros. O primeiro foi Tyree. Eles se encontram quando Tyree o ajuda a matar alguns ladrões. Então os dois se juntam, mas Tyree não passa muita confiança.

Durante a jornada se juntam a eles mais uma prostitua chamada Catherine (Catherine Spaak) e um índio mudo chamado Kashtok (Jim Kelly) muito habilidoso em artes marciais. Enquanto isso Kiefer (Lee Van Cleef) junta vários ladrões para conseguir o dinheiro e dividir entre eles.

No meio do filme a prostituta foi morta, pois aparentava estar fugindo com o dinheiro. Mas na verdade ela tinha deixado o dinheiro jogado no chão para Pike pegar. Após essa parte eles fogem do local e continuam a jornada. Mas em determinado momento Tyree briga com Pike, mas estes são interrompidos por Chico (Robin Levitt), este avisa que está vindo vários ladrões. Então eles armam uma armadilha e conseguem matar todos os homens, exceto Kiefer. Mas este decide deixar eles vivos para completar a missão.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 6,0.

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

PS.: O Bruno não irá analisar nada amanhã porque estará viajando


15 de janeiro de 2011

Meu Ódio Será sua Herança


The Wild Bunch
(Meu ódio será sua herança)

Direção: Sam Peckinpah
Roteiro: Sam Peckinpah e Walon Green
Produção: Phil Feldman
Ano: 1969
Elenco: William Holden, Ernest Borgnine, Robert Ryan, Emilio Fernandez…
Duração: 143 minutos

A obra-prima de Peckinpah não apenas dá espaço para a violência, mas também mostra perfeitamente a transição do velho-oeste para um mundo completamente urbanizado e novo.

Análise: Este é o filme que podemos certamente chamar de clássico. Em minha opinião, o grande filme da carreira de Peckinpah. Porém, apesar de tudo isso, ele não foi bem recebido. E sabe por quê? Por causa do pensamento do diretor. Em seu mundo cinematográfico, a morte era a principal personagem. Só na cena final deste filme, Peckinpah gastou exatamente 12 dias e mais de 10.000 cartuchos de balas de festim. Apenas na cena final! Imagina em todo o seu filme?! A violência predomina constantemente, e é isso que muitas pessoas não entenderam sobre o diretor. Porém, é assim o mundo de Sam Peckinpah. E é assim que ele se torna um magnífico diretor: sem medo de colocar as suas ideias em prática, sem medo do resultado final, porém sabendo que ali tem o seu toque de mestre.

Após meus elogios a um dos grandes diretores do western, também podemos citar o principal objetivo do filme: mostrar a transição do fim de uma era para o início de outra. Enquanto os cowboys acabavam, os homens de terno estavam apenas nascendo. Assim como a areia dos desertos davam lugar aos asfaltos; os cavalos aos carros; e as armas... Bem, as armas comuns, de seis tiros, davam lugar às metralhadoras, às pistolas e muitas outras! Isso é outro detalhe que podemos ver facilmente na película.

Também, juntamente com essas transições do mundo real, podemos ver a grande transição do mundo cinematográfico. Em cenas acompanhadas pelos diversos tiros, percebemos o que na época era novidade: o slow motion. Isso mesmo, na época das filmagens, este efeito era simplesmente algo difícil de encontrar em outros filmes. Ou seja, mais um objeto para ser acrescentado na conta de Sam Peckinpah. Aliás, na cena da explosão da ponte, a qual é uma das cenas mais marcantes do filme (além dos tiroteios), utilizou-se o efeito slow motion.

Bom, a história foi inventada por Walon Green (o qual, juntamente com Peckinpah, escreveu o roteiro) e por Roy Sickner. Fala sobre uma veterana gangue de foras-da-lei, conhecidos como “The Wild Bunch”, que se envolvem no auge da sangrenta Revolução Mexicana. Entre os membros da gangue estão Pike (William Holden), Dutch (Ernest Borgnine), Angel (Jaime Sánchez), Tector (Ben Johnson)...

E o filme se inicia com a própria gangue, vestida como soldados americanos, entrando na fictícia cidade de San Rafael. Antes de entrarem na cidade, sentem algo ruim, vendo um grupo de crianças “brincando” com escorpiões. Já dentro da cidade, a gangue entra em um escritório da estrada de ferro para roubá-lo. O único problema é que não sabem o que lhe esperam: do outro lado da rua, em um telhado, está uma gangue de caçadores-de-recompensa, prestes a envolvê-los em um tiroteio que faria uma carnificina, em uma das melhores cenas do filme. Após este tiroteio, os foras-da-lei sobreviventes fogem para o México, e é aí que se encaixa a Revolução Mexicana. É também neste momento que se cria uma nova história para a película, com novas missões dadas para a gangue, pelo engraçado general Mapache (Emilio Fernandez). Com tudo isso, a gangue dos caçadores-de-recompensa responsáveis pelo tiroteio vai atrás dos Wild Bunch, para ganhar a recompensa prometida.

Abaixo, as duas cenas mais memoráveis do filme: a inicial e a final.
Uma ótima fotografia com lugares maravilhosos, por Lucien Ballard, figurinos indispensáveis por Gordon Dawson, maravilhosas atuações, músicas incríveis de Jerry Fielding e sem deixar de lado a grande direção de Sam Peckinpah. Com tudo isso, a película com certeza marca uma nova história: tanto da vida real, quanto do cinema.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 9,5
ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

14 de janeiro de 2011

Uma Bala para o General


A Bullet for the General

(Uma bala para o general)

Direção: Damiano Damiani

Roteiro: Salvatore Laurani, Franco Solinas

Produção: Bianco Manini

Ano: 1967

Elenco: Gian Maria Volonté, Lou Castel, Martine Beswick

Duração: 135 minutos

Um filme que conta com várias estratégias e traição, e ainda inspirou “Quando Explode a vingança”, de Sérgio Leone.

Análise: O filme acontece durante a revolução mexicana, e começa quando Gringo (Lou Castel), um jovem americano, viaja em um trem que vai para Durango, porém no meio do caminho El Chucho (Gian Maria Volanté) e seus homens atacam o trem para pegar as armas e vender para Elias (Jaime Fernández). Gringo tem grande participação nesse assalto, já que parou o trem e matou o maquinista, assim ele entrou no bando e os ajudou em uma série de assaltos, porém esse não é o verdadeiro objetivo de Gringo.

Depois dos assaltos El Chucho decide ir para São Miguel antes de ir vender as armas para Elias, e Gringo não gosta da idéia, mas mesmo assim prossegue. Depois de ajudar a cidade El Chucho decide ficar lá, mas Gringo e o resto do grupo, menos El Santo (Klaus Kinsky) irmão de El Chucho. Mas a noite El Chucho os persegue e acaba se juntando com eles.

El Chucho vendeu as armas para Elias, mas este o contou que os habitantes de São Miguel estavam todos mortos e fez El Chucho se arrepender, falando que merecia morrer, e quem irá matá-lo será seu irmão, porém Gringo o salva e consegue matar Elias, que era o seu objetivo deste o início, fugindo da cidade.

El Chucho encontra Gringo em um hotel e quer matá-lo, mas Gringo o convence de não fazê-lo e dá o dinheiro da recompensa de Elias. É então que eles vão para os Estados Unidos, mas ao estar entrando no trem El Chucho muda de idéia e mata Gringo.

O filme mostra um pouco de religiosidade, já que tem uma parte em que El Santo reza a Santíssima Trindade e ao mesmo tempo joga granadas, matando vários soldados. Também há uma outra parte em que ele liberta algumas pessoas de uma “prisão” e coloca soldados no lugar.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 7,0.

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

8 de janeiro de 2011

800 Balas

(800 Bullets)

Direção: Álex De la Iglesia

Roteiro: Jorge Guerricaechevarría e Álex De la Iglesia

Produção: Álex De la Iglesia

Ano: 2002

Elenco: Luis Castro, Carmen Maura, Sancho García...

Duração: 124 minutos

Caracterizado pela nudez utilizada pelo diretor De la Iglesia, 800 Balas é uma espécie de “faroeste genérico”, completamente espanhol.

Análise: Como vocês devem ter percebido, ultimamente minhas análises são apenas de westerns atuais. Porém, logicamente que os faroestes feitos nos dias de hoje não possuem a mesma genialidade que os antigos. Mas, com a análise de “800 Balas”, pode ser que este quadro de atual x antigo seja alterado. A película possui uma história bastante intrigante, um humor negro bem utilizado, cenas de nudez características em todos os filmes de Álex (podemos até dizer que este é um filme leve se compararmos com outros do diretor) e personagens ótimos conforme seus papéis. Aliás, Sancho García, que participa da película como Julían, já até atuou em alguns westerns italianos.

O filme conta a história de um garoto “pestinha” de classe média-alta, chamado Carlos (Luis Castro), o qual perdeu seu pai (dublê de filmes) durante uma filmagem, mas ele não sabe o verdadeiro motivo da morte. E o filme logo começa com a cena em que o pai morre: tiros entre bandidos a cavalo e pessoas de uma diligência. Quando seu pai vai pular entre os cavalos da diligência, acaba caindo entre eles, e consequentemente, atropelado. O garoto, do jeito que é, acaba descobrindo da profissão de seu pai e também do avô Julían (Sancho García), que junto com seu pai participou da filmagem. Durante uma viagem que Carlos faria com a escola, conta para o motorista do ônibus que sua avó tem câncer e teria que visita-la no hospital. O motorista acredita, e o garoto acaba pegando um táxi e indo para Almería, lugar onde Julían e muitos outros atores fazem espetáculos para famílias que visitam a cidade. Quando chega ao local, temos uma prévia do espetáculo e finalmente Carlos encontra-se com seu avô.

Em Almería, onde acontecem os espetáculos, é também o lugar em que vivem os atores. E é, nas noites do lugar que revivemos o verdadeiro velho-oeste, talvez nunca tão bem retratado em uma película do gênero: prostitutas, brigas, bebidas e bêbados, danças, músicas, pôquer e muita, muita nudez. Aliás, uma cena causou grande polêmica, por causa de o garoto Carlos (interpretado por Luis Castro) estar presente nela. Nesta tal cena, o garoto está deitado junto com uma prostituta do saloon e ela diz: “Se quiser, você pode tocar em meus seios”. O garoto, tímido, dá alguns leves toques, mas a mulher “ensina-o” como realmente deve ser. Se não fosse por essa - e também por algumas outras cenas de nudez - o filme poderia ser transmitido e levar às famílias o humor e inteligência que a película transmite.

Entre outras características do filme, podemos destacar uma inteligente trilha sonora, de Roque Baños. Se percebermos corretamente, algumas das músicas imitam grandes clássicos sonoros do cinema western.

“800 balas” é um filme o qual podemos chamar de “faroeste genérico”, já que não se passa no “faroeste propriamente dito”, e sim, nos dias de hoje, enfatizando os espetáculos realizados por atores iniciantes em regiões desérticas, tanto na Espanha, quanto no conhecido faroeste americano. Além disso, é uma espécie de homenagem ao gênero, com músicas parecidas e referências a filmes consagrados, como “100 Rifles”, de 1968.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 8,5.

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

7 de janeiro de 2011

Apresentação; Yojimbo Vs Por um Punhado de Dolares

Meu nome é Thierry Vasques, tenho 13 anos e moro em Rio Claro, interior de São Paulo. Provavelmente estarei postando toda sexta-feira. Agora irei falar um pouco de minha convivência com o faroeste:

-Não faz muito tempo que assisti a um filme do gênero (comecei a assistir por causa do blog e do Bruno), mas depois de assistir virei mais um fã de faroeste.

Agora vamos para a minha primeira postagem no blog!


Yojimbo

Direção: Akira Kurosawa

Roteiro: Akira Kurosawa, Ryuzo Kikushima

Produção: Akira Kurosawa, Ryuzo Kikushima, Tomoyuki Tanaka

Ano: 1961

Elenco: Toshirō Mifune, Tatsuya Nakadai, Takashi Shimura

Duração: 110 minutos

Um filme japonês que influenciou uma das grandes obras de Sergio Leone e outros filmes, como Lucky Number Slevin, Sukyiaki Western Django, Last Man Standing.


Análise: Yojimbo foi um filme criado por Akira Kurosawa, um dos maiores cineastas japoneses, e influenciou outros filmes e desenhos, como o remake não oficial “Por um punhado de dólares” de Sergio Leone. Akira Kurosawa processou Leone alegando que o filme era muito parecido com o seu; o diretor de Yojimbo ganhou cem mil dólares e ainda falou que ganhou mais dinheiro processando Leone do que com seu próprio filme.

O filme acontece em 1860, quando um samurai chamado Sanjuro (Toshirō Mifune) chega a uma cidade à procura de um emprego, só que esta dividida entre duas gangs rivais, uma liderada por Seibei (Seizaburô Kawazu) e a outra Ushitora (Kyu Sazanka), o samurai usa sua inteligência para conseguir dinheiro e ao mesmo tempo acabar com as duas gangs, oferecendo seu serviço para os dois lados.

No final do filme, depois de uma das gangs ser derrotada, tem um duelo entre Sanjuro e Unosuke (Tatsuya Nakadai), o duelo não é muito limpo, pois Unosuke tem uma pistola, mas mesmo assim Sanjuro ganha, assim deixando a cidade em paz.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 7,0.

A análise de “Por um punhado de dólares” está aqui, feita por Bruno Barrenha.

Comparação

Nos dois filmes chega um forasteiro em uma cidade dividida entre duas gangues rivais. O personagem principal consegue ganhar dinheiro e ao mesmo tempo se livrar das gangues rivais, oferecendo seu trabalho para as duas gangues, aumentando a rivalidade entre elas. Em determinado momento o forasteiro salva uma mulher, a qual é casada e tem um filho. Ela estava aprisionada com uma das gangues, dá dinheiro para a família e os mandam fugirem da cidade. Só que a gangue descobre e aprisiona o forasteiro e o tortura para saber onde esta a mulher, só que ele não responde. O forasteiro consegue fugir (dentro de um caixão) usando sua esperteza e vê que uma das gangues estava sendo destruída. Depois de um tempo o coveiro vai avisar que a gangue iria matar um amigo do forasteiro, então este vai tentar salva-lo, mas antes ganha uma arma do coveiro. No duelo final, houve desigualdade nos dois filmes, já que o forasteiro usou uma espada/pistola e o rival uma pistola/rifle, mas mesmo assim o forasteiro ganhou.

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES

1 de janeiro de 2011

... e o ano novo começa quente!

Hoowdy! Bruno aqui. Hoje vim oferecer ano novo (paz, saúde, alegria, etc...) para todas as pessoas que acompanham ao blog e que gostam de apreciar a sétima arte. Talvez vocês não saibam o motivo do título da postagem (... e o ano novo começa quente!). Bom, o motivo é simples: analisarei hoje um dos melhores westerns já realizados, um dos grandes filmes do grande diretor/ator/produtor/musicista Clint Eastwood. Para quem não sabe qual filme é, confira a análise.

OS IMPERDOÁVEIS
(UNFORGIVEN)

Direção: Clint Eastwood

Roteiro: David Webb Peoples

Produção: Clint Eastwood

Ano: 1992

Elenco: Clint Eastwood, Morgan Freeman, Gene Hackman...

Duração: 131 minutos

Em uma das melhores atuações de sua carreira, Eastwood despacha os clichês dos faroestes para montar uma obra-prima.

Análise: Clint Eastwood nunca havia recebido um Óscar, o que para muitos era uma injustiça. Acostumado a ser consagrado como herói em filmes de faroeste (este que alavancou a carreira de Eastwood), ele conseguiu remontar a imagem do gênero que, anos permaneceu fora do mundo cinematográfico. Depois de realizar a obra-prima “Os Imperdoáveis”, um dos maiores westerns e melhores filmes de Eastwood (perdendo para Gran Torino, em minha opinião), ele recebeu – mais que merecidamente – dois dos mais sonhados Óscares: o de Melhor Diretor e de Melhor Filme do Ano. Além disso, faturou o troféu de Melhor Montagem (por Joel Cox) e também de Melhor Ator Coadjuvante (Gene Hackman). Ainda perdeu em outras categorias: Melhor Ator (Al Pacino ganhou), Direção de Arte, Fotografia e Roteiro.

Como dito mais acima, este filme de Eastwood despachou os clichês dos faroestes já realizados. Em muitos, a batalha de “brancos X índios” eram comuns. Neste, nos confrontamos de cara com o conflito entre os próprios homens brancos. É importante também dizer o como a melancolia incorpora na obra, principalmente em harmonia com a cena final do filme, em que a escuridão do saloon antes do tiroteio transmite isso. Após o tiroteio, a chuva também mostra esta tal melancolia, muitas vezes inexistente no gênero. Outro clichê derrubado foi o papel da mulher. Neste filme, a figura feminina obteve um papel muito importante para que a película pudesse rodar e formar a história que foi formada. Muitas vezes inutilizada em filmes de bangue-bangue, neste a mulher teve grande importância, tanto para a história como para o próprio filme. Outro fato que culminou no sucesso do filme foi o elenco. Grandes nomes do cinema se encontram presentes na película, como Morgan Freeman e também Richard Harris (mais conhecido por interpretar Alvo Dumbledore, no primeiro filme de Harry Potter), além do grande e magnífico Clint Eastwood. Além deste detalhe, a fotografia é magistral, como já era de se esperar, por ser um filme de faroeste. As imagens da natureza e de locais inusitados são fantásticas.

CUIDADO! AQUI VEM UM SPOILER. PARA QUEM NÃO VIU O FILME E QUER VER, MELHOR NÃO LER.

Com uma boa atuação de Anna Levine, a prostituta de nome Delilah que teve seu rosto retalhado e busca por vingança no restante do filme, oferecendo uma recompensa para quem matasse os homens que cometeram a tal atrocidade. O xerife da cidade, Little Bill (Gene Hackman), não aceita que os homens sejam caçados e apenas pede para que eles paguem uma indenização ao dono do saloon. As prostitutas, sabendo disso, insistem e mesmo assim oferecem a recompensa. Ao ficar sabendo desta, um rapaz míope apelidado por si mesmo de Schofield Kid (Jaimz Woolvett) vai atrás do já velho e aposentado pistoleiro William Munny (Clint Eastwood), para conseguir a recompensa. Munny, após seu passado obscuro, casou-se e se endireitou, porém sua mulher morrera e então passou a viver decentemente com seus filhos, cuidando de porcos. Ele pensa com cuidado na proposta e volta a treinar sua velocidade e pontaria com a arma. Após tudo já pensado, convida o antigo companheiro Ned Logan (Morgan Freeman) para ajuda-lo na jornada e topa dividir a grana. No entanto, não serão apenas eles que tentarão ganhar a recompensa: outro pistoleiro, English Bob (Richard Harris), chega à cidade e é apanhado pelo xerife que o usa como exemplo para que os outros caçadores não apareçam. Após a morte de um dos homens, Ned desiste de matar o outro e é pego, sendo torturado pelo xerife, o qual quer saber do paradeiro dos dois caçadores que restam. Ele é e fiel e não fala, porém isso acaba lhe causando a morte. Nesta altura, o outro homem que restava é morto por Schofield Kid, que confessa nunca ter matado ninguém em sua vida e se sente mal. É quando que Munny descobre da morte de Ned e vai vingar-se. Então que uma das melhores e mais marcantes do filme chega: o final. Não há palavras para descrevê-la, é simplesmente in-crí-vel! No vídeo, as falas estão em inglês, mas procurem ficar sabendo o diálogo entre Munny e o xerife, é algo fantástico. Vou dar uma canja:

Xerife Little Bill – Você atirou em um homem desarmado!

Munny – Deveria ter se armado quando decorou o seu saloon com meu amigo.

“Os Imperdoáveis” foi uma obra-prima do cinema e é considerado por muitos, um dos melhores westerns já realizados. Clint Eastwood realmente se superou neste filme, tanto na direção como em sua magnífica atuação. Mereceu os Óscares que ganhou e mostrou que os faroestes de atualmente podem se igualar aos do passado, do mestre Sergio Leone, apesar de ser difícil.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 10.

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.