30 de abril de 2012

Pôster: O Homem do Oeste

MAN OF THE WEST

Direção: Anthony Mann

Roteiro: Reginald Rose

Ano: 1958

Elenco: Gary Cooper, Julie London, Lee J. Cobb...

Duração: 100 minutos

Derradeiro trabalho de Anthonny Mann no interior das ambientações do velho-oeste também reflete em um retrato quase terminal do gênero.

Saiba mais sobre O Homem do Oeste lendo a crítica do comentarista Thierry Vasques.

28 de abril de 2012

Crítica: O Homem do Oeste

MAN OF THE WEST

(O HOMEM DO OESTE)

Direção: Anthony Mann

Roteiro: Reginald Rose

Ano: 1958

Elenco: Gary Cooper, Julie London, Lee J. Cobb...

Duração: 100 minutos

Derradeiro trabalho de Anthonny Mann no interior das ambientações do velho-oeste também reflete em um retrato quase terminal do gênero.

Análise: O Homem do Oeste é um western norte-americano que data do ano de 1958, sendo o último dos oito trabalhos do consagrado realizador Anthony Mann na década de 50 – cinco deles contando com a presença do eterno parceiro, James Stewart. Apesar deste não ter a participação de Stewart, o destaque vai para o premiado e soberbo Gary Cooper, em um de seus últimos projetos da carreira. Assim, o filme se destaca com uma história um tanto incomum para o gênero, utilizando-se de pouquíssimos clichês.

Desenvolvendo-se em torno de Link Jones (Cooper), um vaqueiro que viaja a procura de uma professora para a sua cidade, porém é deixado para trás – juntamente com a cantora Billie Ellis (Julie London), e Sam Beasley (Arthur O’Connell) – por um trem que fugiu de um assalto frustrado. O trio, portanto, à procura de um lugar para passar a noite, encontra a fazenda em que Link foi criado. Lá, ele reencontra o seu tio e antigo parceiro de crimes: Dock Tobin (Lee J. Cobb), o qual obriga o sobrinho a voltar para a gangue que Link abandonou para se tornar uma pessoa melhor.

Depois da volta de Link, a história vai se focar justamente nas desavenças entre o revigorado Link Jones (protegido e tendo a confiança de Tobin) contra o resto da gangue, que desconfiam que ele vá fugir novamente.

Apesar da inúmera quantidade de acertos, o grande revés de O Homem do Oeste é as falhas das cenas de ações que, às vezes, ficam um tanto quanto esquisitas e difíceis de acreditar. Mesmo com isto, a grandiosidade do tiroteio final não se perde em nenhum momento. Anthony Mann nos entrega um belo trabalho em sua despedida do gênero, com uma favorável história, muitas vezes deixando o filme com um ar tenso e um tanto depressivo e, poucas vezes, cômico.

Diferente das atitudes dos outros filmes ambientados no velho-oeste, o vaqueiro protagonista interpretado por Gary Cooper é forçado a matar, apesar de não querer isto, já que ele não queria apodrecer como os criminosos. Normalmente, temos o contrário: eles querem vingança! Muito mais além, o incomum também está presente com Link sendo um homem casado, tranquilo ao não querer relembrar seu passado.

Lançado em época de mudanças nos westerns norte-americanos, na qual o gênero estava falecendo dentro de Hollywood, O Homem do Oeste se caracteriza por ser um dos últimos faroestes clássicos, começando a ter cenas de ações mais violentas responsáveis por inspirar os trabalhos do sucessor Sam Peckinpah, diretor que revolucionou o western e que já usou uma temática parecida em sua filmografia: a briga entre velhos companheiros.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

26 de abril de 2012

Django Unchained: primeiras imagens.

Django Unchained (no Brasil, traduzido como Django Livre) é o filme responsável por lidar com os primeiros passos do cineasta norte-americano Quentin Tarantino em sua carreira no gênero do western, do qual é um entusiasta declaradíssimo.

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Sinopse: “Ambientado no sul dos Estados Unidos, dois anos antes da Guerra Civil, Django (o vencedor do Oscar, Jamie Foxx) é um ex-escravo que têm em sua história um chocante passado com seus antigos proprietários, sendo por tal motivo o único capaz de levar o caçador-de-recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz, revelado como uma promessa em Bastardos Inglórios) até a captura dos sanguinolentos irmãos Brittle.

Caso o objetivo de Schultz seja alcançado, a promessa de libertar Django também se cumpriria, porém ambos seguem o restante do caminho juntos, desenvolvendo habilidades de caça impressionantes e focados em um único fim: resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a esposa de Django que está nas mãos do inescrupuloso Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Proprietário da “Candyland”, o traficante de escravos mantém sua fazenda através das mãos de Ace Woody (Kurt Russell), treinador que prepara os escravos para lutarem uns contra os outros – somente por esporte."

A primeira fotografia nos apresenta o escravo Django lado a lado com seu mentor na arte de “caçar”: o alemão Schultz. Ao redor, a superfície lamacenta da cidade apenas nos faz relembrar de uma das obras-primas de Sergio Corbucci, a qual o próprio filme de Tarantino remete: Django (1966). Enquanto isso, na segunda das fotos, o vilão Candie fuma um cigarro finíssimo segurando um martelo e expressando deleite com a situação; ao fundo, sua empregada – negra, diga-se de passagem – somente desvia o olhar para baixo.

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Quer saber mais sobre Django Unchained?

- Veja as referências captadas por Quentin Tarantino;

- Confira o elenco completo e o pôster oficial;

- Entre no site oficial do filme.

Boa viagem até o velho-oeste, forasteiros!

21 de abril de 2012

Django Unchained: pôster, sinopse e elenco.

Django Unchained (no Brasil, traduzido como Django Livre) é o filme responsável por lidar com os primeiros passos do cineasta norte-americano Quentin Tarantino em sua carreira no gênero do western, do qual é um entusiasta declaradíssimo.

Abaixo é possível ver o primeiro pôster oficial e, também, a sinopse completa, além dos atores que participarão do longa-metragem:

“Ambientado no sul dos Estados Unidos, dois anos antes da Guerra Civil, Django (o vencedor do Oscar, Jamie Foxx) é um ex-escravo que têm em sua história um chocante passado com seus antigos proprietários, sendo por tal motivo o único capaz de levar o caçador-de-recompensas alemão Dr. King Schultz (Christoph Waltz, revelado como uma promessa em Bastardos Inglórios) até a captura dos sanguinolentos irmãos Brittle.

Caso o objetivo de Schultz seja alcançado, a promessa de libertar Django também se cumpriria, porém ambos seguem o restante do caminho juntos, desenvolvendo habilidades de caça impressionantes e focados em um único fim: resgatar Broomhilda (Kerry Washington), a esposa de Django que está nas mãos do inescrupuloso Calvin Candie (Leonardo DiCaprio).

Proprietário da “Candyland”, o traficante de escravos mantém sua fazenda através das mãos de Ace Woody (Kurt Russell), treinador que prepara os escravos para lutarem uns contra os outros – somente por esporte."

A previsão de lançamento de Django Unchained nos cinemas é para o dia 25 de dezembro de 2012; nos Estados Unidos será distribuído pela Weinstein Company e, ao redor do mundo, pela Sony Pictures.

No elenco do filme, estão: Jamie Foxx, Leonardo DiCaprio, Samuel L. Jackson, Christoph Waltz (foto), Kerry Washington, Kurt Russell, Sacha Baron-Cohen, Tom Savini, Anthony LaPaglia, entre outros.

A fotografia é por conta de Robert Richardson (vencedor do Oscar por O Aviador e JFK), enquanto a edição foi parar nas mãos de Fred Raskin (Velozes e Furiosos 5).

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Já sabe todas as referências diretas que serão captadas por Tarantino na construção de Django Unchained? Confira a postagem especial, aqui mesmo ANALISANDO O OESTE, sobre as 15 principais influências do diretor para seu primeiro filme ambientado no velho-oeste estadunidense.

E deseja receber notícias e saber cada vez mais sobre o projeto Django Unchained? Entre no site oficial do filme.

14 de abril de 2012

Crítica: Jonah Hex – As Armas da Vingança

JONAH HEX – AS ARMAS DA VINGANÇA

Artistas: Jimmy Palmiotti, Justin Gray, Luke Ross, Rob Schwager, Tony DeZuñiga...

Sinopse: “Jonah Hex, o anti-herói mais incomum do oeste norte-americano, o caçador de recompensas que vaga das planícies empoeiradas do Texas às montanhas cobertas de neve em Utah, está sendo assombrado pelos fantasmas de seu passado, presente e futuro, com balas rasgando o vento quando Jonah enfrenta os mais esquisitos inimigos, como espíritos vingativos, crocodilos e aberrações circenses”.


Análise: Jonah Hex é personagem de uma “história em quadrinhos” criada originalmente pela dupla John Albano e Tony DeZuñiga e baseando-se nos tempos da Guerra Civil Americana, a qual também serve como cenário de muitas outras obras – principalmente cinematográficas – que retratam o velho-oeste estadunidense.

Enquanto o roteiro de As Armas da Vingança fica por conta das assinaturas de Jimmy Palmiotti e Justin Gray, sua distribuição é destinada para a DC Comics, uma das maiores distribuidoras de HQ do mundo e que mantém os direitos do próprio Jonah Hex, Batman, Lanterna Verde, Super-Homem, entre outros nomes dos quadrinhos.

Subdividida em seis estórias – Um Casamento e Cinquenta Funerais, Nunca Finja Que Não Viu, Espantando Assombrações, Isca de Crocodilo, A Árvore dos Enforcados e Neve Manchada de Sangue – que não se relacionam entre si, a HQ surge como um ponto-de-partida para aqueles que desejam ter um começo na arte dos quadrinhos e, principalmente, no conhecimento de Jonah Hex: ele é um antigo soldado Confederado, um pistoleiro solitário e destemido muito semelhante aos protagonistas dos westerns spaghettis ao levar consigo um passado sombrio e alguns poucos borrifos de compaixão. Ele possui a parte direita da face deformada, o que caracteriza Hex como único, inconfundível e mais medonho ainda.

Sendo cada aventura em uma parte diferente dos Estados Unidos, o anti-herói é capaz de atravessar o país através de territórios já conhecidos por nós, como as pequenas cidades no meio do deserto, ou então em raridades nunca vistas em filmes do gênero, como os pântanos. Adicionadas as inúmeras frases de efeito e a abrangente violência, os roteiristas e os esforçados desenhistas se saem como destaque de As Armas da Vingança, sempre registrando as riquezas de detalhes em conjunto com muitos tiros e sangue nas cenas de ação.

No ano de 2009, foi lançado um filme baseado nas histórias de Jonah Hex, contando com a participação de Josh Brolin e Megan Fox nos papeis principais. Apesar do grande investimento e da intensa utilização de efeitos especiais, o filme obteve um sucesso quase nulo e recebeu muitas críticas negativas, inclusive aqui no Analisado o Oeste (clique para ler).

NOTA:

ANÁLISE FEITA por THIERRY VASQUES.
IMAGENS E EDIÇÃO por BRUNO BARRENHA. 

9 de abril de 2012

Gian Maria Volonté: política e faroeste.

Milão, 9 de abril de 1933.

Gian Maria Volonté, caso hoje estivesse vivo, estaria prestes a adicionar mais um algarismo em sua engajada (e premiada!) experiência no Planeta Terra.

Graduado em 1957 na cidade de Roma, pela Academia Nacional de Arte Dramática, Volonté iniciou sua jornada como ator por meio da televisão e do teatro, onde interpretava obras de Shaskespeare e Goldoni; somente depois de tais passagens é que se encontrou com o grande ecrã, para dar o pontapé inicial em sua carreira – uma das mais promissoras de seu país.

Porém, antes de participar do primeiro projeto cinematográfico, filiou-se ao Partido Comunista Italiano no estopim dos anos 60. E isto é fato: a presença política no espírito autoral de Gian Maria Volonté era claramente percebida em seus papéis mais marcantes, como na obra-prima vencedora do Oscar, Investigação Sobre um Cidadão Acima de Qualquer Suspeita (Elio Petri, 1970). Além deste, outro filme de caráter político também foi destaque em sua lista, sendo de maior importância por levar Volonté a seu primeiro prêmio internacional: A Classe Operária Vai ao Paraíso (Petri, 1972).

As atuações de Volonté transmitiam uma sensação de pura realidade, percebendo-se claramente uma entrega ao papel – seja ele qual fosse.

E, como visto acima, além da parceria que rendeu bons frutos com o diretor Elio Petri, Gian Maria também experimentou ares improváveis para um homem da política: desta vez, o alvo foi o velho-oeste europeu, ao lado de um certo forasteiro romano, de nome Sergio Leone.

Junto a Leone, o ator que fez seu primeiro filme em 1961 (de nome Sotto Dieci Bandieri) também foi decisivo para a criação do western spaghetti, dando vida aos vilões dos dois primeiros trabalhos da Trilogia dos Dólares: Por um Punhado de Dólares (interpretando Ramón Rojo, em 1964) e Por uns Dólares a Mais (interpretando El Índio, em 1965).

Fora estas duas obras-primas em harmonia com Leone, Gian Maria Volonté também participou de Faccia a Faccia (Sergio Sollima, 1967) e Uma Bala Para o General (Damiano Damiani, 1966).

O ator morreu em 1994, na cidade grega de Florina.

7 de abril de 2012

Requiescant in Pace, Braña!

(1934-2012)

Mesmo sem receber créditos na maioria dos filmes, Frank Braña participou das principais produções do western spaghetti... E isso basta!

Nascido sob o nome de Francisco Braña Pérez na região espanhola de Asturias, por volta do dia 24 de fevereiro de 1934, o dedicado ator e entusiasta dos cinemas italiano e espanhol veio pela primeira vez às telonas com Café de Chinitas (Gonzalo Delgrás, 1960), interpretando o papel principal da fita.

Infelizmente, ao contrário do pontapé inicial, o restante de seus desempenhos em outros projetos nunca vingaria o talento de “Paco” (como foi apelidado) para a atuação, sendo normalmente afastado para personagens cada vez mais silenciosos e desaparecidos, os quais não exigiam muito do ator. Sendo assim, Braña era muitas vezes eliminado dos créditos finais de determinados filmes!

Apesar da má sorte, ele foi conquistando seu espaço no cinema europeu, aderindo às produções do gênero intitulado western spaghetti, no qual figurou por aproximadamente 60 filmes. Dentro dele, operou ao lado de Clint Eastwood e Sergio Leone em Por um Punhado de Dólares (1964) e nos outros dois filmes que finalizariam a afamada Trilogia dos Dólares, além da obra-prima de Era uma vez no Oeste (1968).

O ator morreu em 13 de fevereiro de 2012 – onze dias antes de seu aniversário – em Madrid, Espanha.

Em uma contagem final, foram mais de 160 atuações prestadas para os mais diversos gêneros cinematográficos, ganhando maior apreciação e destaque através do eurowestern. Abaixo estão suas participações cruciais:

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Trilogia dos Dólares: Por um Punhado de Dólares, Por uns Dólares a Mais e Três Homens em Conflito (Sergio Leone, 1964-1966)

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Quando os Brutos se Defrontam (Sergio Sollima, 1967)

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Era uma vez no Oeste (Sergio Leone, 1968)

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O Dia da Desforra (Sergio Sollima, 1968)

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Descanse em paz!