30 de outubro de 2010

Os Brutos também amam

Os Brutos também amam

(Shane)

Direção: George Stevens

Roteiro: A.B. Guthrie Jr.

Produção: George Stevens

Ano: 1953

Elenco: Alan Ladd, Jean Arthur, Van Heflin, Brandon De Wilde…

Duração: 118 minutos

Um dos westerns mais consagrados dos Estados Unidos, capaz de desbancar os de John Wayne apenas pela sua história.

Análise: Se fossemos analisar o título do filme já teríamos uma noção maior do que a necessária. Nos Estados Unidos isto já não é tão relevante, porque eles levaram em conta o nome do protagonista do filme (Shane). Os cenários marcantes – realizados próximo às montanhas de Grand Teton e Big Bear Lake - e a história da trama são fundamentais para que o filme fosse levado ao sucesso. Já nos dias atuais, só possui sucesso entre as pessoas mais velhas, e com certeza, essas pessoas foram marcadas pela obra-prima do cinema americano. Na época em que foi realizado, o bangue-bangue americano vivia seu auge – principalmente com o consagrado John Wayne - porém Shane veio para acabar com o imperialismo do herói dos filmes americanos.

O que realmente impressiona é a marcante atuação do garoto Joey Starrett (Brandon De Wilde, na época com 11 anos), que também foi algo fundamental para o sucesso e para o desenrolamento da história. O menino simplesmente se apaixona por Shane (Alan Ladd), por ser um cara durão no começo do filme, mas com um bondoso coração. É então que ele deseja ser como Shane e até o tem como inspiração para o futuro. Curiosamente, os dois até possuem uma relação de pai e filho. Isto tudo começa quando Shane chega ao pedaço de terra da família Starrett, passando a ajudá-los, evitando encrencas e trabalhando para a subsistência de todos da família. Na verdade, não sabemos, a qual papel Shane mais é ligado: ao daqueles típicos heróis do faroeste ou de um homem que apenas queria o bem para uma família honesta. É um grande mistério, durante todo o filme.

Marian (Jean Arthur) chegava a pedir para Joey não se apegar muito ao misterioso homem, já que ele poderia decepcioná-los. Porém a afetividade do garoto com Shane ficava mais aparente com o decorrer do filme. Algumas passagens são importantes para que isto aconteça. Uma delas é a que Shane e o pai de Joey – Joe (Van Heflin) – brigam no bar. O garoto se encanta ao ver os dois unidos batendo nos adversários. Outra passagem é a que Shane ensina Joey a atirar. Tudo isso aumenta o amor do menino com o protagonista. O mesmo acontece com Marian, que mostra um amor de gratidão por Shane.

O que faltou neste filme para ser totalmente completo foi uma trilha sonora de melhor qualidade. Os westerns americanos já não ligavam tanto para este detalhe como os italianos (principalmente os de Sergio Leone). A trilha de “Os Brutos também amam” foi composta pelo americano Victor Young.

Um dos melhores faroestes americanos que já assisti, com uma história de encher os olhos de lágrimas, misturando amor e gratidão, onde os tiroteios são quase sempre apagados pelo olhar incrédulo do garoto Joey.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 10.

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

27 de outubro de 2010

Agradecimentos...

Hoooooowdy amigos! Camilo aqui! Primeiramente estou realizando esta postagem, pois andei verificando nos parâmetros do blog, e vi que completamos exatamente 1 mês segunda-feira, no dia 25 de outubro, e que já temos mais de MIL E DUZENTAS VISUALIZAÇÕES!!!!

Eu gostaria de agradecer extremamente a vocês, nação do velho oeste! Vocês realmente mudaram minha vida, e aposto que a vida do Bruno também, pois a partir desse blog, aprendemos realmente o quanto esse assunto é interessante, mais uma vez muito obrigado!

"Roubar é fácil, guardar o dinheiro que é difícil."

Hoooowdy! Agora é o Bruno. Não há muito de diferente para falar. A fala do Camilo acima já diz tudo: apenas dizer obrigado a todos vocês. Realmente isto mudou nossa vida (e talvez até a de vocês), por terem um blog um tanto quanto “diferente”, por analisar filmes antigos, alguns desconhecidos para vocês. Então, é isso! Vamos em busca de mais leitores para mais um mês de vida. Obrigado, novamente!

“Eu gosto de homens grandes e gordos, como você. Quando caem, fazem mais barulho.”

24 de outubro de 2010

Rastros de ódio

(The searchers)

Direção: John Ford

Roteiro: Frank S. Nugent (Baseado no romance de Alan Le May)

Produção: Cornelius Vanderbilt Whitney

Ano: 1956

Elenco: John Wayne, Vera Miles, Natalie Wood, John Quallen, Ward Bond …

Duração: 119 minutos

Com cenários memoráveis e com uma marcante atuação de Wayne, um filme que realmente revolucionou a historia de todos os westerns.

Análise: Com uma combinação perfeita de drama, comédia e amor, Jonh Ford realiza uma de suas melhores e mais maduras obras feitas em sua carreira. Como prova disso, este filme saiu em uma pesquisa realizada pela AFI em 2008 como o melhor filme de todos os tempos. Como todos que acompanham a carreira de Wayne, sabem que sim, foi sua melhor atuação e ganhou de qualquer filme que ele já fez.

John Wayne faz o papel de Ethan Edwards, um ex-soldado confederado, que volta para casa após sua participação na guerra civil. Apesar de fazer o papel de um homem frio e durão, Wayne tem um coração enorme e sensível, que podemos ver logo no início do filme, quando ele resgatou Martin Pawley, em um massacre contra os índios no meio da guerra, um mestiço de branco com índio, que passa quase toda sua vida sendo cuidado pela família Edwards.

Apesar de não se darem muito bem, Ethan e Martin se amam, e ficam mais unidos ainda, quando Índios comanches invadem e queimam a casa da família Edwards, matando quase todos de sua família, menos Debbie, que é sequestrada por eles e levada para sua aldeia.

Determinado a vingança, e matar o famoso cacique Scar, responsáveis pelo massacre, Ethan e Martin saem em uma viagem sem tempo determinadopara resgatarem Debbie.

Após cinco longos anos viajando, a dupla começa a achar pistas, e por fim descobre onde esse cacique Scar anda se escondendo todo esse tempo.

Então, resolvem ir até a casa da namorada de Martin, para descansar um pouco, e montar uma pequena tropa para invadir a aldeia em que Scar está abrigado. O que não sabem, é que Debbie não é mais uma criança, já quase uma mulher, com 14 anos, após ser criada com os índios, ela já era uma comanche. Com raiva, Ethan “esquece” de Debbie, e a única coisa que vem em sua cabeça, é o ódio e a vingança, que o consumia aos poucos.

Martin, como é o coração mole da história, decide entrar na aldeia infiltrado primeiro, para resgatar Debbie, começando um tiroteio, o jovem é surpreendido por vários índios armados, levando Wayne e sua pequena “tropa” a invadir a aldeia e matar todos os índios.

Com sucesso, eles conseguem resgatar Debbie, após uma longa viagem de cinco anos, com um dos fins mais bem consagrados da historia cinematográfica de todos os tempos, a dupla leva Debbie para casa são a salvos e com orgulho no coração.

Também, não podendo deixar de falar sobre sua musica tema, que foi uma das melhores já aplicadas nos westerns americanos, é de arrepiar os pelos do corpo, sem mais delongas, um dos melhores westerns de todos!

Para mim, um filme que realmente marcou minha vida, e com certeza, o melhor filme de western que eu já assisti .

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 11.

ANÁLISE FEITA POR CAMILO BICUDO.

23 de outubro de 2010

Era uma vez no Oeste

Era uma vez no Oeste

(Once Upon a Time in the West)

Direção: Sergio Leone

Roteiro: Sergio Donati, Sergio Leone, Bernardo Bertolucci, Dario Argento

Produção: Bino Cicogna e Fulvio Morsella

Ano: 1968

Elenco: Charles Bronson, Henry Fonda, Jason Robards, Claudia Cardinale…

Duração: 165 minutos

Se alguém ainda duvida da genialidade de Sergio Leone ainda não assistiu à sua última trilogia, a qual este filme está incluído.

Análise: Sergio Leone começa uma nova trilogia. Novamente espetacular, porém deixando de trabalhar com Clint Eastwood e outros atores renomados do cinema western. Pra variar, Leone também revelou outros atores que serviriam para o o gênero, como Charles Bronson, o qual estaria neste filme para substituir o protagonista da anterior trilogia (Clint). Sergio Leone também mostra, nesta trilogia, mais uma de suas características - que já havia sido apresentada em “Três Homens em Conflito” -, os filmes compridos. Todo mundo diz: “Quantidade não é qualidade”, mas, nos filmes de Sergio Leone esta frase não poderia ser aplicada. O diretor italiano não mudou seu estilo de dirigir, usando sempre suas características principais (largos momentos silenciosos, muita tensão e grandes impactos). Também não mudou a trilha sonora. Sim, é o ragazzo Gennio Morricone quem aparece. De novo, a trilha sonora de um filme de Leone é fantástica. E, se vocês perceberem, Sergio Leone sempre deu atenção a este recurso, às vezes tão importante quanto às próprias imagens dos filmes. Em “Era uma vez no Oeste”, o diretor italiano utilizou uma música para cada personagem, por exemplo, em uma cena que aparecia o personagem Gaita, sua música-tema era tocada. Também deu mais importância aos volumes da natureza, já que não existiam muitas falas no filme em geral; algumas vezes acabaram aparecendo o volume dos pássaros e do vento ao fundo, além dos tiros que eram disparados.

Algo que diferencia este filme dos outros de Leone é a plástica usada pelo diretor. Ele demorava o tempo que era preciso para encontrar UM plano de câmera, em busca do máximo perfeccionismo. O caráter perfeccionista do diretor ia mais além ainda: para ter noção, ele via com todos os detalhes o pó das roupas dos personagens. Sergio Leone mostra - além da própria história do filme - a história da industrialização, com a construção de estradas de ferro e outras tecnologias que surgiam na época. As filmagens aconteceram no lendário cenário de Monument Valley, Estados Unidos. Era um dos locais preferidos do também lendário John Wayne.

A cena inicial é, em minha opinião, uma das mais perfeitas dos filmes de Sergio Leone: mostrando em apenas uns minutos a sua genialidade. Três homens chegam a uma estação de trem; não se sabe o que querem. Os três param e por um longo tempo fazem ações diferenciadas. Enquanto um senta na cadeira, outro vai para baixo de uma caixa de água e o outro fica de pé, parado. O som das imagens passa a ser fundamental. O homem sentado começa a ser atrapalhado por uma mosca, a qual consegue ser tão chata no filme quanto na vida real; gotas de água pingam na cabeça do homem embaixo da caixa de água. As imagens vão se alternando, os sons também. Tudo isso acontece em uma única cena, sem fala alguma. O que falar de Sergio Leone? Não há palavras.

Já outras cenas surpreendem pelo tamanho de tensão que carregam ao mostrar seu desfecho. Também é o caso da cena inicial - porém mais adiante da cena descrita acima - em que “O Gaita” (Charles Bronson) aparece atrás de um trem, após o som de seu instrumento soar. Acontece a mesma coisa quando ele está no escuro de um bar e um homem com algemas (Cheyenne) sacode o lampião para vê-lo, sentado e tocando sua gaita. Após esse momento, Cheyenne pega a pistola que estava em cima da mesa e joga aos pés de Gaita, perguntando ironicamente: “Você sabe tocar música ou sabe atirar?” Gaita apenas vira o revólver para o homem e volta a tocar. Para completar a cena, o homem com nome de instrumento vê o casaco de um dos membros da gangue de Cheyenne e uma conversa é aberta:

Cheyenne – Você se interessa pela moda, Gaita?

Gaita – Uma vez vi três casacos como esse, esperando por um trem. Dentro deles, havia três homens.

Cheyenne – E daí?

Gaita – Dentro dos homens havia três balas.

Não há o que dizer, apenas: uma cena completamente perfeita! Quando fala a respeito dos homens, Gaita se referia à parte inicial do filme, em que três homens se confrontam com ele e então levam um tiro cada. Como vocês já devem ter percebido Sergio Leone sempre utilizou um humor ácido - não só neste - mas também em outros filmes, porém é neste em que este recurso fica mais aparente. O motivo disto não é tão complicado de se explicar, já que em um filme de faroeste o que mais predomina nos diálogos são as gozações frequentes dos personagens. Uma mudança de Leone neste filme foi à importância de uma mulher em seu roteiro: o italiano nunca havia dado um papel tão importante para uma mulher em qualquer um de seus filmes. Para este, Claudia Cardinale foi a responsável por desempenhar o papel de uma ex-prostituta que saiu de Nova Orleans para casar-se com um rico homem, Brett McBain. Porém, quando chega na casa de seu futuro marido, todos haviam sido mortos, inclusive seus filhos.

Sobre o final, acho que nem preciso comentar nada. Todos os filmes de Sergio Leone possuem um final fantástico. Especialmente os de faroeste, com duelos de tirar o fôlego. Com “Era uma vez no Oeste” isto não foi diferente. É conferir no vídeo:

Logo em seu lançamento, “Era uma vez no Oeste” não ganhou sucesso esperado, o que culminou no corte de algumas cenas, diminuindo o filme em 20 minutos. Foi o primeiro da nova trilogia de Leone, antes de “Quando Explode a Vingança” e de uma das maiores obras-primas do diretor italiano: “Era uma vez na América”. Como dito na minha análise anterior, “Era uma vez no Oeste” está empatada com “Três Homens em Conflito”.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 11.

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

16 de outubro de 2010

O Homem Sem Nome


(High plains drifter)

Direçao: Clint Eastwood

Roteiro: Ernest Tidyman

Produção: Robert Daley

Ano: 1972

Elenco: Clint Eastwood, Verna Bloom, Marianna Hill, Mitch Ryan …

Em uma violenta história de um homem sem nome, Clint Eastwood faz uma perfeita e violenta atuação, um clássico Bang-Bang americano.

Introdução: O homem sem nome (Clint Eastwood), chega na cidade de LAGO, temido por todos, esse corajoso homem mata qualquer um que ousa apontar a arma para ele. Nesta cidade, todas são pessoas fiéis e trabalhadoras, mas, a cidade fica um caos com a chegada do “Homem sem nome”. O detalhe da história é, que, ele não esta nessa cidade para fazer o caos, e sim ajudá-la a realizar uma emboscada para matar os três temidos bandidos que saíram da prisão da cidade à pouco tempo e pretendem acabar com a cidade.

Análise: Com ótimos efeitos especiais, o filme surpreende qualquer um que ver as explosões de dinamite que ocorrem em várias cenas. E também com muita violência, este é um filme em que todos os tipos de Westerns são aplicados em um filme só.

O filme se inicia mostrando o Homem sem nome entrando na cidade de LAGO, assustando todos os moradores com seu temível olhar. Após chegar na cidade, ele vai até a barbearia, onde três homens chegam com a intenção de expulsa-lo da cidade de um jeito ou de outro. Sacando suas armas, os três homens são surpreendidos quando O temível homem sem nome saca seu revolver e mata cada um deles em um piscar de olhos.

O xerife da cidade, vendo que existe um toque de bondade em todo aquele ódio, pede que ele ajude a cidade a se defender dos três temidos bandidos que estavam à solta, dando em troca, tudo o que ele desejaria, isso mesmo, TUDO, inclusive todo o dinheiro da cidade, então já começando a dar ordens a todos, ele bola uma emboscada, que por fim não deu certo, pois nenhum dos moradores colaboraram com ele como pedira, tendo que fazer todo o trabalho por si próprio.

Após os bandidos invadirem a cidade, o homem sem nome mata friamente, um por um, sendo que os três possuem uma morte diferente da outra, um é chicoteado até a morte, o outro é enforcado e o último tem o pescoço degolado pelo chicote.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 9,5

ANÁLISE FEITA POR: CAMILO BICUDO

Três Homens em Conflito

Três Homens em Conflito
(The Good, The Bad and The Ugly)

Direção: Sergio Leone

Roteiro: Agenore Incrocci, Furio Scarpelli, Luciano Vincenzoni, Sergio Leone

Produção: Alberto Grimaldi

Ano: 1966

Elenco: Clint Eastwood, Eli Wallach, Lee Van Cleef...

Duração: 161 minutos

A maior obra-prima do western spaghetti vem recheada com um sabor de Sergio Leone e um elenco para satisfazer qualquer olhar crítico

Análise: Três Homens em conflito (título no Brasil) é o último filme da tão aclamada “Trilogia dos dólares”. Até ali, o estilo de Leone para dirigir um filme já estava definido: close nos rostos suados e sujos, um bom tempo sem qualquer fala, ótimos enquadramentos em busca do perfeccionismo, humor ácido, momentos que pegam o espectador de surpresa com cortes emocionantes e um ótimo suspense no ar, com as músicas do maestro Ennio Morricone. Tudo que o cinema do “bangue-bangue” merece.

O filme é considerado a obra-prima do faroeste, tanto por causa da direção do italiano Sergio Leone, quanto pelo elenco clássico: Clint Eastwood interpreta o papel de Blondie (Loirinho) e também é apresentado como “O Bom” (que, apesar do nome, não é tão bom assim); Lee Van Cleef é Angel Eyes (Olhos de Anjo) e também “O Mau” (este sim merece o nome que recebeu); e o papel do “Feio” (cujo verdadeiro nome no filme é Tuco Benedicto Pacífico Juan-Maria Ramirez) fica para Eli Wallach, atuando espetacularmente e sendo o principal ator da trama, conseguindo ser engraçado e ao mesmo tempo vingativo, chamando a atenção de todos.

Em sua primeira hora, tudo é mostrado referindo-se com os personagens (suas características principais, seus costumes, etc) e por isso o filme só passa a ter sentido depois. Com uma introdução de quase três minutos, mostra-se o nome de todos os participantes da obra cinematográfica; os dez minutos iniciais do filme não possuem nenhuma fala. O primeiro tiroteio acontece para apresentar Tuco, o Feio, o qual mata dois dos três caçadores-de-recompensa que tentavam pegá-lo. Depois é Angel Eyes, o Mau, mostrando sua crueldade e voracidade, tudo apenas para ver dinheiro na frente. E por último é Blondie, o Bom, salvando Tuco de uma armadilha, porém entregando-o para a justiça e recebendo uma boa grana. Após isso, os dois se juntam para ganhar dinheiro: Tuco era levado por Blondie para ser enforcado, o loirinho recebia a recompensa, e justo na hora do enforcamento, ele salvava Tuco, dividindo o dinheiro com seu parceiro. E é a partir desta união que as trapaças começam: Blondie deixa Tuco no meio do deserto, sem água e muito longe da cidade. O sujeito consegue sobreviver, volta para a cidade e faz o mesmo com Blondie. Daí que eles descobrem Bill Carson, falso nome de Jackson, o qual escondia um tesouro em um cemitério. Enquanto Blondie sabia a campa em que ficava o tesouro, Tuco sabia qual era o cemitério e Angel Eyes apenas queria saber onde Bill Carson se escondia, para saber estas duas pistas já descobertas por Blondie e Tuco. Por conta do tesouro, a rivalidade e as trapaças passam a ser maior do que a falsa amizade que existiam entre eles. Após esta primeira hora de filme interpretada anteriormente, tudo passa a ter sentido, já que a partir dali o filme gira em torno dos três pistoleiros em busca do tesouro. Mesmo que o filme possua quase 3 horas, você não vê a hora passar, tudo é feito inteligentemente, para prender a atenção, sem deixar que a pessoa se canse facilmente.

Outro fator importante para o filme é a trilha sonora. Ennio Morricone se superou neste filme, sendo a trilha sonora mais conhecida de todas as suas obras já feitas. Talvez até mesmo alguém que não tenha assistido ao filme conheça a faixa principal, interpretada abaixo pela “Orquestra de Ukuleles da Grã-Bretanha”:

Outra característica impossível de se deixar passar é a capacidade de organização da equipe: lugares das filmagens, figurinos da época, escolha dos atores, roteiro, trilha sonora, etc...

Já no fim do filme, cenas marcantes em um curto período de tempo são mostradas, como a explosão da ponte, o soldado morrendo e o duelo final. Aliás, o duelo final é magnífico, como todo o filme. Enquanto a música toca ao fundo, os três pistoleiros se ajeitam em seu canto no centro do cemitério. Olhares frios, severos, concentrados e mais que tudo: importantes. A música para. É agora? Não. Você se prende mais ao filme. A música volta a tocar. Mais suspense, mais olhares. É agora? Ainda não. A mão se aproxima cada vez mais da arma... e quando você vê, já foi. O Mau no chão, morto pelo Bom, o Feio tentando, mas sem nenhuma bala, trapaceado pelo seu “amigo” Blondie. Dois sobreviventes do trio mais marcante da história do cinema western. O final de tudo é ver nos vídeos a seguir.

Se vocês assistirem, ficarão em suas mentes cada detalhe que o filme passa, o enredo inteiro em sua cabeça, as músicas de Morricone, as características dos três personagens e muito mais. É, na minha opinião, o melhor filme de faroeste de todos os tempos, empatado com "Era Uma Vez no Oeste"!

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 11.

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

15 de outubro de 2010

Motivo do atraso de filmes do Camilo



Howdy amigos!

Camilo aqui! Bom, como vocês podem ver, não ando mais postando minhas análises por muitos motivos. Estou sem filmes em casa para analisar, mas isso não irá ser problema mais, pois estou fazendo downloads de muitos filmes interessantes.

O próximo filme que irei analisar (muito breve!), será "High Plains Drifter" dirigido e estrelado por nada mais nada menos que Clint Eastwood.


Me desculpem pelo atraso, nação do velho oeste!

9 de outubro de 2010

Pat Garrett & Billy The Kid

Pat Garrett & Billy The Kid

Direção: Sam Peckinpah

Roteiro: Rudy Wurlitzer

Produção: Gordon Carroll

Ano: 1973

Elenco: Kris Kristofferson, James Coburn, Bob Dylan…

Duração: 122 minutos

Película que conta a trajetória de dois famosos do oeste americano: Billy The Kid e Pat Garrett. Além disso, Bob Dylan participa no elenco e na trilha sonora. Quer mais motivos para assistir a este filmaço?

Análise: Dois amigos que gostavam de farra. Sim, gostavam. Os dois tomaram rumos diferentes. E é isto que o filme planeja mostrar: a trajetória dos dois mais conhecidos personagens do velho-oeste americano. Enquanto Billy The Kid continuou na tal farra, Pat Garrett tornou-se xerife da cidade de Lincoln e seu compromisso era capturar ou matar seu ex-companheiro. Os diálogos são característicos do faroeste, com poucas palavras e muitas ironias.

O filme, apesar de trazer muitos recursos ótimos para a época em que foi feito, foi muito criticado e não obteve o público que deveria, já que a pressa dos produtores cresciam cada vez mais sobre o diretor Sam Peckinpah, levando à prejudicar o resultado final. Além disso, os problemas são maiores: adulteração do filme pelo estúdio, alto orçamento, filme com o tempo estourado, etc... Traduzindo: fracasso de público e uma má recepção da crítica.

As gravações aconteceram em Durango, México. O filme merece ser destacado pela participação de Bob Dylan. Um dos maiores ídolos da música folk participou representando um misterioso personagem de nome Alias, que se tornou membro da gangue de Billy e também compôs toda a trilha sonora, a qual é uma das melhores coisas do filme. A imagem é totalmente visível, límpida, sem nenhum problema.

A introdução é fantástica, com a alternância de imagens coloridas do passado (1881, mostrando a gangue de Billy atirando em galinhas) e em sépia, do futuro (1909, mostrando a morte de Pat). À medida que isto acontece, os personagens vão aparecendo, a imagem paralisa e seus nomes são mostrados na tela. Após essa introdução, Pat dá o prazo para Billy sair da região, já que seu trabalho a partir daquele momento seria caçá-lo. Logo aos 10 minutos de filme, temos um tremendo tiroteio e a captura de Billy, porém este fugiria da prisão mais tarde.

Em algumas cenas, o filme apresenta uma lentidão, para percebermos corretamente todos os detalhes da imagem. No geral, temos um filme melancólico e que cheira à morte, do início ao fim. Isso é mostrado com tiroteios, sangue, covardia e crimes.

No vídeo abaixo, temos o tiroteio entre os amigos de Pat Garrett contra alguns dos amigos de Billy The Kid, o qual possuem informações sobre ele. E também, temos a música “Knockin’ On Heaven’s Door” sendo tocada. Na minha opinião, esta é a melhor música folk de todos os tempos e a cena é triste.

O filme é ótimo e merece ser visto – e ouvido – completamente, todos os seus 122 minutos, sem deixar nenhum detalhe pra trás. Complemento dizendo também que a maior parte do filme dedica-se à perseguição que o xerife Pat Garrett aplica ao seu ex-amigo Billy The Kid.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 9,0

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

8 de outubro de 2010

Download dos filmes

Como já dito no primeiro post do blog, provavelmente eu colocaria os links para que os leitores pudessem baixar os filmes analisados. E cá estou eu, Bruno Barrenha, cumprindo com minha palavra. Abaixo seguem os links dos três filmes já analisados, e mais um, o qual será analisado amanhã. Também é importante dizer que os arquivos só poderão ser baixados pelo programa utorrent. Caso não tenham, cliquem aqui e baixem. Bons filmes!


Butch Cassidy & Sundance Kid


Por uns dólares a mais


Por um punhado de dólares



OBS.: Hoje não terá análise. Camilo estará viajando e não poderá postar.
Amanhã o filme analisado será Pat Garrett & Billy The Kid. O link dele está logo acima.




2 de outubro de 2010

Por um punhado de dólares


Por um punhado de dólares

(For a fistful of dollars)

Direção: Sergio Leone

Roteiro: Victor Andrés Catena, Sergio Leone, Jaime Comas Gil, A. Bonzzoni

Produção: Arrigo Colombo, Giorgio Papi

Ano: 1964

Elenco: Clint Eastwood, Gian Maria Volonté, José Calvo…

Duração: 100 minutos

Você já ouviu falar em western spaghetti? Não? Preste atenção, este gênero começa a partir deste filme

Análise: O filme é inspirado em Yojimbo (1961), comédia do importante diretor Akira Kurosawa. O japonês, inclusive, teimou em receber um punhado de dólares por isso, dizendo que o filme italiano seria um remake do seu. Pois bem, insistiu tanto que conseguiu uma fatura de cem mil dólares. Além de faturar tudo isso, ainda soltou uma piada irônica: “Consegui mais dinheiro processando o Leone do que com meu próprio filme”.

“Por um punhado de dólares”, o primeiro filme da Trilogia dos dólares apresenta ao mundo o western spaghetti. Estes filmes eram feitos na Europa e, no início, eram vistos como produções baratas - e que até recebiam os nomes de “faroestes B” -, já que os faroestes feitos nos Estados Unidos deveriam ser o A. Apesar disso, o western spaghetti conquistou seu lugar com honra e também trouxe para o mundo um dos mais espetaculares diretores do mundo cinematográfico - Sergio Leone - e um grande ator - Clint Eastwood, o qual só participou da trama porque iria conhecer a Espanha e Itália, sem imaginar que faria um sucesso estrondoso.

No filme, Clint interpreta um forasteiro de poucas palavras e sem nome, mas que alguns o creditaram como Joe. Ao chegar na cidade de San Miguel, ele se confronta com muita violência, medo da população e duas gangues inimigas: Baxter e Rojos. Observando isso, o forasteiro vê que pode conseguir muito dinheiro, oferecendo seu serviço às duas gangues.

O enredo te leva para dentro do filme; as cenas são envolventes e com certo suspense. Sem falar da trilha sonora: Ennio Morricone, o grande músico do faroeste, participando dos filmes de Leone desde o começo.

A película passa a ficar mais agitada em sua segunda parte, com os acontecimentos se desenvolvendo mais depressa. Uma das partes importantes são as cenas feitas à noite, onde o diretor italiano saiu-se muito bem com a iluminação, deixando tudo claro às vistas do espectador.

Importante dizer também sobre a parte final do filme, em que Joe vai duelar com os membros de uma das gangues da cidade de San Miguel, a gangue dos Rojos. Ele utiliza uma peça de metal sobre o peito, coisa que Ramón (Gian Maria Volonté), líder da gangue, também fazia ao decorrer do filme. Ao disparar diversas vezes com um rifle no peito de Joe, Ramón se surpreende por não ver seu rival morto. Ao tirar a peça do peito, Joe e Ramón travam um duelo sincero, com o forasteiro se dando bem e salvando seu amigo que o ajudou desde que chegou à cidade de San Miguel, Silvanito (José Calvo).

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 8,5

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA

1 de outubro de 2010

Por uns dólares a mais


(For a few dollars more)

Direção: Sergio Leone

Roteiro: Fulvio Morsella

Produção: Arturo González

Ano: 1965

Elenco: Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Gian Maria Volonté...

Duração: 131 minutos

Uma história que fala sobre amizade, coragem e vingança, Clint Eastwood e Lee Van Cleef atuam perfeitamente juntos em um clássico filme de velho-oeste

Introdução: Um filme que fala sobre dois caçadores de recompensa: Monco (Clint Eastwood), Coronel Douglas Mortimer (Lee Van Cleef); e sobre um frio e cruel assassino: Índio (Gian Maria Volonté). Os dois primeiros homens citados se encontram pelo mesmo motivo: ambos queriam matar Índio, mas o detalhe é que Monco queria matá-lo apenas pela sua recompensa (Dez Mil Dólares) e o Coronel Douglas, apenas por vingança, pois Índio havia assassinado sua irmã há alguns anos atrás.


Análise: Com uma nitidez muito boa, com um ótimo posicionamento das câmeras e principalmente com uma trilha sonora de arrepiar os pelos de todo o corpo, este filme de velho-oeste surpreende muito com seus magníficos cenários e grandes tiroteios. Nessa longa metragem, Sergio Leone também envolve no meio da ação/aventura, uma comédia e também, certo toque de ironia.



O filme se inicia mostrando Coronel Douglas caçando suas recompensas,matando criminosos e pegando o dinheiro nos bancos. Com um ódio persistente por Índio, ele está determinado a matá-lo de qualquer jeito. Quando fica sabendo que Índio foge da prisão, ele imediatamente procura saber qual é o banco mais “difícil deser roubado” pela região, pois sabe que Índio irá para esse banco para realizar mais um assalto. Isto leva a ele ir a uma cidade chamada “El Paso”, onde coincidentemente encontra um caçador de recompensas rival: Monco.


Os dois têm uma conversa, e descobrem que estão interessados pelo mesmo peixe, então resolvem se aliar para bolarem uma emboscada, para matarem Índio e dividirem a recompensa.


Monco acaba se infiltrando na gangue de Índio após libertar um de seus comparsas da prisão. Então eles vão para o banco de El Paso e realizam o roubo do cofre, contendo mais de meio-milhão de dólares.

Índio ordena que todos de sua gangue fujam para uma cidade chamada Águas Calientes.

Os dois caçadores se encontram novamente nessa cidade, assim realizando uma emboscada para Índio, acontecendo o duelo final, que sinceramente realmente me surpreendeu! No final Coronel Douglas consegue matar Índio e despensa sua parte da recompensa, apesar disso, foi embora satisfeito, pois tinha realizado o que queria desde a morte de sua irmã.



MINHA NOTA PARA O FILME: 9,0


ANALISE FEITA POR CAMILO BICUDO