Película de faroeste do ano de 1943, escrita por Lamar Trotti em uma adaptação literária; é dirigida por William A. Wellmann e conta com um elenco de peso, estrelando um dos maiores atores estadunidenses: Henry Fonda, o eterno vilão de Era uma vez no Oeste. Hoje o filme passa despercebido entre outros faroestes existentes na sétima-arte, passando a ser ocultado por outros clássicos mais conhecidos; no enanto, o que poucos sabem é que ele concorreu ao Oscar de "Melhor Filme", no ano de 1944. Mesmo sem sair com a estatueta da premiação, é um dos grandes clássicos norte-americanos! Para ver sua crítica, escrita pelo membro do blog Thierry Vasques, basta clicar AQUI.
30 de junho de 2011
Pôster: Consciências Mortas
Película de faroeste do ano de 1943, escrita por Lamar Trotti em uma adaptação literária; é dirigida por William A. Wellmann e conta com um elenco de peso, estrelando um dos maiores atores estadunidenses: Henry Fonda, o eterno vilão de Era uma vez no Oeste. Hoje o filme passa despercebido entre outros faroestes existentes na sétima-arte, passando a ser ocultado por outros clássicos mais conhecidos; no enanto, o que poucos sabem é que ele concorreu ao Oscar de "Melhor Filme", no ano de 1944. Mesmo sem sair com a estatueta da premiação, é um dos grandes clássicos norte-americanos! Para ver sua crítica, escrita pelo membro do blog Thierry Vasques, basta clicar AQUI.
29 de junho de 2011
Crítica: Consciências Mortas

The Ox-Bow Incident
(Consciências Mortas)
Direção: William A. Wellman
Roteiro: Lamar Trotti
Produção: Lamar Trotti
Ano: 1943
Elenco: Henry Fonda, Dana Andrews, Anthony Quinn...
Duração: 75 minutos
Com um ótimo roteiro adaptado por parte de Lamar Trotti, só bastou o diretor William A. Wellman realizar um filme quase perfeito para sua época.
Análise: Consciências Mortas é um western americano cujo roteiro é baseado no romance de Walter Van Tiburg Clark, contando com vários grandes nomes do cinema norte-americano, sendo ainda famoso por sua história interessante e diferente. Foi nomeado para o Oscar de "Melhor Filme" do ano de 1944.
A película logo começa com dois forasteiros - Art Croft (Harry Morgan) e Gil Carter (Henry Fonda) - chegando à cidade de Brigder’s Wells e encontrando os moradores furiosos pelos recentes roubos de gado. Mais tarde, os cidadãos de Brigder’s Wells descobrem que Kinkaid, um bom homem cristão, havia morrido e ficam ainda mais furiosos, assim criando um grupo para tentar capturar os assassinos e os ladrões de gado, os quais eles pensam serem os mesmos. No canyon de Ox-Bow, o grupo acha três homens suspeitos: Donald Martin (Dana Andrews), Juan Martínez (Anthony Quinn) e Alva Hardwicke (Francis Ford). Estes homens estão com os gados em posse, que segundo Martin, foram comprados de Kinkaid, mas logo eles se tornam culpados. Após o grupo linchar os homens, é revelado que Kinkaid não estava morto e que os ladrões de gado já estavam presos.
Como visto acima, o filme conta uma belíssima história e mostra o quão irresponsável pode ser o famoso ato de "se fazer justiça com as próprias mãos sem ao menos dar chance de defesa ao ser julgado, sem dar a este a chance de tentar provar a inocência". Isto pode acabar sendo caro também para o lado que tentou fazer justiça, ficando com o peso na consciência e até se matando, como acontece no fim do filme com um integrante do grupo. Na película, podemos perceber que não se tem um ator principal, sendo todos muitos importantes para o desenrolar da história. Além disso, também há algo que acabou por "estragar" parte da obra: a introdução de Rose (Mary Hugnes), a qual é citada no começo do filme por Gil Carter, aparecendo no meio e depois nunca mais se ouvindo falar da personagem.
O roteiro Lamar Trotti conseguiu ser adaptado muito bem para o cinema, com falas de tirar o fôlego e ainda contando com ajuda da genialidade de William A. Wellman, que fez algo diferente e bom, passando uma mensagem para os espectadores: todas as pessoas merecem um julgamento justo, com provas concretas, sem serem carregadas pelo sentimento de vingança capaz de julgar outra com poucas provas.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.
26 de junho de 2011
Pôster: O dia da desforra
de entrar para o ascendente gênero do faroeste italiano, Sergio Sollima não era tão conhecido e apenas filmava películas do gênero eurospy, com detetives de codinomes numéricos impossíveis de entender; fora isso, era roteirista e escritor. Mesmo após sua fase spaghetti, atualmente ele ainda é um poeta cinematográfico obscuro dentro da sétima-arte italiana e mundial. Com alguns filmes destacáveis dentro de sua filmografia (a maioria faroeste), o diretor mostra que veio para ser diferente logo com O dia da Desforra, onde destaca assuntos fora da ideologia spaghetti e dos filmes de seu xará e expoente do "bang-bang à italiana" Sergio Leone. 25 de junho de 2011
Crítica: O dia da desforra
THE BIG GUNDOWN
(O DIA DA DESFORRA)
Direção: Sergio Sollima
Roteiro: Sergio Sollima e Sergio Donati
Produção: Edward Lewis
Ano: 1966
Elenco: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes…
Duração: 107 minutos
O western spaghetti em sua melhor época: novos e talentosos diretores aparecem, juntamente com novas maneiras de transmitir ideias e difundir os diferentes clichês do gênero.
Análise: Em meio aos clássicos do spaghetti lançados no ano de 1966, como Três Homens em Conflito (Sergio Leone) e Django (Sergio Corbucci), curiosamente surge mais um Sergio para se juntar aos diretores acima citados: desta vez é Sergio Sollima, com uma de suas obras-primas, O Dia da Desforra. Fora ele, ainda faz parte desta geração o importante roteirista de faroestes italianos Sergio Donati, responsável pela escrita deste trabalho e muitos outros, como Quando os Brutos se Defrontam (1967), Era uma vez no Oeste (1968) e Quando Explode a Vingança (1971).
Contando com a presença de elementos cômicos e do humor negro, O dia da desforra chega a ficar mais leve e, em alguns momentos, com um ar de paspalhice. A criação dessas situações chega por conta de um personagem mais do que rodado em westerns spaghettis: aquele homem engraçado, sujo, azarado e carregado de humor; exemplificando, temos o inesquecível Feio (Eli Wallach), de Três Homens em Conflito. Já no caso deste filme, quem dá alma para tal papel é Tomas Milian, interpretando o mexicano errante e procurado pela lei Cuchillo Sanchez, o qual é rápido como uma faca, porém imprestável como uma arma descarregada.
A política também é outro tema abordado pela película, sendo que dificilmente encontramos tal assunto nos filmes do gênero italiano. Ela aparece devido ao senador Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), sendo aquele que luta contra todos os bandidos possíveis, tentando deixar a região onde vive a mais limpa possível. Apesar de novamente utilizar suas famosas roupas pretas, ele é um ser mais sensibilizado comparado aos seus outros papéis (normalmente de vilão). Portanto, ao saber da existência de Cuchillo, não hesita e corre atrás do bandido trapalhão, travando conflitos e muita expectativa ao longo de todo o filme.
Como dito anteriormente, as características dos personagens de Lee Van Cleef e Tomas Milian entram para uma galeria clichê do gênero, porém eles atuam de forma magistral e ditam o ritmo do filme por completo. A direção de Sollima não surpreende, mas se mantém dentro do objetivo proposto, podendo assim ser comparada com as dos filmes norte-americanos. Já a fotografia de Carlo Carlini sabe aproveitar as cores dos desertos espanhóis de Almería. E para finalizar com chave-de-ouro, Ennio Morricone, o qual merecia um parágrafo somente seu, já que apresenta um de seus trabalhos mais completos como compositor de trilhas sonoras, quase chegando ao êxtase de emoções que proporcionou em Três Homens em Conflito; ou seja, sua música é indispensável, causando as mais diversas sensações em nós, espectadores.
Apesar de ser uma obra obscura dentro do cinema italiano, o desconhecido trabalho do novo e talentoso diretor Sergio Sollima ganhou um destaque a mais pelo uso constante do humor negro, da comicidade e da política, fugindo um pouco dos clichês do gênero spaghetti e acrescentando um patamar maior ao trabalho. Por tudo isto, o diretor quase desconhecido mundialmente impôs seu próprio estilo e se diferenciou do contexto que possuía os filmes do expoente artista e xará Sergio Leone.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.
23 de junho de 2011
Pôster: Por uns dólares a mais
Pôster de Por uns dólares a mais, segundo filme da revolucionária Trilogia dos Dólares, do diretor italiano Sergio Leone. Além disso, pode ser considerado uma das maiores obras-primas do gênero western, tanto do spaghetti quanto do popular americano. Contando com a embaraçosa trilha sonora de Ennio Morricone e com os atores Clint Eastwood e Lee Van Cleef nos papéis principais, ainda tem a estrela de Gian Maria Volonté, roubando a cena com o personagem El Indio. Para ver a crítica desta agradável obra-prima, feita por Thierry Vasques, basta clicar AQUI.
22 de junho de 2011
Vídeo: Faccia a Faccia
Crítica: Por uns dólares a mais

For a few dollars more
(Por uns dólares a mais)
Direção: Sergio Leone
Roteiro: Fulvio Morsella, Sergio Leone e Luciano Vincenzoni
Produção: Arturo Gonzalez
Ano: 1965
Elenco: Clint Eastwood, Lee Van Cleef, Gian Maria Volonté…
Duração: 132 minutos
Mais uma obra-prima de Sergio Leone, que conta com todos os bons elementos para um ótimo western spaghetti.
OBS.: Esta análise é um remake da análise do ex-membro do blog, Camilo Bicudo. Para vê-la, clique aqui.
Análise: Por uns dólares a mais é mais uma obra de arte do aclamado diretor italiano Sergio Leone, e o segundo filme da Trilogia dos Dólares. O filme, como qualquer outro bom western spaghetti, tem muita ação, tiroteios e no final um duelo, isto tudo com a genialidade de Sergio Leone e as músicas de arrepiar de Ennio Morricone. O cenário de El Paso, localizado numa região desértica de Almeria (Espanha) e feita especialmente para esta película, ainda existe e virou um parque conhecido como “Mini Hollywood”, sendo também utilizado para filmagens de outros filmes, como por exemplo Três Homens em Conflito.
O Coronel Douglas Mortimer (Lee Van Cleef) e Monco ou o Homem sem Nome (Clint Eastwood) são dois caçadores-de-recompensas que estão atrás de El Índio (Gian Maria Volonté), um perigoso assassino cuja recompensa consta de dez mil dólares. Os dois caçadores se juntam em El Paso, depois de demonstrarem suas habilidades um para o outro em uma bela cena, para conseguirem a recompensa. Monco se infiltra na gangue de El Índio e, junto com Mortimer, tentam roubar o dinheiro da gangue, o qual havia sido roubado do banco de El Paso; contudo, acabam sendo capturados. Os dois caçadores então conseguem fugir e armam uma emboscada para El Indio, conseguindo matar todos os membros da gangue. No duelo entre El Indio e Mortiner é revelado que a mulher responsável por aparecer em meio à flashbacks e se suicidou após ser estuprada por El Indio, é irmã de Mortiner. Na fase pós-duelo, Monco consegue 27 mil dólares de recompensa pelos membros da gangue, além também do dinheiro roubado do banco; já Mortimer se sente vingado e diz para que Monco fique com todo o dinheiro para ele.
A película conta com a esplêndida direção de Sergio Leone, demonstrando toda sua habilidade em ótimos planos de câmeras e em poucas falas e muita ação. Sem contar o grandíssimo elenco, com destaque para Lee Van Cleef, o qual tem clara diferença entre o seu personagem neste filme e em Três Homens em Conflito, sendo que neste o seu personagem é mais vingativo e não se importa muito para o dinheiro, enquanto no segundo ele se interessa mais por dinheiro. Não podemos de deixar de falar de Ennio Morricone que, como sempre, fez uma maravilhosa trilha sonora para o filme.
Resumindo, este é mais um ótimo filme de Sergio Leone com ótimos planos de câmeras, bela trilha sonora, bons atores, poucas falas e muita ação.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.
17 de junho de 2011
Crítica do festival: O dia da Ira

(O DIA DA IRA)
Direção: Tonino Valerii
Roteiro: Ernesto Gastaldi, Tonino Valerii e Renzo Genta
Produção: Henryk Chrosicki e Alfonso Sansone
Ano: 1967
Elenco: Lee Van Cleef, Giuliano Gemma, Walter Rilla...
Duração: 95 minutos
Análise: Decidi fazer a análise do filme O Dia da Ira (1967), pois se trata de um filme que, se pormos uma lista dos 20 spaghetti westerns essenciais, com certeza estaria inserido. Vale aqui antes fazer uma reflexão sobre esse subgênero de filmes, um dos mais depreciados e esquecidos de todos, e meu favorito.
Diferenciando-se os spaghetti westerns dos westerns tradicionais americanos dá para se ter uma noção de como sejam. Em geral, nesses filmes é construído um cenário e um enredo onde a base do filme é a violência. Enquanto os estudios americanos estavam preocupados em fazer westerns voltados para a visão romântica do cowboy, suas aventuras e emoções, havia uma geração de diretores italianos que estavam reinventando o cenário do Velho Oeste no cinema, trazendo personagens sujos, maus, cruéis, impiedosos e nem um pouco carismáticos. Este filme então trata de uma temática muito comum nesse gênero: o pistoleiro profissional ensinando seu jovem aprendiz. Scott (Giuliano Gemma) é um desafortunado limpador de ruas na cidade de Clifton no Arizona. Quando Frank Talby (Lee Van Cleef) chega à cidade, os dois iniciam uma grande amizade e Talby acaba atirando em um dos valentões que zombavam de Scott. Após isso, Talby resolve ir embora, pois está perseguindo Wild Jack, um "ex-parceiro de negócios" que lhe deve 50 mil dólares e Scott resolve acompanhá-lo. Ele quer aprender a atirar e ser rápido no gatilho para se tornar um pistoleiro como Talby. Quando os dois capturam Wild Jack, ficam sabendo que ele foi traído por alguns moradores de Clifton, que agora estão com o dinheiro. Porém as coisas se complicam para os dois pistoleiros, e eles têm que abrir caminho a balas. Mas as coisas não saem como planejado.

O Dia da Ira contém um Lee Van Cleef talvez mais mau e sádico do que o seu personagem em O Bom, o Mau e o Feio. Não apenas hábil com as armas, este consegue ser inteligente e articulador ao ponto de conseguir botar uma cidade inteira de cabeça para baixo. Giuliano Gemma está, em talvez um dos papeis mais perfeitos para ele: a imagem de um garoto prodígio, franzino e que tem muitas aspirações combina com seu estilo de atuação. Fora isso, o expectador é levado a travar um combate psicológico durante o filme, que contém um final cheio de tensão e expectativa, vale a pena ver.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR YANN CAVALCANTE PURVIS, 18 ANOS, FORTALEZA.
OBS.: veja a primeira crítica do festival, por Natalia Barrenha. Clique AQUI!
16 de junho de 2011
Crítica do festival: Sukiyaki Western Django
SUKIYAKI WESTERN DJANGO
Direção: Takashi Miike
Roteiro: Masa Nakamura
Produção: Masato Ôsaki
Ano: 2007
Elenco: Hideaki Ito, Masanobu Ando, Shun Ogari, Quentin Tarantino...
Duração: 121 minutos
Análise: Pode ser um pouco bizarro imaginar um faroeste no Japão, não? Não. Várias produções do gênero norte-americano por excelência (como o crítico francês André Bazin denominou o western) foram inspiradas por clássicos japoneses – Por um punhado de dólares (1964), de Sergio Leone, é quase um remake de Yojimbo (1961), de Akira Kurosawa, assim como Os sete samurais (1954), do mesmo Kurosawa, influenciou Sete homens e um destino (1960), de John Sturges. O cineasta japonês Takashi Miike, que em seus filmes passeia do terror à ação até incursões no mundo infantil (no IMDb constam mais de 80 produções, entre longas, médias e vídeos televisivos), tomou o caminho de volta e os westerns spaghettis são as musas de seu Sukyiaki Western Django, de 2007.
Miike é considerado o mestre da bizarrice, mas nem escoltado por este título a troca de spaguetti por sukiyaki promovida pelo diretor fluiu. O menino que perdeu o pai, a rivalidade histórica entre clãs, o forasteiro habilidoso que não se filia a nenhum lado, a guerreira que ressurge do passado e close-ups à la Sergio Leone são alguns dos clichês que enchem a caçarola de Sukyiaki Western Django, o qual pode ser descrito como paródia-homenagem de faroeste, yakuza, samurais e dramalhão. Quentin Tarantino, símbolo de releitura e reinvenção, batiza a produção atuando como narrador no prólogo, bastante estimulante, mas que prepara o espectador para algo que se espera, espera... e não vem. O grande trunfo de Miike fica mesmo nessa introdução. O resto, é pastiche que não tem graça suficiente, pós-modernismo demais, espetáculo pós-Tarantino sem a mesma força do cineasta norte-americano – lembrando que, curiosamente, Takashi é um dos grandes ídolos do diretor de Pulp Fiction (1994).
Com os nomes de Miike e Tarantino nos créditos, o filme já nasceu cult, mas faltou bastante para que o público se empolgasse de verdade. O grande destaque fica para o diretor de fotografia Toyomichi Kurita, que aproveitou bem o marrom do “homem sem nome” e as cores da bandeira japonesa na caracterização dos clãs inimigos, e que conseguiu assim recriar o clima dos westerns sem perder o fantasioso que o roteiro pedia. O filme acaba sendo, dessa maneira, uma comédia de estupendo visual onde a eventual força fica mesmo no escracho; diversão cinéfila para um domingo à tarde.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR NATALIA BARRENHA, 24 ANOS, BUENOS AIRES.
Pôster: Bull Fighter
Pôster do western fantástico e contemporâneo do ano de 2001, contando com os atores Oliver Martinez (Homem-Aranha) e Michele Forbes (Kill Bill) nos papéis principais. A direção é do dinamarquês estreante Rune Bendixen e roteiro do próprio, em parceria com Majken Gilmarin. 15 de junho de 2011
Crítica: Bull Figther

Bull Figther
(Bull Figther: Apocalipse no Texas)
Direção: Rune Bendixen
Roteiro: Rune Bendixen, Majken Gilmarin
Ano: 2000
Elenco: Olivier Martinez, Michelle Forbes, Assumpta Serna…
Duração: 90 minutos
Com poucos recursos e um tanto quanto confuso, surge mais um western atual, que como quase todos os outros não são comparáveis aos bons e antigos.
Análise: Bull Figther é o primeiro filme dirigido pelo dinamarquês Rune Bendixe, e é um western moderno misturado com o mundo da fantasia e ação. O filme foi mal-sucedido, possuindo uma história embaraçosa, porém chegando a ser interessante e original, e até tendo um elenco com alguns nomes um pouco mais conhecido, bem como Olivier Martinez, Michlle Forbes, Michael Parks (Kill Bill), Willem Dafoe (Homem-Aranha).
Jacques (Olivier Martinez), um francês que reside no México estava a treinar de toureiro em uma arena com uma carriola. Até que Laila (Domenica Cameron-Scorsese), amor de Jacques e filha de um chefão do tráfico, o surpreende e solta um touro de verdade. Laila acaba morrendo atingida pelo touro, e seu pai Cordobes (Michael Parks), começa a perseguir Jacques. Jacques acha uma velha amiga, Allison (Assumpta Serna), a qual o ajuda em sua jornada, sendo que esta iria de escapar dos capangas de Cordobes até salvar um recém-nascido, missão que foi dada a Jacques em uma visão.
Rune Bendixe contou com recursos limitados, mas até se virou bem, como podemos ver em seus planos de câmeras diferentes e interessantes; por exemplo, nas partes em que iria mudar de uma cena para outra em um lugar e com personagens diferentes, havia alternância entre as cenas até que mudava para a ultima cena, isto com uma música de suspense. A história é meio complicada, deixando quem assiste confuso, mas ao mesmo tempo diferente e até mesmo original, sendo que é um western moderno e algumas partes passadas em um mundo de fantasias.
O filme não é muito bom, porém podemos ver que tem partes que podem ser “aproveitadas”, como o elenco razoável, a direção também razoável e a originalidade da história. Tudo foi estragado pela confusão que ficou ao desenrolar do filme e aos poucos recursos que puderam ser utilizados.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.
Encerramento: Por um punhado de análises

12 de junho de 2011
Pôster: Johnny Guitar
Pôster de Johnny Guitar, faroeste do ano de 1954, dirigido por Nicholas Ray e com Joan Crawford e Sterling Hayden figurando nos papéis principais. A película foi uma das grandes responsáveis por revolucionar o gênero western e o papel feminino na sétima arte. Nela, o machismo foi posto em xeque pela figura da mulher aventureira Vienna, a qual botava medo em qualquer marmanjo, tanto do filme em si quanto dos espectadores. Além disso, é muito conhecida por ter revolucionado muitos outros filmes que seriam feitos posteriormente, como o spaghetti "Era uma vez no Oeste", de Sergio Leone. Enfim, para ver sua crítica, feita por Bruno Barrenha, basta clicar AQUI.
11 de junho de 2011
Crítica: Johnny Guitar

JOHNNY GUITAR
Direção: Nicholas Ray
Roteiro: Philip Yordan
Produção: Herbert J. Yates
Ano: 1954
Elenco: Joan Crawford, Sterling Hayden, Mercedes McCambridge...
Duração: 110 minutos
Nada de Clint Eastwood nem John Wayne: agora quem dá conta do recado é a pistoleira Joan Crawford!
Análise: O machismo sempre foi um dos temas mais abordados no gênero cinematográfico conhecido como western. Quase raramente encontramos um papel feminino como sendo o principal em tais películas. Pois é, eu disse quase! Incrivelmente, em Johnny Guitar a história é contrária e, consequentemente, o filme ganha espaço no mundo da sétima-arte por abrir novas fronteiras ao faroeste e, também, à figura feminina.
Também é possível destacar, além de Johnny Guitar, outra obra-prima do faroeste em que a feminidade pode ser encontrada: no spaghetti de Sergio Leone, Era uma vez no Oeste (1968), onde quem leva o destaque é a belíssima atriz Claudia Cardinale, representando uma figura muito parecida com a de Joan Crawford – a coadjuvante responsável por ajudar e ser ajudada pelo ator principal. Logo, nos resta dizer que Leone pode ter se inspirado em Johnny Guitar para realizar o papel de Cardinale.
Como dito anteriormente, quem toma conta do trabalho é a figura feminina, sendo representada por Vienna (Joan Crawford); ela faz o que normalmente um homem faria em outros filmes do gênero: ser dona de um saloon, utilizar palavras de calão ameaçador, carregar uma arma consigo e muito mais; entretanto, algo que mais marca seu caráter é a paixão. E é tal sentimento que desencadeará novas histórias, criando uma base para o filme em si.
Apesar de ser o faroeste que domina a trama em grande parte, é muito fácil encontrarmos lances de romance e drama, além também de alguns pouquíssimos respingos musicais e cômicos. Então, por portar tais gêneros, o elenco ainda é fortalecido por atuações de peso, principalmente por parte de Joan Crawford: aliás, não foi à toa que a escolheram para o papel principal, já que sua figura e seu jeito de atuar botam medo em qualquer marmanjo, tanto os do filme em si quanto os meros espectadores. Fora isso, a direção segura e carregada de simplicidade por parte de Nicholas Ray foi suficiente para manter a salvo o clima de tensão presente no filme, com ações demoradas a acontecer, oferecendo um prazer maior a quem gosta de diálogos memoráveis e carregados por ironia. Com isso, o roteiro de Philip Yordan se fortalece, porém também apresenta alguns erros fatais. Entretanto, ainda destaca-se a trilha sonora de Victor Young, a qual está presente em todo e qualquer momento, enriquecendo as divergentes cenas de romance, drama, comicidade e ação.
Baseado no livro de mesmo do escritor Roy Chanslor, Johnny Guitar apresenta ares que diretamente nos lembram dos tradicionais westerns norte-americanos (as roupas, a música, as falas, o andamento das cenas e muitos outros detalhes comumente associados ao gênero estadunidense). Fora o faroeste em si, o arsenal de gêneros presentes em seu interior (humor, drama e romance) ajuda-o a manter uma regularidade em cenas, não cansando o espectador em ver apenas um tipo de espetáculo, mas sim uma bela alternância entre tais estilos fílmicos.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.
9 de junho de 2011
Pôster: Os Imperdoáveis
Pôster de um dos mais notórios filmes de faroeste dos últimos tempos. Lançado em uma época onde o gênero era tido como morto, Os Imperdoáveis ainda foi responsável por colocar Clint Eastwood no mais alto patamar da sétima-arte, abrindo sua galeria de prêmios cinematográficos. Esta película ainda é considerada a maior obra-prima do diretor e ator estadunidense, sendo um dos maiores filmes do gênero conhecido como western. Para ler a crítica, escrita por Thierry Vasques, clique AQUI.
8 de junho de 2011
Crítica: Os Imperdoáveis

Unforgiven
(Os Imperdoáveis)
Direção: Clint Eastwood
Roteiro: David Webb Peoples
Produção: Clint Eastwood
Ano: 1992
Elenco: Clint Eastwood, Gene Hackman, Morgan Freeman…
Duração: 131 minutos
Em um filme que dispensa clichês e é inovado, Clint Eastwood realiza uma verdadeira obra-prima.
Análise: “Os Imperdoáveis” foi o primeiro filme responsável por "presentear" Clint Eastwood com o seu primeiro Oscar: apenas em 2004 ele voltou a vencer a premiação máxima da sétima-arte com o drama Menina de Ouro, totalizando quatro número de estatuetas em sua estante.
Além de contar com um elenco de ponta (Morgan Freeman, Eastwood, Gene Hackman, Richard Harris, etc...), Imperdoáveis ainda foi um dos principais filmes de faroeste já realizados, vencendo diversas premiações, inclusive os Oscares de: melhor direção (Clint Eastwood), melhor filme (Clint Eastwood), melhor edição (Joel Cox) e de melhor ator coadjuvante (Gene Hackman), ainda concorrendo com o de melhor ator (Clint Eastwood), melhor fotografia (Jack N. Green), melhor som (Les Fresholtz, Vern Poore, Rick Alexander e Rob Young), melhor roteiro original (David Webb Peoples) e de melhor direção de arte (Henry Bumstead, Janice Blackie-Goodine).
A história, muito diferente dos demais westerns, começa quando dois cowboys cortam a face de uma prostituta, Delilah (Anna Levine). As outras prostitutas se juntam e oferecem o prêmio de mil dólares para quem matar os responsáveis pelo crime, porém o xerife Little Bill (Gene Hackman) não permite assassinatos em sua cidade, tentando impedir que os homens sejam mortos. Ao saber da recompensa, o jovem Schofield Kid (Jaimz Woolvett) vai atrás do velho fazendeiro William Munny (Clint Eastwood), o qual esconde um passado obscuro, carregando um espírito "assassino sangue frio" em seu interior; entretanto, segundo ele próprio, tudo já feito foi por causa do álcool. Antes de acompanhar Kid, Munny convida seu antigo amigo Ned Logan (Morgan Feeman), e os três saem atrás da recompensa. Com um final de surpreender, é praticamente impossível não gostar desta obra-prima do cinema!
A película dispensa de clichês, como por exemplo: na parte final do filme há chuva (algo raro de se acontecer em um western). A melancolia criada nas cenas feitas à noite, as quais aparentam não terem sido utilizada luz artificial, apenas a luz das velas criando um ambiente totalmente obscuro. Também podemos falar sobre os papeis dos homens e das mulheres no filme: começando pelo papel da mulher, que foi muito importante para o desenrolar da história com as prostitutas as quais lutaram para ver os homens responsáveis por cometer uma atrocidade com sua companheira Delilah. E o papel do homem, com o jovem míope e mentiroso Schofield Kid; com Ned Logan, um antigo pistoleiro tentando voltar à ativa, mas sem coragem para matar pessoas como matava antigamente; e por último e principal William Munny, que era um pistoleiro sangue frio e muito temido, porém só era um verdadeiro assassino devido ao efeito do álcool sobre ele.
Notícias: DiCaprio, o novo vilão de Tarantino?

5 de junho de 2011
Pôster: Os Invencíveis

4 de junho de 2011
Crítica: Os Invencíveis
THE GOOD, THE BAD AND THE WEIRD
(OS INVENCÍVEIS)
Direção: Kim Ji-woon
Roteiro: Kim Ji-woon e Kim Min-suk
Produção: Kim Ji-woon e Choi Jae-won
Ano: 2008
Elenco: Song Kang-ho, Lee Byung-hun, Jung Woo-sung...
Duração: 139 minutos
Depois de Sergio Leone ter praticamente copiado Yojimbo (1960), de Akira Kurosawa, agora é a vez do coreano Kim Ji-woon se inspirar em uma das maiores obras-primas do diretor italiano.
Análise: Aposto que neste momento você está com uma expressão completamente de espanto no rosto. Por incrível que pareça, um western coreano faz referência a um dos maiores filmes que o cinema já assistiu: Três Homens em Conflito (1966), do italiano Sergio Leone. E isto é praticamente um troco para o diretor, já que ele mais do que se inspirou na obra do japonês Akira Kurosawa, Yojimbo (1960). Agora a história é contrária: os coreanos de Os Invencíveis poderão vingar o mestre do cinema oriental.
E além da inspiração em um clássico-épico, a película ainda conta com a tentativa de salvar o gênero bang-bang, buscando resgatar um dos mais tradicionais trios da sétima arte: o bom, o mau e o feio (neste caso, o esquisito). Ah, mas logicamente que de uma maneira própria, aliás, com todos estes nomes coreanos você não esperaria atores justamente como Eastwood, Lee Van Cleef e Eli Wallach, certo?!
O filme se baseia em um período que realmente existiu, porém não exatamente o faroeste: foi na época da invasão japonesa na região desértica da Manchúria (China), por volta dos anos de 1940, ao desenrolar da II Guerra Mundial. A trama gira em torno de três dos mais perigosos foras-da-lei, os quais estão em busca de um tesouro. Entretanto, eles não poderiam chegar ao destino principal sem um auxílio: um mapa, o maior desejo dos pistoleiros antes da riqueza.
A partir de tal história, as homenagens continuam: como já era de se esperar pelo seu título, o filme mais glorificado é Três Homens em Conflito, porém Django (1966) ainda ganha seu pedaço do bolo, com uma pequena cena onde uma metralhadora parecida com a do pistoleiro entra em cena. E nessa onda de homenagens, o filme acaba deixando algumas partes previsíveis, como o enfrentamento entre os três personagens no duelo final; mesmo assim, na fase pós-duelo, muitos se surpreenderão com o resultado.
A direção de Kim Ji-woon é algo meio sem graça e peculiar fora das cenas de ação; contudo, em cenas onde exigem realmente sua participação ele aparece da melhor forma possível, principalmente nas espetaculares cenas de ação, as quais aparecem em grande maioria na película. Isto também deixa o resultado final um tanto quanto abalado, já que a ligação entre diálogos e ação não foi das melhores: há poucos diálogos memoráveis e muitas cenas de ação, o que acaba puxando a obra para um lado mais de ação e aventura, deixando o verdadeiro faroeste de fora. Fora isso, ele ainda utiliza os famosos close-ups de Sergio Leone para aumentar as homenagens.
O que mais chama a atenção são as atuações dos coreanos, com destaque para o Esquisito (Song Kang-ho): ele “substitui” o Feio da película de Leone, o qual também é o principal entre os papéis. Já o roteiro não passa de regular, pois apresenta alguns erros grotescos, como a criação de personagens desnecessários. Fora isso, a trilha sonora ainda consegue abastecer as cenas de ação, justamente como deveria ser; mas, ela também falha ao não aparecer no duelo final e, por isso, o diretor não alcança o nível de tensão necessário para este ponto crucial.
Apesar de seus erros comuns, a película ganha destaque no cenário cinematográfico muito devido à qualidade das filmagens das cenas de ação e ainda por suas homenagens ao western spaghetti, mais precisamente ao épico Três Homens em Conflito, de Sergio Leone. A comicidade trazida pelo personagem Esquisito aumenta a classe do filme coreano e ainda serve de exemplo para os novos cinéfilos que não conhecem a ótima qualidade do cinema asiático.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.


