30 de dezembro de 2011

Pôster: A Face Oculta


ONE-EYED JACKS

(A FACE OCULTA)

Direção: Marlon Brando

Roteiro: Guy Trosper e Calder Willingham

Produção: George Glass

Ano: 1961

Elenco: Marlon Brando, Karl Malden, Ben Johnson...

Duração: 141 minutos

Único filme dirigido por Marlon Brando mostra que o conhecido ator também obteria sucesso se continuasse a carreira de diretor.

28 de dezembro de 2011

Crítica: A Face Oculta


ONE-EYED JACKS

(A FACE OCULTA)

Direção: Marlon Brando

Roteiro: Guy Trosper e Calder Willingham

Produção: George Glass

Ano: 1961

Elenco: Marlon Brando, Karl Malden, Ben Johnson...

Duração: 141 minutos

Único filme dirigido por Marlon Brando mostra que o conhecido ator também obteria sucesso se continuasse a carreira de diretor.

Análise: A Face Oculta é um western norte-americano e também o único filme dirigido pelo lendário artista Marlon Brando, que também faz o papel de protagonista. A história é baseada na novela The Authentic Death of Hendry Jones, de Charles Neider.

Inicialmente, o filme faria um épico encontro entre dois grandes diretores: o então  conhecido Stanley Kubrick e o iniciante Sam Peckinpah, o qual inclusive ajudou a escrever o roteiro, mas nem teve o nome creditado. Entretanto, Brando, que era dono da produtora do filme, demitiu ambos e acabou tomando conta do projeto. 


A película, por todo seu trajeto onde passou, conta com uma história bastante interessante: tudo se inicia quando um trio de assaltantes acaba de roubar um banco e foge para outra cidade, mas são perseguidos até lá e precisam escapar no meio de um deserto. Após o termino da perseguição, o trio se torna uma dupla e Dad Longworth (Karl Malden) acaba traindo o seu parceiro Rio (Marlon Brando), enganando-o para ficar com todo o ouro obtido no assalto ao banco. 


Após cinco anos, Rio consegue fugir da cadeia e tudo o que ele quer é poder encontrar Dad Longworth e matá-lo, assim vingando. Então, ele entra em um grupo de bandidos que planejam assaltar um banco de Monterrey após saber que Dad é o xerife da cidade. A partir daí se inicia um duelo psicológico entre os dois, com Dad tentando enganar o parceiro novamente, tentando se inocentar do que havia feito e com Rio mentindo sobre o que havia acontecido, somente para conseguir uma vingança ainda mais dolorosa. 


Por fim, Rio acaba namorando a enteada de Dad, Louisa (Pina Pelicer), e depois a despreza atingindo diretamente a Dad, o qual acaba dando uma dura lição em Rio, deixando-o ainda mais motivado em matar o antigo companheiro. Rio tem essa oportunidade no incrível duelo final, em que apenas um pode sair vitorioso.


A versão original do filme foi modificada para se encaixar nos padrões hollywoodianos: a primeira versão tinha duração superior a quatro horas, assim tendo que sacrificar duas horas de projeção; outro fato que teve que ser mudado foi o final, onde Dad Longworth, quase morrendo, iria matar Louisa, que estava perdidamente apaixonada por Rio. No entanto, como tudo tem que ter um final feliz, Brando foi obrigado a mudar o epílogo depois de ter encerrado as gravações, com o novo fim não contando com a morte de Louisa. 

Em quesitos, podemos ver uma ótima direção, a qual contêm alguns pequenos erros, como em poucos casos de erros de continuidade na mudança de uma cena para outra. Também é acompanhada por uma bela trilha sonora de Hugo Friedhofer, muito presente durante toda a história, ajudando a criar o clima de tensão durante o desenrolar da história. Já a linda fotografia de Charles Lang Jr. mostra magníficas paisagens comuns do faroeste, mas também algumas paisagens um tanto incomuns no gênero, como o mar da cidade costeira. Traduzindo, A Face Oculta conta com um ótimo elenco, atuações dignas e uma boa química entre Marlon Brando e Karl Malden, os quais interpretam a dupla principal do filme. 
  
Guy Trosper e Calder Willingham fazem um ótimo roteiro, no qual ainda é possível notar uns respingos do cachaceiro Sam Peckinpah: a relação entre Dad e Rio é parecida com a relação entre Pat Garrett e Billy the Kid em Pat Garrett & Billy the Kid (1973). Em ambos os casos a dupla era de camaradas, mas após algum acontecimento, Dad e Pat viram xerifes e rivais de seus ex-companheiros Rio e Billy, respectivamente. 

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:


ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.

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24 de dezembro de 2011

Surpresa! Encomendas de presente, direto do Oeste.

Em Il Grande Silenzio (Sergio Corbucci, 1968), o clima de confraternização quase não existe e o espírito natalino só se dá presente através da nevasca que cobre o filme por completo.

 Howdy, forasteiros! 

Através de minha intensiva jornada pelo velho-oeste, desvendei duas informações para vocês: uma delas é boa (quero dizer, ótima!) e a outra não chega a ser ruim, porém também não é boa.

Como de pastiche, em primeiro lugar vem a segunda das opções: não estarei postando qualquer crítica durante este sábado (24/12) e nem semana que vem (31/12), pelo fato de estar viajando e não possuir internet no local.

Passado o susto, agora podem fazer a festa e se deliciar com a estupenda novidade: no embalo das festas de fim de ano, o Papai Noel adiantou-se em sua viagem até o Oeste e, consequentemente, antecipou os presentes para os leitores do blog ANALISANDO O OESTE!




Nós, do Analisando o Oeste, desejamos um “Feliz Natal e Ano Novo” para os leitores que nos acompanham desde sempre!

Adiós, gringos... 

23 de dezembro de 2011

Pôster: Cowboys & Aliens


COWBOYS & ALIENS

Direção: Jon Favreau

Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Mark Fergus e Hawk Ostby

Produção: Johnny Dodge, Brian Grazer, Ron Howard, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Orci e Scott Mitchell Rosenberg

Ano: 2011

Elenco: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde...

Duração: 118 minutos

Uma infeliz tentativa de resgatar o western nos dias de hoje, chamando a atenção ao incluir alienígenas no gênero.

21 de dezembro de 2011

Crítica: Cowboys & Aliens


COWBOYS & ALIENS

Direção: Jon Favreau

Roteiro: Roberto Orci, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Mark Fergus e Hawk Ostby

Produção: Johnny Dodge, Brian Grazer, Ron Howard, Alex Kurtzman, Damon Lindelof, Roberto Orci e Scott Mitchell Rosenberg

Ano: 2011

Elenco: Daniel Craig, Harrison Ford, Olivia Wilde...

Duração: 118 minutos

Uma infeliz tentativa de resgatar o western nos dias de hoje, chamando a atenção ao incluir alienígenas no gênero.

Análise: Cowboys & Aliens é mais um dos incomuns westerns dos últimos tempos, dirigido por Jon Favreau e baseado na história em quadrinhos de mesmo nome.

O filme, além de trazer o gênero do faroeste de volta, realiza uma experiência frustrada de misturá-lo com o sci-fi, sendo que ambos não têm nada haver entre si. Assim, há muitos mistérios durante o desenrolar da projeção, porém alguns não são solucionados.


Jake Lonergan (Daniel Craig) acorda no meio de um deserto com amnésia, sem nenhuma memória sobre o seu passado (ele não sabe nem seu próprio nome!) e com a ilustre presença de um misterioso bracelete no braço. De alguma maneira, ele consegue ir para a cidade de Absolution, onde descobre um pouco sobre sua vida: Jake é um famoso criminoso que está sendo procurado por muitas pessoas. 


Em uma noite, quando Jake seria levado para julgamento em outra cidade, acontece um misterioso ataque aéreo que acaba raptando alguns cidadãos. Então, o xerife de Absolution (Keith Carradine) arma um grupo para saber a origem dos ataques e resgatar os raptados, fazendo com que Lonergan também faça parte do grupo, sobretudo pelo fato de possuir a arma para derrotar os alienígenas.


No início de todo o filme, há uma agradável construção de personagem, porém também há mudanças – um tanto quanto desnecessárias – de tais características na parte final: um bom exemplo é o personagem Woodrow Dolarhyde (interpretado por Harrisson Ford), que é apresentado como uma pessoa deveras malvada, além de ser o responsável pelo desenvolvimento da cidade de Absolution. Com isto em mente, à origem de tudo, Dolarhyde está atrás de Jake Lonergan devido a um assalto que este cometera, mas Dolarhyde queria fazer a justiça com suas próprias mãos; no final, entretanto, quando Jake deu uma grande ajuda para derrotar os aliens, Dolarhyde simplesmente o perdoa e o fato de tê-lo odiado nunca havia acontecido.

O destaque, aqui, vai para o indispensável elenco: desde atores já renomados na sétima-arte (Harrison Ford) até as sensações do momento (Daniel Craig e Paul Dano). Porém, apesar de tal listagem, Jon Fraveau não soube liderar seu filme mesmo tendo elementos favoráveis para isto. Sua direção errônea, assim, é compensada em uma bela fotografia de Matthew Libatique, nos mostrando maravilhosas paisagens do deserto em conjunto com os amplos efeitos especiais.

É claro, têm lá seus erros grotescos, como na batalha final: é falado e demostrado que os aliens são seres quase indestrutíveis, mas logo após é possível ver um pequeno garoto matando a criatura apenas com uma facada. Além disto, em muitas partes os personagens agem tranquilamente, o que é estranho para pessoas do século XIX que estão enfrentando alienígenas com armas tecnológicas e com super-naves rápidas, parecendo até que enfrentam um singelo grupo de ladrões.

A conclusão de tudo é que Cowboys & Aliens não aproveitou tudo que possuía em seu favor e, mesmo com um orçamento de tamanho considerável e um roteiro falho escrito por seis pessoas, continha corpulentos nomes do Cinema Hollywoodiano. Provavelmente, o filme também não agradará os grandes fãs de western devido à mistura de dois gêneros completamente diferentes.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 


ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES. 

19 de dezembro de 2011

Pôster: Preso na Escuridão

BLINDMAN

Direção: Ferdinando Baldi

Roteiro: Pier Giovanni Anchisi, Tony Anthony e Vincenzo Cerami

Produção: Tony Anthony, Allen Klein e Saul Swimmer

Ano: 1971

Elenco: Tony Anthony, Lloyd Battista, Ringo Starr...

Duração: 105 minutos

Inusitada obra do western spaghetti conta, além da construção mais realista possível de um pistoleiro cego, com a presença do eterno beatle Ringo Starr.

17 de dezembro de 2011

Crítica: Preso na Escuridão


BLINDMAN

(PRESO NA ESCURIDÃO)

Direção: Ferdinando Baldi

Roteiro: Pier Giovanni Anchisi, Tony Anthony e Vincenzo Cerami

Produção: Tony Anthony, Allen Klein e Saul Swimmer

Ano: 1971

Elenco: Tony Anthony, Lloyd Battista, Ringo Starr...

Duração: 105 minutos

Inusitada obra do western spaghetti conta, além da construção mais realista possível de um pistoleiro cego, com a presença do eterno beatle Ringo Starr.

Análise: Exatamente um ano após o fim da revolucionária e aclamada banda de rock britânica The Beatles, cada um de seus integrantes seguiu um rumo próprio: enquanto John Lennon, Paul McCartney e George Harrison acataram para suas respectivas carreiras-solo na música, o baterista do grupo – Richard Starkey, peculiarmente nomeado de Ringo Starr – migrou para mais de um polo artístico: o cinema. Além de prestar suas atuações nos três filmes realizados com os antigos parceiros de fanfarra (A Hard Day’s Night, Help! e Reflections On Love), Ringo interpretou mais quatro personagens – alternando entre a televisão e as telonas – até abordar o incomum faroeste italiano de nome Blindman (literalmente, “homem cego”), pelo ano de 1971.

Portanto, aprovando a ideia proposta pela sétima-arte, de lá para cá, já foram quase 30 contribuições de Ringo Starr como ator, sem esquecer também seus trabalhos como compositor, diretor, escritor, produtor e até mesmo, editor!


Não ter olhos significa ser um homem pela metade. Não ter olhos nem dinheiro... É uma merda!

Os créditos iniciais estão rolando, sobrepostos a uma paisagem desértica e um homem cavalgando com seu cavalo: até determinado ponto, Blindman não proporciona nada demais. Contudo, ainda não sabemos que tal personalidade é justamente o homem cego referido pelo título do filme, e só damos conta disto quando vemos que ele não possui total controle sob seu cavalo de manchas cinza, servindo aqui como uma espécie de “melhor amigo e eterno companheiro” ao lado do dono. Assim, logo quando se aporta na primeira cidade, ele conversa brevemente com Gambá (Renato Romano) sobre “as 50 mulheres que precisam ser levadas para o Texas”, descobrindo que o rumo tomado por elas foi o México – mais especificamente, as mãos de Domingo (Lloyd Battista).

Caminhando com uma placa indicando que não enxerga e guiado por uma baioneta fincada no cano de sua Winchester, o homem cego (Tony Anthony) utiliza-se da inteligência e da ironia para criar seu caráter. Portanto, a qualquer custo quer encontrar o tal de Domingo, e rapidamente se depara com seu irmão, Candy (Ringo Starr). Ao contrário dos outros membros da família, ele é apaixonado apenas por uma mocinha: seu nome é Pilar (Agneta Eckemyr) mas, apesar de tudo, ela não gosta de Candy. E, por ironia do destino ou não, diante da primeira aparição do personagem de Ringo, ele anuncia sua chegada tocando violão, um feito deveras sugestivo...

Enquanto isto, ao decorrer da trama, Pilar cria laços de amizade com Blindman e, juntamente com seu pai (Franz Treuberg), cria uma sociedade com o principal objetivo de ajudar o cego a avistar seu destino, pastoreando-o em situações de tamanha dificuldade; em circunstâncias parecidas, isto também ocorre no primeiro filme do faroeste europeu, Por um punhado de Dólares (Sergio Leone, 1964). E, muito mais adiante dele, outra obra de Leone que fora homenageada é Era uma vez no Oeste, de 1968: a cena da troca de prisioneiros se dá em uma estação de trem, a qual envolve sons naturais e um moinho idêntico ao da obra-prima do primeiro Sergio.


A direção de Blindman é assinada por mais um dos calejados cineastas italianos, também de renome no eurowestern: falo do experiente Ferdinando Baldi, conhecido sobretudo por prestar seu trabalho em Texas, addio (1967), Preparati la Bara! (1968) e Il Pistolero dell’Ave Maria (1969). Aqui, ele é prático e incessante com seus planos eficientes e sempre ao melhor cunho de Sam Peckinpah, experimentando a nudez e a violência aperfeiçoada, fora o acréscimo da tensão em determinados momentos por mérito da musicalidade.

A propósito, a banda sonora é de autoria do romano Stelvio Cipriani, realizando um trabalho vital para o filme. Suas composições, inclusive, até se assemelham às do maestro Ennio Morricone, o pioneiro na arte musical do faroeste italiano. Assim, uma de suas principais virtudes é a alternância de melodias através do ambiente vivido pelo protagonista cego e sem nome; por exemplo, em sua primeira viagem ao México, os temas musicais tornam-se agitados e bastante dinâmicos, com ritmos que recordam as principais características do país. E, além do próprio Blindman, Cipriani também foi de grande realce para a continuação da Trilogia do Estranho entre o ator Tony Anthony e o diretor Luigi Vanzi, responsabilizando-se pela assinatura dos últimos dois filmes: Um Homem, um Cavalo e uma Pistola, de 1967 e O Estranho no Japão, de 1968.

Muitas vezes criticado por ser um ator de poucas expressões em seus trabalhos, esta vez Tony Anthony não repete as doses passadas, construindo um personagem de bom proveito e que se qualifica por despertar a atenção e acolher – da forma mais calorosa possível – os espectadores para sua aventura às cegas. Ah, sem expor ainda o fato de o artista americano estar diretamente ligado ao processo de produção, tanto na criação da estória e na escrita do roteiro (ao lado de Piero Anchisi e Vincenzo Cerami) quanto na própria produção, junto com Allen Klein e Saul Swimmer – ambos camaradas de longa data da banda The Beatles, assim sendo de grande autoridade para a participação do baterista Ringo Starr no projeto.

Aliás, o roteiro não deixade lograr êxito dentro de todo o contexto do filme, direcionando claramente para os espectadores uma visão mais avantajada sobre a construção do personagem de Anthony e de todos os outros, caracterizando-os da forma mais verídica e autêntica possível, sem exagerar muito nos devaneios fantásticos de alguém cego no faroeste – o que normalmente se contraria em outras projeções do gênero. Enfim, diálogos ressaltantes e situações fora do comum acrescentam um toque a mais para deixar não só o filme, mas também o roteiro, com algo mais valioso e especial.


Uma canja para os curiosos: confira Ringo Starr encarnando Candy, seu personagem em Blindman.

Entulhado de muitas explosões e de minúcias que podem passar por despercebidas, Blindman acrescenta sua qualidade com a presença do eterno beatle Ringo Starr, afora seus momentos engraçados e de apelo às gags. Já em relação à direção do sanguinolento Ferdinando Baldi, apenas há a intensificação da violência no decadente gênero do western spaghetti, referenciando em maior tamanho o subversivo Meu Ódio será sua Herança (Sam Peckinpah, 1969), em que o sangue jorrando por entre as fossas causadas pelas balas se torna cada vez mais constante. Portanto, a selvageria em conjunto com a nudez das mulheres europeias só fez com que aumentasse o impacto e a censura do filme! 

E, com tanta violência rolando a solta, será que a cegueira de Blindman justifica o ato de ele atirar pelas costas de seus inimigos?

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:


ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.

16 de dezembro de 2011

Pôster: Jesse James – Lenda de Uma Era sem Lei

JESSE JAMES

Direção: Henry King

Roteiro: Nunnally Johnson

Produção: Darryl F. Zanuck

Ano: 1939

Elenco: Tyrone Power, Henry Fonda, Nancy Kelly...

Duração: 106 minutos

A primeira das projeções revelando o desenvolvimento do pistoleiro mais conhecido do velho-oeste, Jesse Woodson James.


14 de dezembro de 2011

Crítica: Jesse James – Lenda de Uma Era sem Lei

JESSE JAMES

(JESSE JAMES – LENDA DE UMA ERA SEM LEI)

Direção: Henry King

Roteiro: Nunnally Johnson

Produção: Darryl F. Zanuck

Ano: 1939

Elenco: Tyrone Power, Henry Fonda, Nancy Kelly...

Duração: 106 minutos

A primeira das projeções revelando o desenvolvimento do pistoleiro mais conhecido do velho-oeste, Jesse Woodson James.

Análise: Jesse James – Lenda de uma Era sem Lei é um western norte-americano do ano de 1939, com a participação de Henry King na direção e um roteiro de Nunnally Johnson, levemente baseado na incrível lenda de um dos maiores pistoleiros do velho-oeste estadunidense: o fora-da-lei Jesse James.

Entretanto, apesar de representar todos os familiares e pessoas que cercaram a vida de Jesse, o filme muda vários fatos de sua história. Além disto, o projeto possui uma continuação: O Retorno de Frank James (Fritz Lang, 1940), o qual por vez dá mais espaço à vida de Frank, demonstrando o que ele fez após a morte de seu irmão, Jesse.

Além do progresso que vivia os Estados Unidos da América, a película também projeta o avanço de Jesse Woodson James (Tyrone Power) e Frank James (Henry Fonda) para o mundo dos facínoras; ou seja, à medida que seu país se desenvolvia, os simples agricultores também transformavam suas vidas.

Imediatamente em sua abertura, é possível visualizar a vontade e o poder dos ferroviários: eles compram terras para construírem suas ferrovias, porém com preços absurdamente baixos, não dando outras opções para os proprietários, fazendo-os vender de qualquer jeito. Mas, ao tentarem adquirir as terras da mãe dos irmãos James, eles não obtêm sucesso, justamente por conta do uso da violência que Jesse e Frank aplicam contra os ferroviários. A partir daí é criada, então, uma arrebatadora rixa entre Jesse e a ferrovia.

Posteriormente, temos a fuga de Jesse e a criação de sua gangue, com a qual se torna o pistoleiro mais procurado e temido do oeste. No encerramento, o assassinato de Jesse James pelo covarde Robert Ford comove os espectadores, sobretudo pela causa de eles já terem criado certa afeição pelo fora-da-lei.

Fora as situações de aventura, é claro, também há o exímio humor dos filmes norte-americanos: podemos vê-lo, principalmente, nas cenas onde aparece o Major Rufus Cobb (interpretado por Henry Hull). Além da comicidade, a presença do romance é igualmente mais do que certa: Jesse James acaba se casando com Zerelda ‘Zee’ Cobb (Nancy Kelly) e, mesmo depois de se separarem, é possível ver que os dois eram verdadeiramente apaixonados.

Estimulado por um elenco de nomes clássicos na sétima-arte (Tyrone Power, Henry Fonda, Randolph Scott, John Carradine...), Jesse James – Lenda de uma Era sem Lei se torna um apreciável filme, com uma eficiente direção de Henry King, a qual se encaixa perfeitamente na história.

Contudo, apesar de seus fatos favoráveis, o filme também acabou se metendo em uma grande polêmica por conta de uma cena em que um cavalo cedeu de um penhasco e caiu diretamente em um rio, matando o animal. Pelo desastroso acontecimento, iniciou-se a prevenção de maus tratos em animais durante os filmes.

MINHA NOTA PARA ESTE FILME:

ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.