Hoje não só trago uma mensagem aos nossos queridos forasteiros, porém uma especialmente às forasteiras, afinal, o garanhão Clint Eastwood está apagando suas velinhas de 81 anos.
Tá, tudo bem, hoje em dia ele já está velho, porém continua sendo um dos maiores símbolos de “macheza” do mundo, além de também muitos o terem como uma das pessoas mais fodonas da face da terra. Seus papéis em faroestes e em filmes policiais lhe deram este cobiçado título. E é então que todos lembram que ele já foi aquele ator charmoso e garanhão que arrasava os corações de suas fãs enlouquecidas, como na imagem abaixo.
Em seu início de carreira, literalmente todos tinham olhos para Clint Eastwood.
Para quem não sabe: ele é o ícone do blog, o ídolo de muitos amantes do cinema western (principalmente o meu), e muitos machos de plantão se inspiram na juventude de Clint Eastwood. Ah, e para ter esta reputação de hoje, imagina-se que o artista teve tudo em mãos e não sofreu nada; não foi muito bem isso, já que ele apenas realizou os seus primeiros filmes porque iria conhecer a Europa. E estes “meros” primeiros filmes lhe deram a fama que o atinge até hoje: o herói do bang-bang, aquele homem sem palavras e calado, que não precisa de uma boca e já falava todo o necessário com sua Colt de seis-balas, calando o mundo inteiro. Assim foi como Clint Eastwood conquistou e ainda conquista o mundo.
É por isso que nós, do blog ANALISANDO O OESTE, lhe oferecemos um FELIZ ANIVERSÁRIO, CLINT! Você estará eternamente nos corações, nas mentes e nos olhos dos amantes da sétima arte. Que tenha muito mais anos de vida pela frente e continue produzindo. Bom, produza até quando souber seus limites, aliás: “Um homem precisa saber suas limitações!”*.
Ah, e como eu disse que esta postagem seria realizada principalmente para as nossas forasteiras, aqui está algo para seus delírios. Apenas não enlouqueçam e continuem vendo o blog!
* Frase comumente associada ao personagem Harry Callahan (da série Dirty Harry), interpretado por Clint Eastwood.
Obs.: Para ver nossa homenagem completa à Clint Eastwood, clique AQUI.
Conheça “El Topo”, um pistoleiro cheio de objetivos: levar-nos em uma viagem até um mundo inexistente e... salvar o surrealismo!
Análise: Para estarmos analisando esta película, é obvio que ela tende a passar na época do velho-oeste; entretanto, em “El Topo” não temos uma noção exata de “quando” nem “onde” ela acontece. As locações de onde o enredo se situa até nos soa como um “western spaghetti à lá Sergio Leone”, porém o surrealismo com que lidamos faz-nos perder a noção de tempo. E então apenas conseguimos nos estabelecer em um período pelos cenários e figurinos, os quais são devidamente esquisitos para a época do oeste selvagem norte-americano, chegando à conclusão de que estamos a ver um filme retratado longe dos tempos das diligências de John Ford.
Como prova de total surrealismo, temos a figura de um garoto de seis anos que anda completamente despido (Brontis Jodorowsky), sem motivo algum para isso; no entanto, ele é filho de ‘el Topo’ (a toupeira, interpretado por Alejandro Jodorowsky) que anda apenas com roupas pretas debaixo daquele calor funesto e penoso, totalmente contrário ao aspecto de seu filho. Vemos os dois companheiros a vagar pelo mundo sujo de sangue e de poeira sem uma razão aparente, normalmente auxiliando criaturas em sua jornada. Isto já é um próprio estereótipo dos antigos anti-heróis de Sergio Leone – como o “homem sem-nome” –, aumentando assim as homenagens que a película traz para o western spaghetti, fora as já citadas locações parecidas.
A história é dividida em duas partes: a primeira representando o faroeste em si, com poucos tons surreais em relação à segunda, onde os momentos de “loucura” são incontáveis. Na primeira parte, quem acompanha El Topo é seu filho, porém ele o troca pela mulher Mara (Mara Lorenzio), a qual o desafia a enfrentar os quatro pistoleiros do deserto, sendo que todos estes são os mais esquisitos possíveis; na segunda parte, conta-se uma história de redenção, onde vemos um velho-oeste totalmente anormal e excêntrico, mas demonstrando uma dose de verdade em relação aos problemas que lá ocorrem. É inclusive nesta segunda parte onde se pode fazer uma comparação com os dias de hoje, sendo como um retrato do que temos de lidar atualmente: a desigualdade e preconceito; mesmo sendo uma obra surrealista, existem nela pingos da verdade. Ah, e não se esqueçam da parte em que El Topo troca seu filho pela mulher, pois nesta cidade há um reencontro entre os dois, o que acabará em um resultado inesperado. Apenas vejam e saberão!
Deixando de lado o peculiar arroz-feijão, Jodorowsky dirige de forma própria, expondo planos complexos e um tanto quanto invulgares, justamente como também é sua obra. Fora sua direção, o seu trabalho ainda manifesta cortes de câmeras crus e alguns até “sem sentido”, impondo um maior destaque à película principalmente por envolver um projeto de produção surreal fora do filme em si (no caso, a edição). E além da direção destacável e plausível de Jodorowsky, vale dizer ainda que o artista chileno tem a capacidade para atuar (mesmo que de uma forma caricata), escrever um ótimo roteiro (apesar conter algumas falhas grotescas) e até mesmo compor a angustiante trilha sonora; sem contar também que é seu filho quem interpreta o menino despido durante a primeira parte da película. Impressionante, não?!
Tida como uma das maiores obras-primas do gênero fílmico nomeado surrealismo, El Topo nos encanta com suas imagens impactantes, mirabolantes e de múltiplo sentido, além de sua estética finíssima e inovadora, seu simbolismo, suas homenagens e seus fortes personagens, demonstrando toda a genialidade do criador Alejandro Jodorowsky. E apesar de conter riquíssimos detalhes (o que faz com que a película seja assistida mais de uma vez), os espectadores podem se distrair de maneira fácil e direta, principalmente por ser uma obra-prima chamativa e acima de tudo: violenta.
Roteiro: Sergio Leone, Fulvio Morsella e Ernesto Gastaldi
Produção: Sergio Leone
Ano: 1973
Elenco: Terence Hill, Henry Fonda, Jean Martin...
Duração: 117 minutos.
Sempre fique sabendo que Ninguém é mais rápido do que você, forasteiro!
Análise: Para quem assistiu aos filmes de Sergio Leone até “Quando explode a vingança” (1971), nunca se imaginaria que o diretor fosse realizar algo tão humorístico e pastelão como “Meu nome é Ninguém”. Felizmente, o criador do western spaghetti nos proporciona ótimas gargalhadas, levando todos os espectadores até um universo cômico dentro do velho-oeste. Aliás, filmes desse mesmo estilo – abordando o chamado “humor pastelão” – tornaram-se um novo gênero dentro do western (como se fosse uma espécie de subgênero), principalmente após os famosos filmes de Trinity, os quais eram estrelados pelo mesmo Terence Hill. Também vale destacar que o ator apenas conseguiu grande destaque no mundo cinematográfico devido seus papéis humorísticos em westerns, justamente como acontece neste “Meu Nome é Ninguém”.
Tudo começa da forma mais leônica possível, o que indica que Tonino Valerii aprendeu o máximo possível com Sergio Leone: o silêncio dos inexistentes diálogos, dos ruídos sonoros e da grande lentidão ao desenrolar dos fatos, acrescentando ainda um tom de tensão regado à musicalidade essencial de Ennio Morricone, o maestro do Oeste. E é logo de cara que somos apresentados ao prólogo de um dos pistoleiros mais rápidos do mundo: Jack Beauregard (Henry Fonda), o qual mata três homens ao som de um único disparo. Ele é tido como “o homem que pode dar ordem e justiça em pleno oeste”, segundo Ninguém (Terence Hill), um fanático por Beauregard desde seus tempos de criança. Ele relembra tais tempos ao dizer que queria ser como seu ídolo e ainda acrescenta uma proposta à Beauregard: enfrentar um grupo de 150 filhos da mãe, o Bando Selvagem (uma referência à Wild Bunch, de Sam Peckinpah). Ah, e as homenagens não param por aí! Sam Peckinpah é “homenageado” mais uma vez com seu nome escrito em uma lápide de um rústico cemitério, sendo que Ninguém diz ser “um belo nome em navajo”.
Com toda essa história, dificilmente o filme se apega aos clichês comuns do faroeste. Inclusive, “Meu nome é ninguém” é um dos únicos filmes do gênero que não possuem tantos clichês como os outros, onde normalmente sempre existem tais peculiaridades: o bom, o mau, as mulheres prostitutas, o ouro e dinheiro, o vingador, entre outros. Por sorte, nesta película não vemos quase nada de clichê!
Une uma direção competente – tanto por parte de Valerii quanto por parte de Leone. É até possível diferenciar as distintas cenas filmadas por tais diretores, já que as características de Leone poucos fãs de faroeste não conhecem... E felizmente Valerii adota isso para sua direção nesta película. Além de tudo, os diálogos são recheados de frases intensas, muitas com algum significado de extrema importância, justamente como os antigos faroestes irônicos. Mais uma na conta de Sergio Leone! E para completar este ótimo trabalho, ainda há a trilha sonora de Ennio Morricone, combinando sons de diferentes instrumentos para cada personagem: enquanto Jack Beauregard é presenteado com algo dramático, Ninguém tem sua música engraçadinha. Agora é na conta de Ennio Morricone, por favor!
Enfim, cheio de referências, sem apego aos clichês e com uma direção impecável, Meu nome é Ninguém acaba se tornando o último western assinado pelo mestre Sergio Leone, o qual é creditado apenas como o “dono da ideia”. Fora as boas atuações e a música de arrepiar, o filme se torna uma delícia pela sua alternância entre momentos cômicos e de ação; fora isso, a inteligência pré-produção ao escalar atores totalmente diferentes um do outro foi essencial para um resultado tão certo, já que ambos deveriam viver personagens com uma dinâmica muito divergente: ora companheiros, ora inimigos.
Exatamente HOJE (26/05/2011), no 8º mês de vida do ANALISANDO O OESTE, ultrapassamos a incrível marca de 10.000 visualizações! E isto não aconteceu em um passe de mágica. Claramente não. Então é neste momento que deixo meus agradecimentos à todos que nos ajudaram, ajudam e ainda ajudarão. Com certeza é uma grande marca para nós, meninos de 14 anos e apreciadores do cinema em geral, porém carregando conosco o amor por este gênero denominado western. Não é a toa que a cada semana postamos críticas sobre tais filmes: nunca cansaremos de assistir uma das melhores coisas que o cinema já produziu em toda sua história.
A cada análise que realizamos, pensamos em momentos maiores que esse, afinal, 10.000 é pouco em relação do que podemos alcançar em um futuro próximo, quem sabe?! O que mais me impressiona em relação à isso é que, chegamos nesta marca sem completar um ano de blog! São oito meses de determinação, genialidade, lutas e batalhas, tiros e explosões, close-ups, musicalidade... Tudo dentro de um único filme, é claro!
Pois bem, forasteiros, a nossa missão com vocês ainda não está cumprida: e é por isso que hoje teremos uma postagem “2 em 1”. Para entender melhor, veja o que escrevemos abaixo, uma das partes de nossa missão com nossos espectadores. Enfim, lhes deixo meu extremo OBRIGADO. Espero um reencontro com ti, forasteiro!
A MARCHA PARA O OESTE
Tomando como exemplo a conhecida “Marcha para o Oeste”, onde estrangeiros e norte-americanos marchavam rumo ao oeste dos Estados Unidos em busca de aumentar as fronteiras do país que acabara de se tornar independente, nós do blog Analisando o Oeste também estamos em constante movimento para expandir nossas fronteiras e, principalmente, melhorar nossa proposta para chamar mais a atenção de nosso público-alvo: os cinéfilos (com destaque para os amantes do western) e até mesmo meros espectadores do gênero e da história do cinema.
Para quem não se lembra, o blog começou simplesmente diante de uma alternativa simples: postar análises/críticas apenas sobre filmes de faroeste. Mas, ultimamente, nós estamos tentando garantir da melhor maneira possível um bom contato com nossos leitores, introduzindo cada vez mais detalhes interessantes em nosso blog: o último deles foi a inserção de NOTÍCIAS a respeito do que anda acontecendo no cinema do bang-bang. Fora isso, introduzimos os DOWNLOADS DOS FILMES já analisados pelos membros, além também de estudos da vida de renomados artistas do contexto westerniano, como por exemplo, o diretor Sergio Leone e o astro Clint Eastwood. Há pouco tempo atrás, como uma forma de comemoração para nossas 10.000 visualizações, realizamos o primeiro FESTIVAL DE ANÁLISES que, com toda a certeza, tenda a passar para novos volumes.
E é exatamente isto que chamamos de Marcha para o Oeste: uma iniciativa do blog para recompensar os leitores que nos visitam. Como planos para o futuro, ideias brotam de nossas mentes cada vez mais. Antes da colocação de tais ideias, as postagens que fazíamos eram só de críticas, sendo duas por semana. E com isso, o número de pessoas que nos visitavam eram poucos relacionado com o que poderíamos ter se colocássemos mais postagens. Enfim, este será nosso objetivo.
Como primeiras providências de tal conceito:
OS 5 MELHORES... –Uma lista feita pelos membros do blog mostrando suas opiniões em relação aos quesitos de melhores atores, diretores, compositores/trilhas sonora, e filmes, é claro. Lembrando que tudo isto deve ser relacionado ao gênero western;
PÔSTERES –Serão postados os pôsteres dos filmes que foram analisados no dia anterior. Isto é, estes pôsteres estarão no blog um dia depois da análise de seu respectivo filme (confira o primeiro pôster já postado, do filme Warlock);
DOWNLOAD DE TRILHAS SONORAS –Além de colocarmos os links para o download dos filmes já analisados, iremos colocar – na medida do possível – as maiores trilhas sonoras já realizadas no gênero do faroeste, dando grande importância àquelas consideradas clássico-épicas.
Elenco: Richard Widmark, Henry Fonda, Anthony Quinn…
Duração: 122 minutos
Mais um western americano com boa história e pouca ação.
Análise: Warlock é um filme visto pelos olhos do diretor canadense Edward Dmytryk baseando-se no livro de mesmo nome, escrito por Oakley Hall; apesar de sua nacionalidade ser diferente, ele fez muitos filmes no país vizinho, Estados Unidos. E com isso, podemos ver claras diferenças entre os westerns norte-americanos e os spaghettis (que surgiram apenas em 1964). Nas películas americanas havia menos violência, não mostrava uma pessoa sendo acertada por um tiro ou uma faca e a visualização do sangue era dificultada pelas câmeras; enquanto na Itália isso era totalmente ao contrário, possuindo muita violência e muito sangue, o que por essa característica teve duras críticas ao seu respeito. Também podemos ver diferenças entre as cidades usadas nos filmes americanos (maiores) e as da Europa (menores e muitas vezes com apenas uma rua). Ah, ainda existem os atores, em que os americanos eram mais renomados que os atores das películas europeias, como Clint Eastwood, Gian Maria Volonté, Franco Nero, etc...
Warlock é uma pequena cidade que estava sendo amedrontada por um grupo de cowboys liderados por Abe McQuown (Tom Drake), até que o comitê de cidadãos contrata Clay Blaisedell (Henry Fonda) para ser o delegado da cidade. No primeiro encontro entre Blaisedell e McQuown, o primeiro levou a melhor sem precisar atirar e um dos cowboys do segundo, Johnny Gannon (Richard Widmark), decidiu ficar na cidade e mais tarde virou ajudante do xerife de Warlock. A partir daí ocorrem uma série de confusões com Johnny Gannon tentando proteger a cidade dos cowboys, os quais estavam procurando vingança por quase serem presos e ainda estavam sendo liderado pelo irmão de Johnny, Billy Gannon (Frank Gorshin), além também pelas desavenças entre a cidade de Blaisedell e seu amigo Tom Morgan (Anthony Quinn).
A película, como dito anteriormente, foi baseada num livro de Oakley Hall. Robert Alan Arthur conseguiu adaptar o filme muito bem, porém foi prejudicado pelo cinema americano, tendo muitas cenas em que no western spaghetti possivelmente aconteceriam tiroteios; neste filme acontece que os atores simplesmente sacam as armas para ver quem é o mais rápido, o que é inexistente no spaghetti. Mas não é um grande problema, já que no próprio livro poderiam haver poucos tiroteios. Independente disto, a falta de ação e violência no filme também pode ser notada, sendo que nunca mostrava a pessoa sendo atingida pela bala. Isto é visto em uma parte do filme, onde o barbeiro da cidade é morto e é mostrada apenas a parte de cima do peito do ator, sem mostrar o tiro lhe acertando; também é mostrada na cena mais violenta do filme, em que há um espancamento e como consequência uma mão esfaqueada, apenas mostrando um pouco de sangue.
Fora seus comuns erros (normal, todos filmes têm os seus), há também as belas atuações, contando com um elenco experiente e a não tão envolvente trilha sonora. Traduzindo: este é um bom filme, com um bom roteiro, com boas atuações, mas que também poderia ser mais inovador em alguns pontos, como na trilha sonora e nas cenas de ação.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 7,0
ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.
OBS.: Envie sua análise/crítica para bbarrenha@gmail.com e participe de nosso festival de análises.
Elenco: Carlos Gallardo, Consuelo Gómez, Reinol Martínez, Peter Marquardt...
Duração: 81 minutos.
Um verdadeiro show de como se fazer o muito com o pouco.
Análise: Mesmo não possuindo muitos ares e linhas de um faroeste, “El Mariachi” mostra elementos que possam fazer parte de um filme do gênero: iniciando-se pela figura do ator Carlos Gallardo, o qual representa um Mariachi sem rumo – e também sem nome, por sinal – “passeando” com seu violão por uma ambientação suja e empoeirada de um México decadente; além dele, todo e qualquer personagem é indispensável para a história (bem como em um faroeste) e, acima de tudo, a ótima alternância entre grandes momentos de ação e drama. A consequência de tudo isto só pode ser um filme excelente, mesmo apesar de ter um baixíssimo orçamento (incríveis sete mil dólares depositados no projeto). Ainda diz a lenda que, para Robert Rodriguez conseguir realizar a película, ele precisou vender seu carro.
E como todo bom filme necessita de histórias, a aventura que se passa em “El Mariachi” é completamente cativante e curiosa, carregando diversos sentimentos, entre os quais mais se destacam são os de vingança e muita emoção: “Indo de cidade em cidade para mostrar seu repertório e ganhar um dinheiro, um mariachi (Carlos Gallardo) passa a ser confundido com o assassino Azul (Reinol Martínez), já que coincidentemente os dois andam com caixas de violão nas costas: enquanto Azul possui um arsenal dentro de sua caixa, o mariachi simplesmente anda com o instrumento verdadeiro”.
Devido às causas do baixo orçamento, El Mariachi apresenta um visual completamente amador e experimental, com cortes de cena apresentados de forma crua e, principalmente no rolar dos créditos iniciais, em que o nome de Robert Rodriguez aparece mais do que tudo e todos: ele dirige, ele escreve, ele edita, ele produz. Ele, na verdade, se transforma em uma “máquina de fazer cinema”, onde vemos que está sedenta para surpreender todos com sua genialidade. Ah, e outro detalhe “básico”: naquela época, ele tinha apenas 23 anos. Ou seja, os olhares do mundo cinematográfico estavam voltados para aquele jovem e habilidoso profissional da sétima arte. Inclusive, suas principais características que levou para a carreira são divulgadas neste filme, sendo uma das mais memoráveis os seus planos em primeira pessoa, seguindo o caminho do personagem, além também de outros planos extremamente excelentes e exóticos.
Ainda mais por conta do dinheiro, os atores que participam se mostram um tanto quanto inexperientes em seus papéis, contanto em uma exceção para Consuelo Gómez, interpretando Domino: é um dos principais destaques da película (atrás da direção de Rodriguez), até nos fazendo lembrar um pouco do estereótipo de uma femme fatale.
Após realizar “El Mariachi”, Robert Rodriguez não precisou mais vender carros para realizar seus filmes, já que a sua primeira película da carreira lhe rendeu muitos prêmios importantes (e consequentemente, dinheiro). Três anos após seu sucesso imediato, Rodriguez logo se situou em Hollywood e então refez o primeiro clássico da carreira, porém com muito mais brilhantismo diante das telonas. Contudo, embora haja um alto nível de sucesso comercial nos filmes de Robert Rodriguez, os trabalhos do artista se remetem completamente à El Mariachi. Sendo assim, alguém ainda duvida do fato de que ele seja um amante de primeira dos filmes trashs?!
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 8,0.
ANÁLISE FEITA POR BRUNO BARRENHA.
OBS.: Envie sua análise/crítica para bbarrenha@gmail.com e participe de nosso festival de análises.
PADRE 3D | Saiba o que anda acontecendo nas bilheterias dos Estados Unidos, onde um faroeste muito esquisito passa a chamar atenção.
Quase uma semana depois de seu lançamento no Brasil, a película “Padre” ficou em quarto lugar no quesito de bilheterias, nos Estados Unidos. Apesar da mediana colocação em suas primeiras semanas de exibição, o faroeste futurista e até mesmo com ares “vampirísticos” não agradou muito a crítica. Como uma tentativa de chamar mais a atenção do público, a película até mesmo teve seu lançamento em 3D, porém parece que isto não ajudou muito. Inclusive, muitas pessoas ainda relataram que o trailer é algo mais chamativo do que o próprio filme, o que possivelmente pode ter causado este sucesso não merecido de “Padre”.
A história de “Padre” é baseada nos HQ’s coreanas de Hyung Min-Woo: “Um padre (Paul Bettany) desrespeita as leis de sua igreja e sai em busca do vampiro responsável por capturar sua sobrinha”.
Liderando as bilheterias está “Thor”, filme baseado no herói da Marvel Comics: O Poderoso Thor, deus do trovão. O que explica este sucesso de Thor é principalmente a fraca concorrência com que anda lidando atualmente. Em segundo lugar há uma surpresa, com Bridesmaids, uma comédia sem grandes astros do cinema e apostando mais em celebridades da televisão americana. No terceiro lugar, está o filme mais lucrativo da sequência de “Velozes e Furiosos”: a película que corre em um “Rio de Janeiro genérico” apostou em um grande elenco – o qual já participava dos outros filmes – para formar um dos melhores da franquia iniciada em 2001. Fechando as bilheterias norte-americanas, a animação “Rio”, do brasileiro Carlos Saldanha lucra como nunca no quinto lugar da lista.
Obs.: Saiba sobre o nosso festival de análises, clicando AQUI.
Roteiro: Bruno Corbucci, Franco Rossetti, José Gutiérrez Maesso, Piero Vivarelli e Sergio Corbucci
Produção: Sergio Corbucci, Manolo Bologrini
Ano: 1966
Elenco: Franco Nero, José Bódalo, Lordana Nusciak…
Duração: 97 minutos
Análise: Sergio Corbucci foi um dos grandes diretores do western spaghetti, atrás apenas de Sergio Leone, juntamente com Sam Peckinpah; considerando sua época, realizava filmes muito violentos (justamente como Peckinpah). Sergio Corbucci trabalhava muito com Bruno Corbucci, seu irmão mais novo, que o ajudou a escrever roteiro de vários filmes e viveu na sombra de seu irmão mais velho. Nesta película, é criado o anti-herói Django, interpretado por Franco Nero que estava fazendo seu primeiro filme - dando a perceber que o western spaghetti não tinha orçamento suficiente para apostar em atores mais experientes e conhecidos – e também um dos melhores de toda a sua carreira.
Django foi um dos melhores trabalhos já feito no western spaghetti, e também foi muito influente tanto no cinema - como visto em Reservoir Dogs e o futuro filme Django Unchained (ambos de Quentin Tarantino); e Sukiyaki Western Django (Takashi Miike) - tanto fora dele, como em jogos (Red Dead Revolver e Boktai), música (Return of Django, álbum do cantor Lee Perry; Django, música da banda Rancid). E ainda há muitos outros exemplos.
O filme é então iniciado com Django caminhando com o seu caixão, em um caminho enlameado ao som de uma bela música de Luis Bacalov, com vocal de Roberto Fia, até que salva um prostituta mexicana chamada Maria (Loredana Nusciak), a qual estava preste a ser morta pelos capangas do Major Jackson (Eduardo Fajardo). Django estava a procura de Jackson para matá-lo por vingança da morte de sua esposa, mas antes ele queria roubar o seu ouro, tanto que o deixa sobreviver duas vezes. Em uma ele mata quatro ajudantes e ainda desarma Jackson com um tiro, e na outra mata um exército de mais ou menos 40 pessoas sozinho, com uma metralhadora que ele levava no caixão.
Django entra em um acordo com o general de uma revolução mexicana, Hugo Rodriguez (José Bodalo), rival de Jackson, e roubam uma grande quantia de ouro em pó que estava em um forte do exército mexicano, sendo que tal ouro pertencia à Jackson. Django queria pegar o dinheiro e ir embora, porém Rodriguez não o quis pagar para levá-lo a revolução. Django não quis saber de papo e sorrateiramente conseguiu roubar o ouro com ajuda de Maria. Porém quando eles estavam levando o dinheiro para longe, Maria é baleada e Django tem suas mãos esmagadas, além de perder seu dinheiro engolido pela areia movediça. Django consegue levar Maria de volta para a cidade e vai ao cemitério matar Jackson que chegaria ali mais tarde pensando que Django estava orando no túmulo de sua mulher, que heroicamente e persistentemente havia tirado a grade de proteção de sua pistola e empurrando o gatilho na cruz do túmulo; recarregando a arma com a mão, ele consegue matar Jackson e mais cinco homens.
MINHA NOTA PARA ESTE FILME: 9,0.
ANÁLISE FEITA POR THIERRY VASQUES.
OBS.: Envie sua análise/crítica para bbarrenha@gmail.com e participe de nosso festival de análises.
Howdy, stranger! O blog “Analisando o Oeste” trouxe um cavalo para vocês se unirem à nossa nova jornada. Leia abaixo para saber as instruções de como participar:
Com pouco menos de 10.000 visualizações desde seu início em setembro de 2010, o blog "Analisando o Oeste" estará oferecendo um desafio para os leitores interessados e participativos, como uma comemoração ao grande – e inesperado – sucesso com que estamos lidando: será o nosso primeiro festival de análises, o qual foi apelidado carinhosamente como "Por um punhado de análises". O significado do nome todos já devem saber, principalmente por ser uma espécie de tributo ao primeiro western spaghetti realizado: “Por um punhado de dólares”, de Sergio Leone. Este pequeno festival consiste principalmente “na participação direta de espectadores do cinema westerniano e do blog, onde estes estarão escrevendo pequenas análises/críticas de películas do gênero”.
Os interessados na participação deverão enviar suas críticas para o seguinte e-mail: bbarrenha@gmail.com. Os textos podem ser entregues até o dia 15 de junho. A formatação da crítica pode ser de livre escolha, contendo junto com ela a nota do filme, a qual será dada livremente pelo autor do texto. Vídeos e imagens – caso haja interessante na colocação destes – devem ser mandados separadamente no e-mail, com link do Youtube (para vídeo) e o arquivo de imagem em formato. jpeg. Juntamente com tudo isto, deverá ser enviado ainda:
- nome completo;
- idade;
- cidade onde vive.
Divulgue o blog e este pequeno festival que tende a aumentar, junto com nosso sucesso. Todos os amantes da sétima arte podem participar.
Obs.:Todos os artigos que forem enviados, serão postados. Apesar disto receber o nome de "festival", não haverá nenhum tipo de ganhador.
Roteiro: Mario Amendola, Bruno Corbucci, Sergio Corbucci e Vittoriano Petrilli
Ano: 1968
Elenco: Jean-Louis Trintignant, Klaus Kinski, Luigi Pistilli…
Duração: 105 minutos
Não foi apenas Sergio Leone quem abrangeu novas fronteiras para o western spaghetti: seu xará Corbucci logrou grande êxito com a narrativa desta película.
Análise: Ao lado de Sam Peckinpah e Sergio Leone (principalmente), Sergio Corbucci foi outro grande diretor responsável pela revolução cinematográfica na década de 60, adicionando um novo subgênero no interior do faroeste: o western spaghetti. Enquanto Sergio Leone lançava o “homem sem-nome” na trilogia dos dólares e Sam Peckinpah polemizava com “Meu ódio será sua herança”, Sergio Corbucci criava outro famoso personagem, conhecido como Django – interpretado por Franco Nero –, o qual ao lado de Eastwood foi um dos heróis mais influentes da história da sétima arte. Inclusive, os dois personagens são muito similares em questões de personalidade: são sérios, de poucas palavras e normalmente tidos como anti-heróis; roupas parecidas, relacionadas por serem rasgadas e sujas; destemido, ótimo no gatilho e além de tudo, um forasteiro. Já em "Vingador Silencioso", o nome do filme já diz tudo: ele é silencioso, não porque deseja, mas sim por causa de acontecimentos passadas (continue lendo para saber).
Para quem está completamente acostumado ao ver aquele mar de cores mortas do oeste americano, levará um grande susto com esta película... E principalmente em seu início, onde apenas é possível enxergar pequenos detalhes – como a pequena figura de um homem montado em seu cavalo – em meio à branquidão da neve, do gelo e do frio. Isto já é algo extremamente inovador, possibilitando a abertura de novas fronteiras para um gênero que apenas era visto em meio ao calor desgraçado do velho-oeste. Também é responsável por dar um “ar a mais” ao personagem, o qual utiliza apenas roupas negras e que o caracteriza durante todo o filme. Embora nesta época os orçamentos do western spaghetti já estavam maiores do que quando iniciou (até considerada como produções B), é perceptível a pouca variedade de atores que participavam tanto dos filmes de Sergio Leone, quanto dos filmes de Sergio Corbucci, além de serem de nacionalidades diferentes dos outros atores. Isto também aparece na trilha sonora, onde Ennio Morricone é presente nas películas de ambos diretores.
Com uma fotografia belíssima (Silvano Ippoliti) e uma trilha sonora perturbadora (Morricone), o filme se inicia da melhor forma possível: com uma grande troca de tiros entre Silêncio (Jean-Louis Trintignant) e uma gangue de pistoleiros. Logo nesta cena os principais elementos da direção de Corbucci são apresentados e nos deixam por dentro de seu estilo cinematográfico, caracterizado por um pingo de violência que nos faz lembrar de Peckinpah e que nos mostra que até estão ligados de uma maneira ou outra. Um detalhe de extrema importância é que o apelido dado ao personagem Silêncio possui dois motivos: “aonde ele vai, o silêncio da morte o acompanha” e ele é mudo. Sim, ele não fala durante o filme! Isto foi mais uma particularidade para que se opusesse ao famoso “homem sem-nome”, de Sergio Leone e não entrasse para uma galeria clichê. É também por este motivo que o personagem faz o bem: quando criança, teve sua garganta cortada por um caçador-de-recompensa, fazendo com que vivesse matando as pessoas que trabalhassem com isso. E eis que surge a grande oportunidade de uma vingança geral, fazendo com que mate Tigrero (Klaus Kinski de forma única), por este ter assassinado o marido de Pauline (Vonetta McGee).
Normalmente tido como o melhor trabalho do diretor Sergio Corbucci, vemos que realmente o cineasta se superou na película, principalmente ao percebermos que foi capaz de abranger as fronteiras que o western possuía no mundo cinematográfico. É também possível notar que, curiosamente, os principais diretores do spaghetti possuem – ao mesmo tempo – características divergentes e parecidas entre si: Sergio Leone possuía algo mais técnico e visual, além de também musical; Sam Peckinpah tinha muito afeto com a violência, ou seja, algo mais estético; e Sergio Corbucci tinha um espírito mais inovador e estilístico, sempre buscando um trabalho à frente de seu tempo.
Howdy! Depois de um bom tempo, venho com a nossa famosa lista de filmes já analisados pelo blog, e que agora estão disponíveis para o download pelo programa uTorrent. Para ver a lista passada, clique AQUI. Lembro também que alguns filmes analisados não estão nesta lista (como Rango e Duelo da Verdade). Ainda acrescento que o último filme desta lista será o privilegiado pela análise de amanhã.
E como última observação, gostaria de lhes informar que o blog "Analisando o Oeste" vêm em uma crescente onda de desenvolvimento, sendo que já estamos mais experientes no assunto das críticas à filmes; é por isso que ocorrerá algumas ótimas mudanças, especialmente para os nossos visitantes fanáticos pela sétima arte. Em algumas dessas mudanças, empregamos as "notícias do mundo western", a qual estará falando sobre as maiores novidades que acontecem dentro do universo do faroeste/bang-bang. É então que, com extremo afeto, desejo agradecer à todos que acompanham o blog e assistem à nosso desenvolvimento para melhor lhes proporcionar entretenimento.
DJANGO UNCHAINED | Fique sabendo os detalhes da nova película de Quentin Tarantino.
Por Bruno Barrenha.
Popularizado pelo italiano Sergio Leone nos anos 60, o gênero denominado western spaghetti sempre foi um dos favoritos do cineasta norte-americano Quentin Tarantino. Inclusive, em sua lista de filmes favoritos o que não falta são faroestes: um dos clássicos-épicos de Leone (“Três Homens em Conflito”, 1966) é o responsável por encabeçar tal listagem, seguido ainda por “Onde Começa o Inferno” (1957), de Howard Hawks e com a presença do ícone John Wayne. Entretanto, Tarantino apenas contém uma única experiência com o gênero, a qual ocorreu em 2007, participando do japonês “Sukiyaki Western Django”, dirigido por Takashi Miike.
É então que essa história pode ter novos capítulos, já que no dia 26 de abril Quentin Tarantino finalizou o roteiro de qual será seu próximo trabalho: “Django Unchained” (uma referência ao clássico “Django”, de 1966). No que tudo indica, a película pode chegar até mais perto de um Southern, já que a narrativa se foca no sul dos Estados Unidos e na época da escravatura. Isto é, pela sua história ficamos na dúvida se Tarantino realizará mesmo um faroeste ao maior estilospaghetti. Caso tenha ficado curioso, confira a possível sinopse:
“Django é um escravo que foi libertado, porém viveria com a condição de estar sob a tutela de um caçador-de-recompensas germânico (Christoph Waltz). Com isso, torna-se um pistoleiro perigoso e parte juntamente com seu companheiro para uma missão de caráter pessoal: achar e libertar sua esposa de um horrendo fazendeiro”.
Em relação ao ritmo do projeto, este avança de forma acelerada, com produtores já definidos (Stacey Sher e Pilar Savone), e as distribuidoras em acordo: a Weinstein Company distribuirá nos Estados Unidos e a Universal tem a preferência de Tarantino para co-financiar; Warner Bros, Paramount e Sony ainda pretendem entrar acordo e querem adquirir tais direitos. As filmagens se iniciarão em agosto de 2011 e provavelmente terminarão em março do ano que vem, com locais marcados para Espanha e Itália (coincidentemente os mesmo locais onde se gravavam os westerns spaghettis,o que gera mais confusão com o estilo da película).
Outra curiosidade é a de que rumores indicam a participação do ator Franco Nero, responsável por interpretar o personagem de Django nos filmes do diretor Sergio Corbucci, um dos maiores do western spaghetti. Além dele, Tarantino pretende ter em mãos um elenco de peso, justamente como teve em seu trabalho anterior “Bastardos Inglórios” (2009). Os boatos que nascem a respeito dos atores são grandes, com suspeitas de que Christoph Waltz já esteja envolvido no projeto (como mostrado na sinopse), além de possíveis personagens que poderão ser interpretados por Keith Carradine, Will Smith, Samuel L. Jackson, etc...
Ao que tudo mostra, Quentin Tarantino está prestes a realizar mais uma obra-prima em sua carreira. Estamos no aguardo de mais notícias!
Vídeo realizado por Bruno Barrenha em homenagem a um dos grandes cineastas italianos e também um dos maiores diretores que a sétima arte já viu: Sergio Leone, o mestre do western spaghetti e ídolo de nosso blog.
OBS.: Para ver o especial feito por nós, do "Analisando o Oeste", clique AQUI.
Roteiro: Frank Dana Frankolino, George Leonard Briggs e Robert Avard Miller
Ano: 2001
Elenco: Mark Valley, Leon Coffe, Ronald Lee Ermey...
Duração: 101 minutos
Não é preciso muitos recursos para se fazer um bom filme. Uma história interessante basta!
Análise: Mesmo com uma simples produção, Merlin Miller fez um bom filme de faroeste, apenas com a junção de alguns ingredientes essenciais: ao começar pela trilha sonora, que é indispensável para um filme deste gênero; nesta película é bem simples, porém não deixa a desejar.
E não podemos deixar de falar da cativante história de Jericho (Mark Valley), que foi achado com amnésia à beira de uma linha de trem, quando havia saído da cidade devido a atritos com Joshua (Leon Coffe), um pastor negro. Jericho havia perdido a memória após ele matar o xerife de Paradise e levar uma paulada na cabeça.
Então eles começam uma jornada cheia de problemas para achar respostas sobre o passado de Jericho. Após sete anos, Jericho finalmente consegue achar uma resposta: ele encontra uma professora, a qual testemunhou o momento em que Jericho leva a paulada na cabeça, contando-o tudo do crime, inclusive que era uma armação para Jericho e que, na realidade ele era o xerife da cidade de Paradise. Então, em pleno natal Jericho vai a sua casa e acha sua esposa, seu filho e sua filha que acabará de completar sete anos.
Também podemos ressaltar que o filme não traz nenhuma inovação em nenhum aspecto, usa planos de câmeras simples, e tem partes em que parece ser mais antigo do que o ano do seu lançamento. Mas, como tido anteriormente, apesar de tudo o filme conta com uma bela e emocionante história.